28.9.12
Ruínas
Se é sempre Outono o rir das primaveras,
Castelos, um a um, deixa-os cair...
Que a vida é um constante derruir
De palácios do Reino das Quimeras!
E deixa sobre as ruínas crescer heras.
Deixa-as beijar as pedras e florir!
Que a vida é um contínuo destruir
De palácios do Reino de Quimeras!
Deixa tombar meus rútilos castelos!
Tenho ainda mais sonhos para erguê-los
Mais altos do que as águias pelo ar!
Sonhos que tombam! Derrocada louca!
São como os beijos duma linda boca!
Sonhos!... Deixa-os tombar... deixa-os tombar...
26.9.12
Durante anos as pessoas sempre me responderam o mesmo quando digo a minha profissão: "Que engraçado, era o que queria ser quando era criança.". Eu respondo: "Posso ser criança todos os dias então.". Mas interiormente muitas vezes pensava que devia ter escolhido outra coisa para fazer porque para além de ter exigências nada fáceis o emprego na área não abunda. Ontem pela primeira vez fiquei cheia de certezas de que fiz a escolha certa. É que quando eu era criança queria ser farmacêutica.
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so this is evolution?
To Autumn
O Autumn, laden with fruit, and stain’d
With the blood of the grape, pass not, but sit
Beneath my shady roof; there thou may’st rest,
And tune thy jolly voice to my fresh pipe,
And all the daughters of the year shall dance!
Sing now the lusty song of fruits and flowers.
“The narrow bud opens her beauties to
The sun, and love runs in her thrilling veins;
Blossoms hang round the brows of Morning, and
Flourish down the bright cheek of modest Eve,
Till clust’ring Summer breaks forth into singing,
And feather’d clouds strew flowers round her head.
“The spirits of the air live in the smells
Of fruit; and Joy, with pinions light, roves round
The gardens, or sits singing in the trees.”
Thus sang the jolly Autumn as he sat,
Then rose, girded himself, and o’er the bleak
Hills fled from our sight; but left his golden load.
With the blood of the grape, pass not, but sit
Beneath my shady roof; there thou may’st rest,
And tune thy jolly voice to my fresh pipe,
And all the daughters of the year shall dance!
Sing now the lusty song of fruits and flowers.
“The narrow bud opens her beauties to
The sun, and love runs in her thrilling veins;
Blossoms hang round the brows of Morning, and
Flourish down the bright cheek of modest Eve,
Till clust’ring Summer breaks forth into singing,
And feather’d clouds strew flowers round her head.
“The spirits of the air live in the smells
Of fruit; and Joy, with pinions light, roves round
The gardens, or sits singing in the trees.”
Thus sang the jolly Autumn as he sat,
Then rose, girded himself, and o’er the bleak
Hills fled from our sight; but left his golden load.
William Blake (from Poetical Sketches, 1783)
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l´art brutt
25.9.12
"-Porque cada dia é sempre diferente dos outros, mesmo quando se faz aquilo que já se fez. Porque nós somos sempre diferentes todos os dias, estamos a crescer e a saber cada vez mais, mesmo quando percebemos que aquilo em que acreditávamos não era certo e nos parece que voltámos atrás. Nunca voltamos atrás. Não se pode voltar atrás, não se pode deixar de crescer sempre, não se pode não aprender. Somos obrigados a isso todos os dias. Mesmo que, ás vezes, esqueçamos muito daquilo que aprendemos antes. Mas, ainda assim, quando percebemos que esquecemos, lembramo-nos e, por isso, nunca é exactamente igual."
José Luís Peixoto in Abraço
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some old crazy people
No Ciclo Eterno
No ciclo eterno das mudáveis coisas
Novo inverno após novo outono volve
À diferente terra
Com a mesma maneira.
Porém a mim nem me acha diferente
Nem diferente deixa-me, fechado
Na clausura maligna
Da índole indecisa.
Presa da pálida fatalidade
De não mudar-me, me infiel renovo
Aos propósitos mudos
Morituros e infindos.
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gaia is all around,
l´art brutt
24.9.12
Daqueles dias que não se planeiam e acabam por ser um must. Foi no Sábado. Primeiro ir à praia apanhar o que eu julgava ser o último raio de sol com areia do ano (e de facto deve ter sido) e aproveitar o campeonato de surf ali ao lado para ir a uma barraquinha beber cervejinha e ourvir um pouco dos Orelha Negra!
Segue-se um empaturranço de sushi, que uma pessoa de classe como eu, acompanha com uma litrosa. Mas o glamour do sushi deve anular o efeito trolha (queridos trabalhadores colegas meus) da litrosa.
Segue-se saída para o Cais do Sodré, onde entalada numa ombreira de porta, a chover a potes e com as tampas dos esgotos a saltar com efeito tipo repuxo sou molhada na totalidade por um carro que passou!
Isto foi o fim de semana porque o domingo foi a recuperar! Bye bye Verão!
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what am i doing?
Arte e Literatura
© Henrique Oliveira
Casa dos Leões (Brazil)
Casa dos Leões (Brazil)
“The oldest and strongest emotion of mankind is fear, and the oldest and strongest kind of fear is fear of the unknown”
H.P. Lovecraft
Quem leu o conto de horror The Shunned House de H. P. Lovecraft (se não leram podem fazer download gratuito aqui através do Projecto Gutenberg já que o conto é de domínio público) imaginou como seria aquela casa aterradora onde os acontecimentos se passam. Quando dei com foto desta casa - A Casa dos Leões - um trabalho do artista plástico Henrique Oliveira (para mais trabalhos carregar sobre o seu nome) foi imediata a associação da imagem ao que a minha criatividade tinha gerado com a leitura.
22.9.12
21.9.12
Ausência
Ainda há pouco te deixei
e vais comigo, cristalina
ou trémula,
ou inquieta, ferida por mim mesmo
ou cheia de amor, como quando os teus olhos
se fecham sobre o dom da vida
que sem descanso te entrego.
Meu amor,
encontrar-nos
sedentos e bebemos
toda a água e sangue,
encontrar-nos
com fome
e morder-nos
como morde o fogo
deixando-nos feridos.
Pablo Neruda
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o que me aquece o coração,
set my mood
20.9.12
Nem sempre tudo é o que parece
...como aqui.
Estas são figuras de cera que ficaram danificadas num incêndio no Madame Tussauds (Londres, 1930).
Preguei um susto agora, não foi?
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l´art brutt
Devo ainda ter lá por casa o primeiro número. O meu eu adolescente foi cativado pela capa, muito apelativa, e também, admito, pela bolinha vermelha no canto. Que revista é esta, que sem ser masculina ou dentro do género, tem que ter uma bolinha vermelha?
Comprei (uff metade da semanada foi-se) e quando li mais atentamente fiquei pasmada. Não era uma revista sobre moda, nem sobre arte, nem sobre literatura. No entanto era tudo isto, misturado com corpos. Os nossos. Pessoais.
Adorei a revista. E tive pena. pensei que tal como outras publicações rapidamente se iria extinguir. Não foi o que sucedeu. Para meu bem.
Actualmente não a encontro em todo o lado e nem sempre a compro. Mas tenho todos os números que adquiri, bem guardados, porque para mim são mais que revistas. Até porque pouco ali é datado.
O texto é pequeno para todo o prazer, conhecimento e reflexão que já retirei da umbigo. Por isso, parabéns!
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o que me aquece o coração
19.9.12
"Num ano, a vida pode mudar radicalmente. Em dez anos, a vida pode transformar-se noutra vida."
José Luís Peixoto
E nós em outras pessoas. O dia de hoje define o amanhã! Um dos meus lemas de vida.
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palavras são como o éter,
pérolas de saberoria
"Como é que, na admirável engenharia do mundo, de tão económica racionalidade, se explica a sumptuária dissipação do orgasmo feminino? O prosaico orgasmo masculino é auto explicativo: seminal e basta. Mas o esplendor, exuberante ou gutural, do êxtase feminino é um luxo obsceno, espécie de Prada ou Gucci de fusão de corpos."
Manuel S. Fonseca in Expresso
18.9.12
Não é comum que algo me surpreenda. Hoje fui surpreendida de um modo que nunca tinha acontecido. E fiquei cheia de orgulho e gratidão.
Esta foto foi tirado no momento em que uma nuvem de fumo surgiu por trás do monte onde trabalho. Era fumo de um incêndio, que a esta hora ainda deflagra nos arredores de Coimbra. Quando acabei de tirar a fotografia olho à minha volta e tenho um grupo de quatro ou cinco homens a largar capacetes, ferramentas e coletes, começando a correr para os carros. Viro-me para o lado e pergunto ao engenheiro com que trabalho o que se estava a passar, se eles tinham assim tanto medo do fogo que ainda parecia estar longe. E ele respondeu:
- São bombeiros!
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The haunted palace
(Mansão construída por Ivan Ropet nos finais do século XIX, na aldeia abandonada de Ostashevo, na região de Chuhlomskoy Kostroma, Rússia)
In the greenest of our valleys
By good angels tenanted,
Once a fair and stately palace—
Radiant palace—reared its head.
In the monarch Thought’s dominion,
It stood there!
Never seraph spread a pinion
Over fabric half so fair!
Banners yellow, glorious, golden,
On its roof did float and flow
(This—all this—was in the olden
Time long ago)
And every gentle air that dallied,
In that sweet day,
Along the ramparts plumed and pallid,
A wingèd odor went away.
Wanderers in that happy valley,
Through two luminous windows, saw
Spirits moving musically
To a lute’s well-tunèd law,
Round about a throne where, sitting,
Porphyrogene!
In state his glory well befitting,
The ruler of the realm was seen.
And all with pearl and ruby glowing
Was the fair palace door,
Through which came flowing, flowing, flowing
And sparkling evermore,
A troop of Echoes, whose sweet duty
Was but to sing,
In voices of surpassing beauty,
The wit and wisdom of their king.
But evil things, in robes of sorrow,
Assailed the monarch’s high estate;
(Ah, let us mourn!—for never morrow
Shall dawn upon him, desolate!)
And round about his home the glory
That blushed and bloomed
Is but a dim-remembered story
Of the old time entombed.
And travellers, now, within that valley,
Through the red-litten windows see
Vast forms that move fantastically
To a discordant melody;
While, like a ghastly rapid river,
Through the pale door
A hideous throng rush out forever,
And laugh—but smile no more.
Edgar Allen Poe
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l´art brutt,
lido por aí
17.9.12
Alguns são mais transparentes que outros
Rã da Erva, habitante das florestas da América do Sul
I wish that every human life might be pure transparent freedom.
Simone de Beauvoir
Por aqui as segundas feiras não são malditas (para dias malfadados há aqui a wednesday breakdown), principalmente porque dão sentido aos fins de semana e também porque gosto muito daquilo que faço. Mas há o pequeno senão de serem dias de muito, muito trabalho e hoje, em particular, é daqueles dias em que tenho uma hora para aprender o que normalmente demoraria uns dois dias.
Fora o trabalho (vou ter que desenhar rsrsrsrsr) tenho a minha mana caçula (e caloira) junto de mim! Happiness! Vou ver de camarote como ela vai viver o ano de caloira em Coimbra o que me está a deixar cheia de expectativas (eu que fiz a faculdade numa faculdade de letras de Lisboa anti-tradição académica :( ).
O fim de semana revelou-se muito bom.
Uma manifestação que me encheu de orgulho. É muito bom, quando mesmo quando por razões lamentáveis, são os portugueses, cidadãos, homens, mulheres, crianças, velhos e novos, que me dão o incentivo para manter a pequena réstia de esperança no futuro.
E o Motelx, um festival pequeno (e que espero que assim continue), com uma programação cuidada e dedicada. Não só nos brinda com grandes e recentes filmes do género horror/suspence, mas também com fitas obscuras, underground, clássicos de outros tempos ou intemporais, documentários sobre o género e as figuras que o construíram (com o cuidado de formar os aficionados) e actividades paralelas que nos abrem o apetite. Vi dois filmes, cada um a 3 euros (preços irreais quando comparados com os cinemas mais mainstream), e fiquei satisfeita com ambos (pormenores em breve n´A Viela do Ócio).
O resto foi conversa. Literalmente. Conversa com os amigos. Quem melhor para falar? E nestes tempo de indefinição muitas vezes não há nada mais terapêutico do que desabafar com nos amigos.
16.9.12
"Lembro-me de um período no final da adolescência, em que o espírito se embriagava com imagens de aventura. É assim que vai ser quando eu crescer. Vou ali, faço isto, descubro aquilo, amo esta, e depois esta e esta e esta. Vou viver como vivem e viveram as pessoas dos romances. Eu não sabia bem quais, só que a paixão e o perigo, o êxtase e o desespero (sobretudo o êxtase) estariam ao meu serviço. (...) Houve um momento, quando tinha vinte e muitos anos, em que reconheci que o meu espírito de aventura se extinguira à muito. Nunca faria aquelas coisas que a adolescência sonhara."
Julian Barnes in O Sentido do Fim
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Le monde est un théâtre,
lido por aí
15.9.12
HOJE, do Saldanha ao Campo Pequeno (que o joelho não deixa mais)
Pelo dinheiro que me roubam, pelos trabalhos que não existem, pela família que tenho (eternamente ?) que adiar, pelo carro/casa que nem penso em comprar, pelos amigos que já foram para outras paragens porque aqui se lhes tornou insuportável, pelo Passos e pelos outros todos, enfim... por este estado das coisas escolhi manifestar-me! também porque votei, não votei PSD nem PP, ou seja, tenho toda a legitimidade para pôr a boca no megafone!
14.9.12
Post maroto ou pedagógico?
Sabes que atingiste o patamar do "sem vergonha na cara" quando estás a ver, na tua hora de almoço, este blog, no café da terrinha onde só entram homens. E apenas reparas porque estão todos com os olhos no teu portátil.
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Obrigado Estado por ter tantas casas de amigos espalhadas pelo mundo
-N., cinema, Londres
-C., estética, Canadá
-N. e A., engenharia informática e arqueologia, Londres
-L., arqueologia, São Paulo
-O., arquitectura paisagística, Londres
-S., dança, Suíça
-M., educação física, Luxemburgo
(post em actualização)
"The
boundaries which divide Life from Death are at best shadowy and vague.
Who shall say where the one ends, and where the other begins?"
in The Premature Burial (1844) by Edgar Allen Poe
Hoje, amanhã e Domingo estou por aqui!
Para coisas giras como programa, preços e localização (o meu querido S. Jorge) é favor fazer um clic aqui.
Se não vos apetecer cinema podem sempre dar um pézinho de macabra dança:
00h00-06h00
Noite MOTELx no Ritz - Terror em Festa.
Noite MOTELx no Ritz - Terror em Festa.
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Le monde est un théâtre
13.9.12
Se fosse eu a mandar...
...acabava com os concursos, festivais ou competições de miúdos a cantar fado. Será que não percebem que aquilo é quase como exploração infantil? Com aquela idade ou se canta mal fado porque não se entende aquele sentimento de tristeza, melancolia e saudade ou se canta bem porque se conhece e isso é muito, muito preocupante.
12.9.12
"É mais sensual uma mulher vestida do que uma mulher despida. A sensualidade é o intervalo entre a luva e o começo da manga."
António Lobo Antunes
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lido por aí
11.9.12
A perversidade da violência doméstica deixa-me sem chão. Não só pelo acto em si, de pura cobardia, mas também pela perpetuação de comportamentos que muitas vezes ocorre nos filhos que à violência assistem e pela defesa que muitas vítimas fazem dos seus agressores (que pode ser uma arma psicológica para manterem o mínimo equilíbrio). De qualquer modo é importante referir que a Violência Doméstica é crime publico e pode ser denunciada por qualquer pessoa.
Os meus pais e família sempre me ensinaram (e eu faço por aplicar) que acima de qualquer sentimento, que qualquer dependência está o respeito e o dever para com nós próprios.
Para a minha L. que hoje se vai tornar mestre =)
"Os bons trabalhadores têm sempre a ideia de que ainda poderiam trabalhar mais."
Fonte - Os Moedeiros Falsos
Autor - Gide
, André
10.9.12
8.9.12
Notas de um passeio à Baixa de Lisboa
Gosto de homens estátua. Não me tentaram assaltar. Pontinho para o Costa. O MUDE fecha às 6 da tarde. Uma hora estúpida em dias em que o Sol de põe às 8 e quando ainda existem tantos passeantes na zona depois dessa hora. A Rua Augusta está toda bonita. Experimentem ir lá amanhã com tudo fechado. Ou passar na rua do Ouro/Prata onde mais de metade das lojas estão fechadas, o que dá um ar de cidade do interior despovoada. Pergunta que me angustiou: onde é que esta gente vai ao supermercado. Resposta da parte pragmática do meu cérebro: aqui não mora gente. O Terreiro do Paço está maio bonito assim com as laterais fechadas. Faltam as árvores (ouvi dizer que estão a caminho). Quis comer qualquer coisa mas os preços estão proibitivos e o meu início do mês é a 20. O Cais das Colunas é um sítio muito giro para um fim de tarde, a olhar o horizonte (tentando nublar a vista ali para os lados da Lisnave) e ler um livro. Muitos portugueses lá sentados mas também turistas. Afinal as colunas tem algo escrito. Ah, é um discurso do Salazar. E outro do Carmona. Que pitoresco. Começa a tocar uma banda angolana. Nada mais adequado ao local de onde partiam navios para as colónias e também serve como enquadramento acústico ao Dr. (este era mesmo doutor que era advogado) Salazar. Aparecem umas noivas que vão tirar fotos com as zonas industriais do Barreiro, do Montijo (Siderurgia Nacional, outra coisa do Dr. Salazar) e de Almada a servirem de pano de fundo. Deve ficar bonito em sépia, ocorre-me. Está a ficar frio. Paro para tirar umas fotografias que registem a passeata. Eis quando, vindo das memórias mais profundas do meu ser, daquela adolescência que desejamos para sempre perdida, ouço a música do Titanic (Miss Dion pois claro) a ser tocada em flautas de Pan. Não consegui evitar uma lágrima enquanto olhava para o Cristo Rei de braços abertos. Convenci-me naquele momento que para o ano vou antes ao Avante.
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