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2.4.18

Uma curta por semana



Nomeado para Óscar de Melhor Curta Metragem em Live action, 1931-32. Estas curtas queriam revelar algo de curioso para  o expectador ao mesmo tempo que  faziam algo de mais experimental tanto com as câmaras como com o som e a montagem. Contar uma história não era o foco. 



Este filme conta com os Codonas, a principal troupe circense de "aerials", nos inícios do século XX. Ainda hoje são lendários tendo elevado muito a arte do trapézio. Estiveram inclusivamente em Portugal


Os Codonas participaram ainda no filme de Murmau The Four Devil´s. Filme que não chegou até nós.

Hoje fica um testemunho da arte circense da 1ª metade do século XX dirigido pelo sobrinho de Louis B. Mayer, sim, esse que dá nome à MGM.

Ainda regressarei aos Codonas para contar uma história de arte e amor.

27.3.18

4.3.17

29 anos e uma depressão










Ren Hang
e 
a prova de que o tempo não é preciso para nada 
quando se é imensamente bom

5.4.16




É por Ti que Vivo

Amo o teu túmido candor de astro
a tua pura integridade delicada
a tua permanente adolescência de segredo
a tua fragilidade acesa sempre altiva

Por ti eu sou a leve segurança
de um peito que pulsa e canta a sua chama
que se levanta e inclina ao teu hálito de pássaro
ou à chuva das tuas pétalas de prata

Se guardo algum tesouro não o prendo
porque quero oferecer-te a paz de um sonho aberto
que dure e flua nas tuas veias lentas
e seja um perfume ou um beijo um suspiro solar

Ofereço-te esta frágil flor esta pedra de chuva
para que sintas a verde frescura
de um pomar de brancas cortesias
porque é por ti que vivo é por ti que nasço
porque amo o ouro vivo do teu rosto

António Ramos Rosa, in 'O Teu Rosto'

25.2.16


O certo é que quando nasci já Bowie tinha feito tudo o que foi preciso para ser recordado. Fez, no entanto, ainda algo novo, o veículo por que nós o conhecemos (nós os nascidos de 80), Labyrinth. O filme condensa todo o Bowie. O camaleão, obviamente, o criativo e o coração. Um monumento kitsh, eu sei, mas um monumento a Bowie. Ter a capacidade de se subtrair isto de um filme com marretas e duendes/ anões é a marca da virtude.

Depois de um interregno não podia deixar de aqui escrever sobre a notícia que ainda marca 2016. Penso que a melhor coisa que li por essa rede fora foi mesmo uma frase que dizia algo como isto"Não chores um mundo sem Bowie porque isso quer dizer que viveste num mundo com Bowie".

Pois... A realidade é que muita gente pensa no que é que Bowie tem. Tem todo o século XX (música, literatura, arte), o antes de Bowie - absorvido na sua obra -, o durante Bowie - a sua obra - e o pós-Bowie (e neste campo fico expectante embora reconheça, sem por ela ter dado conta até agora, a sua influência em mais gente do que inicialmente notei, como Perfume Genius).

23.8.15






É um céu azul
de nenhuma espessura
arqueado sem detalhe...
ou outra palavra

Entre a colina e as praias
nunca miniaturas de palmeiras
mobilaram assim
os olhos das mulheres.


SEBASTIÃO ALBA, (1940-2000), in O RITMO DO PRESSÁGIO (Edições 70, 1981)

DOMINGO

5.8.15

Que força é esta?



(e dias são ganhos quando se descobrem coisas assim)

28.7.15





Há fins de tarde nada românticos. Sem melancolia. Fins de tarde que simbolizam fins de dias esconsos. Negros, feios, sem magia. A esperança fica à porta, a ponta do pé ali junto ao umbral à espera do dia seguinte.

21.2.15

A fauna de Warhol

"Below, in this brief (mildly NSFW) clip from the Kino Library, we see a typical evening at Max’s Kansas City with the likes of Candy Darling, a topless, insane-looking lipstick-smeared Brigid Berlin, Paul Morrissey, Patti Smith and Robert Mapplethorpe, Taylor Mead, Ray Johnson, Marisol and others. That’s Warhol’s Factory assistant Gerard Malanga who we see smoking as the voiceover reader says the word “pretentious.”"



 Candy Darling, uma das estrelas do cinema de Warhol, Transexual e símbolo LGBT morreu, em 1974, aos 29 anos de linfoma. Foi a inspiração para várias formas de arte.

Uma fotografia sua, no leito de morte,da autoria de Peter Hujar, foi usada como capa do álbum de Anthony and The Johnsons I´m a Bird Now, de 2005. 


Esta imagem foi captada no mesmo momento em que diz a suas últimas palavras "You Know I Couldn't Last" eternizadas numa música de Morrisey (que também se encontra no video acima).



Em 1987 os The Smiths usaram também uma imagem sua, uma still do filme Women in Revolt, como capa do single Sheila Take a Bow.


 Também os Rolling Stones lhe dedicaram uma música - Citadel. Estes convieram de perto com toda a azáfama criativa da Factory enquanto se encontravam nos EUA.



Mas a referência maior a Candy e à sua vivência enquanto ocupante da Fábrica Warholiana veio em forma dois hinos

.
 Uma música que, como um espírito deixado neste mundo, nos leva a esse universo paralelo de arte, experiência, loucura e liberdade.



18.2.15

Cover me Up!



Tenho um enorme fraco por esta versão do Iggy.
Mas há uma para cada momento.





E claro... o seu a sua dona.

6.1.15

A descoberta literária de 2014 | Afonso Cruz





“Quando acordaram de manhã, na mesma cama, ela disse-lhe que queria ter um passado com ele. Não era um futuro, que é uma coisa incerta, mas um passado, que é isso que têm dois velhos depois de passarem uma vida juntos. Quando disse que queria ter um passado com alguém, queria dizer tudo. Não desejava uma incerteza, mas a História, a verdade.” 

(foram cinco livros... ainda bem que o autor é um jovem e pode continuar a editar - para meu deleite - por muitos e muitos anos | o contrário designa-se por "síndrome Saramago")

6.7.14

Inveja!




Noiserv na Lapa da Cerejeira!


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