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15.4.18




Viver sem planos é assim e é bom.
A ideia era ir às novas exposições - MAAT, Marinha e Gulbenkien - mas o tempo não estava para os ajustes e num instante nos decidimos pelo Peixe em Lisboa.
Como éramos apenas dois e isto de comer é melhor se for partilhado lá fizemos umas chamadas e conseguimos compor o número.
Muito giro este certame. Mas o melhor foi ver o Pavilhão Carlos Lopes com um ar tão bonito. Ainda sou do tempo de uns concertos punks e de harcore num pavilhão meio caído.
Entre as comidas tudo era bom mas se formos com certas companhias é melhor evitar pratos do tipo uma ova a cavalo num grão de ervilha criado nos Andes e em cama de espuma do mar do Norte. Já a selecção de vinhos era óptima.

Cereja no topo do bolo o azeite Castelo de Marvão, projecto de dois irmãos que usam as oliveiras centenárias do seu avô para criar um azeite verde suave e que pede verdadeiro pão alentejano a acompanhar.  

As conversas? Gatos (ou não fosse esta que vos escreve uma cat lover), IRS, mudanças de armas e bagagens para o interior do País, o feitio (difícil) dos sagitários quase em escorpião, viagens ao Perú, viagens ao Seixal e as explorações de petróleo na Costa Vicentina (contar! contra! contra!). 

24.3.18

TAP


E que fazes Lili com 12 horas de tempo livre num aeroporto?



23.3.18

London the family/only me experience

Família
Primeiro dia composto por stresse de aeroporto. Malas, bilhetes, lugares, medo de voar, underdround, check-in, todos com fome,restaurante de tapas estupidamente caro (12 libras 3 camarões), quarto, banho dormir. Manhã english breakfast, so much fat, museus, andar de bus, filas, gente, criançax aos jolhos, tipo festival do panda, pressão para fazer mil coisas estúpidas (loja dos m&ms, millenium bridge, passeios em hyde Park no meio de -8 graus e vento cortante), birrs de gente adulta. Restaurantes espanhóis, italianos, tailandeses, chineses, pubs londrinos. Música muito, muito, muito má. Encontrões ao estilo bolas de Bolling em pinos. Nódoas negras e cabelo oleoso por causa da àgua. Fim.








Eu
Tempo para ler toda uma rebita mensal no voo. Silêncio e cheiro a primavera. Quanto quente e lençóis onde apetece dormir. Café cm leite e pão com boa marmelada. Os corvos da torre de Londres. Árvores muito antigas com copas protectoras. A cripta de Saint Michel By the tower. Jantar pie com toda a gente importante incluindo amigos londrinos. A alegria de mese cheia de conversas, comida e álcool. Exposição sobre a evolução do homem. Somos apenas um macaco mais legal. O victoria and Albert e todos os objectos inesperados que contém. A coluna de Trajano e uma caixa de bolachas em metal. Abraços quentes dos meus pais. Jantar com amigos. Chinatown com as lanternas brancas de neve. Pub. Falar da Eurovisão, oscares, da obcessão britânica com os musicais, planos para o futuro, uns em África outros na patagónia. Comprar livros. Muitos livros. Tempo para ler em cofee shops de estação. Beber margaritas de pêra com uma melhor amiga. Falar de tudo, casamentos, nascimentos, morte, vidas que mudam e outras que ficam na mesma.chegar a uma casa de emigrantes (portugueses, italianos e polacos) e ouvir a melhor música dos últimas dias. Dormir sob um tecto estrelado com uma das irmâs que a vida me deu. Estar no aeroporto a ler blogs.

21.3.17

De volta a Lisboa: impressões




1) As árvores estão floridas. Lisboa não tem bosques nem jardins decentes. Os nossos governantes acham que a flora existe para estar lá no alto, nas copas. Não há nada aos nossos pés. Em termos de natureza, nos lisboetas, somos humanos em poços. Sempre a olhar para cima.

2) Calorzinho maravilhoso. Pessoas giras outras estranhas. A sério, só estranhas. Transportes públicos a ficarem irrespiráveis em 3, 2, 1 semanas...

3) Há cada vez mais esplanadas e isso é bom. Não é bom que sejam apenas destinadas a turistas e os preços para uma garrafa de água sejam 10% de uma conta mensal de água canalizada. Fui comprar uma garrafa aos automáticos do metro.

4) Por falar no metropolitano. Metro a funcionar normalmente. Não devia mas é de assinalar.

5) Positivo: os portugueses andam todos orgulhosos por poderem voltar a falar francês. Motorista da Carris dixit e eu confirmo.

9.3.17




O caminho para o trabalho não tem que ser sempre feio, mau e triste.
Nos pormenores ah!... A beleza.

Coimbra. Já dentro dos HUC. Hoje.

8.3.17

5.3.17

Hoje






Depois de 9 anos aprendi que o 7, em Coimbra, tem uma rota circular. 

9.4.16

Ainda Janeiro não tinha acabado e já 2016 tinha deixado a sua marca


A minha viagem ao Norte foi muito mais que formativa.  Sozinha e com uma rota  a seguir foram poucas as fotografias tiradas. Ando a aborrecer-me com todas as imagens. Prefiro usufruir. Isso é uma coisa que tem chegando de pantufas com os anos. 


A chegada à capital do país escocês é das bonitas que tive o prazer de experimentar. Mais de 15 minutos sobre o rio, as pontes e as ilhas. Tempo suficiente para reviver os livros e os filmes chave. Já estava rendida e ainda não tinha colocado os pés em terra. 




Edimburgo é uma cidade lindíssima. Começo a ter inveja das pessoas que vivem nestes locais com muito terreno plano e boas ruas para andar de bicicleta. O céu não costuma estar azul (segundo relato de amigos residentes) e o frio é mais que muito. Gosto muitíssimo. Visitei a Biblioteca Nacional da Escócia que não envergonha o país. E... corri em Princess Street.


Saí da Escócia num comboio inglês no meio de uma tempestade de neve (ah as almas românticas encontraram aqui abrigo seguro). O campo e costa que visitei com o olhar (Northumbria) durante a viagem até Durham eram deslumbrantes. Voltarei, um dia. Equipada com vontade, dinheiro e um amigo que queira conduzir do lado errado da estrada.
Durham é uma cidade de conto de fadas. Reparei que o meu deslumbramento imediato à vista de cada nova localidade é inversamente proporcional às gruas que se elevam nos céus. Aqui não há gruas. A cidade é mágica. As pessoas são simpáticas. Aceitam dinheiro escoçês sem fazer má cara e levam-nos a provas de vinhos. Voltarei.

O prazer de viajar sozinha está a crescer. Talvez com um irmão seja igualmente recompensador, não há grandes fretes que se faça com irmãos. Com um amante é capaz de tornar a coisa mais como uma paisagem do que uma vivência. Amigos só muito selecionados... aqueles que amamos como a irmãos.

4.1.16

Marcas indeléveis




"Era manifestamente a cidade que atrai a ira, a cidade em perigo constante que, perante as tentações de todo o tipo de grandezas, nunca soube dizer um redondo não que a defendesse do seu próprio destino. As suas cúpulas e as suas torres dão a impressão, de uma maneira indefinível, de fazerem frente a quem quer que seja e, mesmo no modo como estão dispostas nesta planície encapelada, há qualquer coisa de obstinado, de orgulhoso e insubmisso. A cidade, efectivamente, sorri apenas aqueles que se aproximam dela e deambulam pelas suas ruas; a esses, ela fala numa linguagem tranquilizadora e familiar, mas a alma de paris só se revela de longe e do alto."

Julien Green in Paris

28.12.15

Chocalhos, património mundial, esquecidos de Portugal


Há uns anos a  classificação do Fado, e mais tarde do Cante, como património da humanidade foi um dos acontecimentos do ano. Hoje, ao chegar ao fim de 2015, pouco se nota na imprensa escrita ou digital, sobre a importância para o património português da distinção da Arte Chocalheira. Salve-se o Jornal Público e a reportagem sobre o autor da candidatura (aliás presente também nos dossiers do Fado e do Cante).
Este é um silêncio triste mas esperado. O Alentejo não está acostumado a grandes cerimónias ou condecorações. Há alguns eventos, um fim de semana no máximo (Ovibeja, Flores de Campo Maior, Festival Islâmico de Mértola) que vão colocando alguns pontos no mapa mas a cultura, o saber alentejano, que é até fácil de ver, basta andar - passeando pelas suas estradas e aldeias - é um quase desconhecido dos portugueses (até a tão afamada gastronomia é assassinada com artes maléficas em restaurantes citadinos quando os conhecedores sabem que é na tasca da aldeia que melhor se come). Escolhão uma localidade, agarrem numa bicicleta ou apenas caminhem. Vão! Pode ser que oiçam os chocalhos ao lá fundo.



"Esta paisagem foi sacrificada “à agro-indústria e às lógicas que prevalecem sob o argumento da produção alimentar”, critica Paulo Lima, visando a extensão do olival e vinha no Alentejo. “Deixámos de dar atenção a esta coisa tão simples que é cuidar e manter raças autóctones”, prossegue o antropólogo frisando que uma das vertentes que os move nesta candidatura “é o património cultural-genético”. E lembra como a opinião pública se tornou mais sensível à salvaguarda de espécies selvagens, como o lince, o abutre negro, a águia-real, entre outras, mas desconhece que existem raças de ovinos e bovinos quase extintas com apenas poucas centenas de exemplares, como é o caso das ovelhas churra e campaniça ou a raça garvonesa de bovinos.

“Não podemos deixar acabar o património genético, a paisagem sonora baseada na pastorícia”, o universo pecuário que sustentava o fabrico de chocalho que tinha uma função idêntica à que representa nos dias de hoje o GPS, reafirma Paulo Lima, frisando que esta preocupação “calou muito fundo na UNESCO.”"   

Mais, aqui.

26.12.15

Um País que Pensa




Recentemente foi organizado mais um encontro Tedx Lisboa e eu, que desde início me assumi comi fã deste conceito, fiquei surpreendida com a qualidade das talks. Há um País que pensa e uma parte dele está aqui.
Deixo a minha favorita por ser uma realidade que não me é distante.
Quem são estas pessoas invisíveis? 

23.8.15


Foi há 8 anos mas na realidade numa outra vida.
As datas são difusas mas deve ter durado mais ou menos um mês e meio. 
Foi quando vivi no paraíso. Para além das paisagens puras e do ar cristalino que nos entrava pelos pulmões havia toda uma disponibilidade para apreciar sem pressas.
Trabalhava-se durante umas 10 horas. De manhã acordava-nos com a neblina - o lugar é quase cercado por água - e à tarde, sem qualquer peso no corpo, íamos mergulhar na água calma do Azibo.
Durante semanas percorríamos as aldeias mais interiores de um dos mais esquecidos concelhos de Portugal. Para conhecer mais sobre o patrimonio local tínhamos que falar com aqueles velhos e velhas, redutos do século XIX, quase, que nos colocavam na mesa vinho, pão e enchidos. Íamos sempre de barriga vazia para não fazer desfeita.
Nos dias quentes, depois de almoço, cada um seguia com a sua cerveja (menos o condutor claro), vento quente a entrar pela janela, rodas a percorrer estradas desertas.
Como estarão agora esses caminhos e essas gentes? Aquele era o tempo das vacas gordas (ou assim parecia).
Viviamos nestas casas bonitas e confortáveis com direito a refeições. Hoje o projecto mudou de direcção. As casas estão lá, tal como o Azibo, as estradas e, espero eu, as gentes. A gastronomia é do melhor e ali ao lado, depois da fronteira, estão os Picos da Europa. A paisagem mais linda que me foi possibilitado ver.
Agora as casas podem ser vossas pelo tempo que desejarem. Este é um segredo nosso. Vejam aqui e sejam felizes. 

(Não existem fotos. Tirámos muitas e todas se perderam. Há coisas que são mais bonitas lembradas apenas pela memória.)

11.8.15

terra postal



25 anos de Costa Vicentina sem conhecer Aljezur!
Shame on me.


6.11.14

Voltei a Londres


"If you're curious, London's an amazing place."
David Bailey




É paixão. Será amor?

18.10.14


Adeus Baleizão

Heraclitus

Terminou há uma semana o pior ano da minha vida. 
Havia uma sombra que cobria os meus dias e retirava alegria ao que antes me fazia feliz.
Embora tenha lutado sempre para que não me domina-se dias havia em que era quase insuportável. Mudei em mim muita coisa para terminar este ano. Valorizei cada pequena alegria e relativizei tudo o que me tornaria negativa e zangada. Ainda assim comia pior, diminui a minha participação social (o blog foi uma das vítimas), e escudei-me em poucos amigos (que conheciam a situação) e na família.
A razão da minha infelicidade era o meu trabalho. Uma parvoíce para quem está bem e uma realidade próxima para quem sente o mesmo.
Este foi o ano sob o domínio da expressão "aguenta". E aguentei, não fiquei deprimida, tive ajuda de muita gente e tive muita força interior para duas coisas:
1. Não deixar de sorrir, sempre.
2. Não descarregar as frustracções em ninguém.
Fui forte e capaz de mudar.

A semana que passou foi a mais feliz de toda a minha vida. Tinha todas as razões menos uma. Agora já acabou. 
Viva a mudança e a serenidade.




30.8.14

From London (especialmente para a minha querida C. da Felicidade)



Último vestígio do que seria a casa da rainha Anne. Neste caso o local dos seus banhos.
Foi descoberto depois de trabalhos de arqueologia no que é hoje um jardim.


Todo o sistema nervoso humano.
Welcome Collection (o melhor sítio em Londres para comprar souveniers e livros baratos)


Das primeiras fotografias encenadas. Ainda hoje não se conseguiu perceber como é que o autor se removeu da imagem.
Colecção do Victoria & Albert Museum. 


Influência das descobertas egípcias na moda dos anos 20.
Colecção do Victoria & Albert Museum. 


A entrada do Museu Marítimo. 


Um esquilo fofinho que me fez saltar de terror quando se  largou a atacar-me os pés.


Também há gatos em Londres. Este fazia-me companhia todos os dias quando saía de casa.


Bancos na London Library.


Aquiles a ser mergulhado nas águas pela sua mãe.
Colecção do Victoria & Albert Museum.  


A linha de Greenwitch.


De e para casa percorria este caminha à beira do Regents Canal. Muitas pessoas vivem aqui, no interior dos barquinhos que se vêem lá ao fundo.


Batido de Oreo para retemperar as forças.


E depois há coisas assim... estamos a andar na rua, apenas a observar as pessoas e os lugares, e damos com uma casa onde o Darwin viveu.



Na estação de St. Pancas. 
A meter o bedelho onde não sou chamada.




Brinquedos articulados de origem grega.
British Museum.


A estação de St. Pancas.
Lindissíma.


As montras nas lojas turisticas em frente ao British Museum.


Isto é importante. Decorem este nome porque esta é a livraria mais incrível de Londres.
Primeiro tem uma organização por temas muito fluida e original. Depois tem uma secção enorme de saldos. Por último podemos gastar uma tarde a ler o que comprámos na cafetaria porque é dos locais mais acolhedores de Londres. (sim eu fiquei com vontade de trabalhar ali)


Verdadeiros braços de Tiranossauro.
The Natural History Museum.


Desenhos paleontológicos. Muito semelhantes a desenhos arqueológicos.
The Natural History Museum.


Arquitectura biológica.
The Natural History Museum.


Uma praia londina.


Num mercado.
(fiquei fã destes mercados)


Um dos sítios mais curiosos que visitei. Um cemitério - St. Pancras Old Graveyard - dos séx. XVIII e XVX.
Aqui as lápides que foram recolhidas depois de se destruir parte do cemitério para construir uma linha de caminho de ferro. Foram colocadas em torno desta árvore que com os anos foi crescendo e engolindo as lápides. agora fazem parte da própria árvore.


Mais uma imagem do mesmo cemitério. 
A lápide do professor de Charles Dickens!!

                                   

Ainda no mesmo local. 
O mausoléu que inspirou o autor que criou as famosas cabines telefónicas vermelhas.


O banco onde os Beatles sentaram os seus populares traseiros, um dia em 1968. 
(sim... ainda no mesmo cemitério)




Um berço medieval.
Victoria & Albert Museum.


A moda através dos séculos. 
Uma mina de ouro para qualquer visitante feminina.
Victoria & Albert Museum.


Pelo aspecto podem não acreditar mas isto foi das melhores coisitas que eu comi na vida.
Comprado na rua ao Pie Minister (ai o humor inglês) é composto por uma tarte de carne e bacon, molho de carne, puré de batata (delicioso), puré de ervilhas, cebola caramelizada e queijo ralado.


Para finalizar: comida vietnamita (deliciosa) acompanhada por dois amigos que me souberam receber tão bem que o gosto e admiração que desenvolvi pela cidade é só culpa deles.