Li por aí que este é um filme apresentado como comédia. Eu considero que é mais uma farsa (crítica ao mundo oco e feito de soundbites da arte contemporânea) que termina como tragédia (no fundo a humanidade é um nojo).
E sim é bom. Melhor para quem não está habituado a confrontar as suas próprias opiniões. Embora o hype seja um pouco exagerado a cena do "macaco" é ouro puro.
"Make them laugh, make them cry, and hack to laughter. What do people go to the theatre for? An emotional exercise. I am a servant of the people. I have never forgotten that."
Pam!
Pum!
[O esquecimento. Mary a primeira grande estrela do firmamento cinematográfico ensina como se esquece a si mesmo para entreter os outros. O que era para ser comédia é no final um argumento dramático. A esquecida foi ela.]
Os pais C., nos inícios dos anos 80, decidiram ir passar a lua de mel a Tróia, que era assim como ir a Chipre mas numa via low cost, com vista para Setúbal. Ao longo de muitos anos Tróia era um local mítico nesta família, do qual muito se falava, mas onde nunca íamos. Mas um belo dia, o Sr. Belmiro decidiu comprar toda a península e enviar as torres da Torralta para um sistema solar mais distante, criando assim o Tróia Resort.
Há uns anos que tinha vontade de lá ir até porque amigos me falavam bem do sítio e também pelas vista que se tinham da zona na Arrábida. Se bem o pensei melhor o fiz. Agarrei na companhia e lá fomos nós.
Passada a saída de Setúbal na autoestrada achei que já estava a chegar. Coisa mais errada. Tróia fica bem mais longe do que julgava e demorei mais do que uma hora a chegar. Depois de sair em Alcácer do Sal e passada a Comporta (sim!...), ainda se anda uns bons quilómetros até chegar ao resort (sítio das praias). Nisto o carro tinha-me avisado que estava na reserva (bonito...).
Depois de dar umas voltas ao local percebo que a entrada para as praias é só uma e que não havia qualquer sítio para estacionar... Resultado o carro tem que ficar num parque subterrâneo pago.
Chegada à praia a vista é o que mostram as fotos, ou seja, lindíssima e muito envolvente. A praia é uma língua de areia estreitinha mas chegou bem para estender a toalha. A Arrábida é mesmo mágica vista dali e a água calma como a de uma lagoa (pormenor, também é muito fria).
Dado um mergulho para baptizar a experiência e passadas umas duas horas agarrámos nos tarecos e viemos embora que o parquímetro estava a contar e ainda não sabíamos onde abastecer o depósito. Com alguma sorte (o coração já estava a enfrentar uma taquicardia, embora estivesse a disfarçar bem) depois de uns bons quilómetros na reserva lá encontrámos um posto de gasolina...onde?... pois na Comporta!
Já vos contei que a água é salobra? Daquelas em que se dá um mergulho e se fica com um pacote de sal grosso preservado acima das sobrancelhas? Ora então é só para acrescentar que chegámos a casa e não havia água.
Ah, e isto foi assim um género de primeiro encontro... Devo ter ficado apresentada!
P.s. Encontrei isto... São mesmo os Roxette, que gravaram um vídeo na Tróia pré-implosão. Priceless.
29.5.13
I paint self-portraits because I am so often alone, because I am the person I know best. Frida Kahlo
Este ano apenas vi duas longas megtragens que sejam, de facto, novidades. Ambas me surpreenderam embora não tenham sido extraordinárias.
The Last Will and Testament of Rosalind é um filme estranho. Existem praticamente apenas duas personagens Rosalind (que nunca vemos e é a narradora da história) e o seu filho. Tudo se passa numa casa estilo museu do século XVIII onde a maior parte das estátuas são de anjos. E aqui os anjos metem medo. No final e como convém é um filme sobre o poder manipulador da mente de cada um. Gostei da maior parte dos planos sequências (e são muitos). Não gostei dos lugares comuns (e são muitos).
Este é o tipo de filme que mais gosto de ver em festivais de cinema fantástico. São filmes que adaptam qualquer elemento de folclore e não sendo nós do país de produção para além da história em si ainda ficamos a conhecer elementos da cultura de determinados locais que desconheciamos. No caso de Thale, o país de produção é a Noruega (e julgo que este foi mesmo o primeiro filme que vi daquele país) e o elento que se foi buscar à cultura popular foi a história das Uldras, criaturas femininas que vivem nas florestas e bosques e que seduzem os homens para procriarem. O filme não é propriamente de terror, é mais de suspense e também sobre o que define um ser humano. Gostei das paisagens que são lindissimas e do trabalho dos actores. Não gostei, mais uma vez, de alguns lugares comuns (menos do que no filme anterior).
Uma nota para actriz protagonista que esteve no Fantas para apresentar o filme e é uma querida.
Ambos os filmes mostram como filmes passados em cenários fechados, sem grande quantidade de personagens podem ser muito interessantes e nada saturantes.
"Aos
Homens, provar-lhes-ia como estão equivocados ao pensar que deixam de
se apaixonar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam
de se apaixonar. A uma criança dar-lhe-ia asas, mas teria de aprender a voar sozinha. Aos velhos, ensinar-lhes-ia que a morte não chega com a velhice, mas sim com o esquecimento. Tantas coisas aprendi com vocês Homens…
Aprendi que todo o mundo quer viver em cima de uma montanha, sem saber
que a verdadeira felicidade está na forma de subir a encosta. Aprendi que quando um recém-nascido aperta com sua pequena mão, pela 1ª vez, o dedo de seu pai, o tem agarrado para sempre. Aprendi que um Homem só tem direito a olhar outro de cima para baixo quando vai ajudá-lo a levantar-se."
Excerto de Carta de despedida de Gabriel Garcia Marquez
Sinceramente acho que a questão dos duodécimos é um assunto do domínio dos contos de fadas. Para mim faz todo o sentido que os patrões diluam os subsídios ou acham normal terem que pagar, por exemplo no caso do subsídio de férias, a dobrar no exacto mês (Agosto) em que se atingem os limites mínimos de ganhos? Assim como assim sempre se gere melhor as finanças.
Entre tantas medidas escandalosas dão direito de antena a uma das que mais sentido fazem.
me, I writhe in dirty sheets
while staring at blue walls
and nothing.
I have gotten so used to melancholia
that
I greet it like an old
friend.
I will now do 15 minutes of grieving
for the lost redhead,
I tell the gods.
I do it and feel quite bad
quite sad,
then I rise
CLEANSED
even though nothing
is solved.
that’s what I get for kicking
religion in the ass. I should have kicked the redhead
in the ass
where her brains and her bread and
butter are
at …
but, no, I’ve felt sad
about everything:
the lost redhead was just another
smash in a lifelong
loss …
I listen to drums on the radio now
and grin.
there is something wrong with me
besides
melancholia.
11.11.12
Estou um pouco farta da visita da Sr. Merkel e ela ainda não aconteceu. Não me venham com protestos que já cá tivemos o Khadafi (e esse até falou na Universidade de Lisboa) e a Cimeira das Lajes e para além disso a senhora não nos colocou onde estamos, foram os nossos governante, (em parte eleitos por nós) e uma história de 900 anos em que não se soube criar e aplicar, dinheiro, conhecimento, tecnologia, etc, etc.
I remember one day sitting at the pool and suddenly
the tears were streaming down my cheeks. Why was I so unhappy? I had
success. I had security. But it wasn't enough. I was exploding inside.
Ingrid Bergman
Definitivamente uma alma ímpar. Uma actriz que soube usar a palavra classe. Nasceu dia 29 de Agosto, há muitos anos atrás.
22.8.12
"Também porque havíamos de esperar que a idade nos abrandasse? Se a vida não tem obrigação de recompensar o mérito, porque é que a vida há de ter obrigação de nos dar sensações ardentes e reconfortantes no final? Que eventual finalidade evolutiva poderia a nostalgia servir?"