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18.1.19
14.1.19
Uma curta por semana
Em plena award season a curta desta semana repesca um vencedor de Óscar de 1932 (melhor curta de animação). The Three Little Pigs inspira-se no conto infantil mas acabou por se tornar, tal o seu sucesso, nas primeiras imagens que recordamos ao pensar na história dos três Porquinhos (há aqui obviamente a mão de Walt Disney que iria fazer o mesmo a outros contos e fábulas).
No que diz respeito à história do cinema foi com esta curta que primeiro se criou um departamento para argumento separado dos desenhadores.
Foi um sucesso com o público (a curta de animação mais rentável de sempre) e com a crítica. Recentemente foi eleito o 11º dos 50 mais importantes desenhos animados de sempre.
*Em termos de cultura popular estamos arrumados mas ainda falta fazer menção a "Who´s afraid of the big bad wolf?", musica do filme, que para além de um êxito se metamorfoseou numa canção de protesto durante a Grande Depressão (foi mais tarde repescada durante a II Grande Guerra). E que dizer de trocadidos como "Who´s afraid of Virnia Wolf?".
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12.1.19
29.3.18
Das descobertas
E em novo
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14.9.17
Courtney meets Corgan
"Our love is quicksand
So easy to drown
They steal the gravity, yeah
From moving ground
They steal the gravity, yeah
From moving ground
Remember, you promised me
I'm dying, I'm dying, please
I want to, I need to be
Under your skin"
I'm dying, I'm dying, please
I want to, I need to be
Under your skin"
Aquele momento em que uma música obscura junta o matrimónio de Love e Cobain sob a batuta de Builly Corga naquela que é a música mais smashing pumpkins fora dos pumpkins (fase Adore).
"He and I were the top two scribes, and everybody else was a distant third.”"
Billy Corgan on Kurt Cobain
E sim, Billy e Courtney eram, por esses dias, amantes.
31.7.17
“When we got to the part where we had to improvise an argument in a poetic language, I got cold feet. "I can't do this," I said. "I don't know what to say."
"Say anything," he said. "You can't make a mistake when you improvise."
"What if I mess it up? What if I screw up the rhythm?"
"You can't," he said. "It's like drumming. If you miss a beat, you create another."
In this simple exchange, Sam taught me the secret of improvisation, one that I have accessed my whole life.”
30.7.17
Lembro-me bem de quando ouvi pela primeira algumas bandas mas há músicas que sempre fizeram parte do meu mundo (vida, portanto) porque habitavam nas k´7s que o meu pai tinha no carro (Beatles, por exemplo).
É muito estranho ouvir estes miúdos falarem de Nirvana como uma banda que os pais deles (logo adultos com a minha idade geracional) tocam no carro.
De repente os Nirvana podem ter uma aura ainda mais mítica. Um dia os míudos chegam aos amigos com um "Heart shapped box" no telemovel e os amigos (claramente fans de Jay-Z, David Guetta e Queen B) fazem um ar pânico e confusão como os meus amigos amantes de Hélder o Rei do Kuduro* e Paradox** me fizeram quando lhes dei a ouvir isto
"After their August 29th, 1966, concert in San Francisco, the Beatles left live performing for good. Rumors of tension within the group spread as the Beatles released no new music for months. "People in the media sensed that there was too much of a lull," Paul McCartney said later, "which created a vacuum, so they could bitch about us now. They'd say, 'Oh, they've dried up,' but we knew we hadn't."
With Sgt. Pepper, the Beatles created an album of psychedelic visions; coming at the end, "A Day in the Life" sounds like the whole world falling apart. Lennon sings about death and dread in his most spectral vocal, treated with what he called his "Elvis echo" — a voice, as producer George Martin said in 1992, "which sends shivers down the spine."
Lennon took his lyrical inspiration from the newspapers and his own life: The "lucky man who made the grade" was supposedly Tara Browne, a 21-year-old London aristocrat killed in a December 1966 car wreck, and the film in which "the English army had just won the war" probably referred to Lennon's own recent acting role in How I Won the War. Lennon really did find a Daily Mail story about 4,000 potholes in the roads of Blackburn, Lancashire.
Lennon wrote the basic song, but he felt it needed something different for the middle section. McCartney had a brief song fragment handy, the part that begins "Woke up, fell out of bed." "He was a bit shy about it because I think he thought, 'It's already a good song,'" Lennon said. But McCartney also came up with the idea to have classical musicians deliver what Martin called an "orchestral orgasm." The February 10th session became a festive occasion, with guests like Mick Jagger, Keith Richards, Marianne Faithfull and Donovan. The studio was full of balloons; the formally attired orchestra members were given party hats, rubber noses and gorilla paws to wear. Martin and McCartney both conducted the musicians, having them play from the lowest note on their instruments to the highest.
Two weeks later, the Beatles added the last touch: the piano crash that hangs in the air for 53 seconds. Martin had every spare piano in the building hauled down to the Beatles' studio, where Lennon, McCartney, Ringo Starr, Martin and roadie Mal Evans played the same E-major chord, as engineer Geoff Emerick turned up the faders to catch every last trace. By the end, the levels were up so high that you can hear Starr's shoe squeak.
In April, two months before Sgt. Pepper came out, McCartney visited San Francisco, carrying a tape with an unfinished version of "A Day in the Life." He gave it to members of the Jefferson Airplane, and the tape ended up at a local free-form rock station, KMPX, which put it into rotation, blowing minds all over the Haight-Ashbury community. The BBC banned the song for the druggy line "I'd love to turn you on." They weren't so far off base: "When [Martin] was doing his TV program on Pepper," McCartney recalled later, "he asked me, 'Do you know what caused Pepper?' I said, 'In one word, George, drugs. Pot.' And George said, 'No, no. But you weren't on it all the time.' 'Yes, we were.' Sgt. Pepper was a drug album."
In truth, the song was far too intense musically and emotionally for regular radio play. It wasn't really until the Eighties, after Lennon's murder, that "A Day in the Life" became recognized as the band's masterwork. In this song, as in so many other ways, the Beatles were way ahead of everyone else."
The world keeps spinning.
5.3.17
O meu conhecimento sobre vinhos é "bola". Zero.
Já o meu conhecimento sobre as regiões vitivinícolas é, quando penso sobre isso, bastante razoável. E melhor ainda, foi obtido na óptica do utilizador
Desde a cesta em que me colocaram, na sombra das videiras, quatro meses apenas, na minha primeira vindima beirã, até às experiências, já adulta, de coabitar com uvas e vinhas no Douro, no Alentejo e no Dão.
Com os sítios veem as pessoas e pelo caminho a experiência passou por partilhar noites de verão, copos na mão, com enólogos, donos de quinta, amigos que vão para as vindimas ganhar "dinheiro na mão" e com o cheiro aos lagares.
Ultimamente estou longe de vinhas. Mais no meio do betão. E eis que conheci A Essência. Pequeno programa da RTP que nos fala do vinho, mas também dos sítios e das pessoas. Vejo sempre uns três programas de cada vez e é como ver fatias de Portugal.
Comovo-me mesmo.
Para conhecer aqui.
6.2.17
resenha documental
Ando a viver dias de deriva. Uma pessoa pode andar sem norte por falta de possibilidades ou desnorteada por escolhas a mais.
No meu caso passa-se a segunda hipótese.
A isto junta-se o estado do mundo (apoteótico a meu ver) e tudo se verte nas minhas escolhas de espectadora de documentário.
Brigth Ligths
Motivada pela história triste em que Debbie Reynolds morre alguns dias após a sua filha Carrie Fisher descubro que o que mais temo é a morte dos que amo e que a Debbie era um unicórnio digno de admiração.
Demain
Quando me perguntam quando quero ter filhos.
Respostas sobre o que fazer se ainda há esperança no mundo.
Heart of Dog
Sou mãe do Óscar há move meses (o Óscar é o meu gato) e tenho-lhe amor infinito.
Há vários tipos de luto. Diversas expectativas perante a morte.
Mas aquele ser que sempre ali estava, de repente, desaparece. E nós ficamos mais sós...
Não é um filme, é uma experiência, é arte.
Life, Animated
O desconhecido é a mente de uma criança autista. Suponho que o tio Walt tenha ficadao muito feliz com o que aqui nos contam. No fim, chorei.
Está nomeado para Óscar.
George Harrison: living in the material world
Tantas vezes adiado finalmente me dediquei a este filme fundamental.
Fundamental por ser Scorcese (dos melhores a filmar música), fundamental por ser sobre o Harrison (o melhor dos Beatles), fundamental por ser sobre a vida que ele não quis viver.
The Beatles: eigth days a week
Ou de como só são grandes aqueles que levados aos píncaros da fama escolhem antes a arte.
Oasis: supersonic
Nunca gostei de Oasis.
Fiquei a gostar depois de ver este documentário.
Sobretudo do Noel e da sua versão do Wonderwall. Um autor vê-se na interpretação.
Lo and behold
Não há nada de Herzog de que não goste. Não é falta de critério é mesmo porque o senhor Werner transforma qualquer assunto em algo bonito.
Aqui, sobre o asfixiante mundo da internet e seus efeitos (e feitos) nos humanos.
13th
Europa. Exercício. Ver documentário mencionado em cima. Após visionamento pensar nos USA. Finalmente pensar em Trump.
Deveria ser exibido um pouco por todo o lado. Não será.
Nomeado para Óscar. Devia ganhar..
Into the Inferno
Vulcões e Homens.
Fluidamente unm pouco por todo o lado.
Um deslumbre entregue por Herzog.
Before the Flood
Quando me perguntam quando terei filhos.
Respostas para negação e sensibilização de convertidos.
Em bom!
1.8.16
Hemingway em Valencia, Espanha 1937. Por Robert Capa
"Estávamos sentados nas profundas poltronas de couro, com o champanhe no balde e as nossas taças na mesa entre nós os dois.
- Se chegar à minha idade, acabará por achar muitas coisas estranhas.
- O senhor nunca dá a impressão de ser velho.
- É o corpo que é velho. Às vezes assalta-me o receio de partir um dedo como se ele fosse um pau de giz. Mas o espirito não envelheceu e não se tornou muito mais sensato.
- O senhor é um homem cheio de bom senso.
- Não, aí é que está o erro; a sabedoria dos velhos. Os velhos não s tornam sensatos, o que se tornam é prudentes.
- Talvez isso seja sabedoria.
- É uma sabedoria muito pouco atraente."
Ernest Hemingway in O adeus às armas
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10.4.16
O Soares Filho decidiu que não estava para ser ministro. Ou então achava que podia mais do que realmente podia. Entre o suicídio voluntário e o involuntário vai ficar sempre um ponto de interrogação mas o que me anda a incomodar mesmo é saber quem poderá ser um bom ministro da cultura. Não os houve, independentemente da cor partidária, desde que me lembro. De há 13 anos para cá, por a minha profissão prestar contas ao ministério da cultura, estou mais atenta e continuo sem discernir um único que se aproveitasse. E já se tentou de tudo: agentes culturais, humanistas (Carrilho? sic), músicos, escritores, antigos presidentes da câmara, produtores... Acho que se tem assistido a uma visão muito compartimentada da cultura de que é culpada, em parte, a divisão exagerada em institutos e centros dentro do ministério. Para fazer orçamentos é uma dor de cabeça porque é mais simples se estes forem estanques mas sendo estanques não há articulação. O que falta é uma visão de conjunto.
A cultura é antes de mais um conceito e um meio. O conceito é essencialmente pessoal (o que eu assumo como cultura) mas também quantitativo (a quantidade de cultura de uma pessoa, comunidade e, neste caso, País). Ora neste ultimo ponto estamos - felizmente - bem colocados. Portugal tem vasta história cultural que cobre todas as artes e patrimónios e praticamente todo o globo. Ao nível individual, e basta falar com alguém de classe baixa em Londres e alguém de classe baixa em Lisboa, há uma falha de enorme envergadura. É aqui que este ministério tem que actuar. Na articulação com a educação. Tem que se explicar qual a vantagem de conceder subsídio ao filme X, porque é que a peça Y é pertinente ou a exposição X, financiada com os nossos impostos, deve ser visitada por todos. Num Estado democrático a cultura não pode ser da elite tem que ser de todos. Trabalho frequentemente com pessoas sem a 4ª classe que (e viva a democratização dos meios de informação) devoram documentários sobre animais e história. Ainda assim, a título de exemplo, acham que os Jogos Olímpicos foram inventados por Hitler (a sério aconteceu). Na cultura, tal como mais especificamente no património, acarinha-se e preserva-se o que se entende e para entender é preciso conhecer. Não é só distribuir apoios aqui e ali de uma maneira autofágica.
Do outro lado da moeda está a cultura como meio. Meio de atracção para gerar receitas ,isso mesmo! Porque se estamos de acordo que esta é uma economia capitalista estamos de acordo que é preciso gerar dinheiro. E as coisas não se podem manter apenas com os nossos impostos. Esta linha de pensamento foi seguida de dois modos muito diferentes em países como França e Inglaterra. No primeiro caso iniciou-se há muitos anos o licenciamento das obras nos museus para fins comerciais (qualquer obra que apareça num filme, por exemplo, foi licenciada). Em Inglaterra, com a política de acesso gratuito às exposições permanentes dos museus nacionais criou-se um mercado: as pessoas voltam regularmente para as exposições temporárias, sempre muito bem montadas e de grande interesse e acabam por investir muito nos souveniers. Em Portugal caiu o Carmo e Trindade com a gratuitidade dos domingos. Que os museus não iam ter lucro, que se ia ter que cortar no pessoal, etc... Ora os museus não devem ter lucro com os seus acervos permanentes, que estão em exposições montadas há mais de 20 anos e que pertencem a todos nós, os cidadãos. Devem isso sim investir na formação e rotatividade de exposições (temporárias e pagas) e na divulgação da sua imagem e espólio (souveniers). Estes últimos para além de dois catálogos sempre disponíveis (da exposição permanente e da temporária, uma utopia... não existem em lado nenhum) deveria incorporar vários suportes das peças expostas que se enquadrassem numa política de preços (dos muito baratos aos muito caros) e de tipo de público (desde as crianças até aos idosos passando por várias profissões).
Este texto não tem grande unidade mas saiu a quente por isso aqui fica para memória futura. A cultura é dos ministérios com mais potencialidades, deve ser gerido por alguém que não é uma estrela rock mas sim pessoa de reflexão. A cultura, antes de mais, deve ser pensada.
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5.4.16
27.2.16
Acontece, por vezes, que as minhas decisões vitais são puramente decisões literárias. Porquê ignorar o manual quando tudo já foi descrito?
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25.2.16
A sociedade que não sabe o preço de nada... o que inlui bens físicos, matérias-primas e horas de trabalho
Exemplo: Uma pessoa tem um item de marca à venda no OLX. Perde a cabeça (AKA acha que já não combina nada com a sua vida) e para se livrar dele coloca um preço simbólico de 5 euros. Por cautela avisa que os portes de envio são pagos pelo comprador. Recebe uma mensagem de um comprador interessado: Compro se o preço já incluir os portes!
...
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Há um limite para este tipo de coisa ou não?
26.12.15
Um País que Pensa
Recentemente foi organizado mais um encontro Tedx Lisboa e eu, que desde início me assumi comi fã deste conceito, fiquei surpreendida com a qualidade das talks. Há um País que pensa e uma parte dele está aqui.
Deixo a minha favorita por ser uma realidade que não me é distante.
Quem são estas pessoas invisíveis?
26.8.15
23.8.15
Foi há 8 anos mas na realidade numa outra vida.
As datas são difusas mas deve ter durado mais ou menos um mês e meio.
Foi quando vivi no paraíso. Para além das paisagens puras e do ar cristalino que nos entrava pelos pulmões havia toda uma disponibilidade para apreciar sem pressas.
Trabalhava-se durante umas 10 horas. De manhã acordava-nos com a neblina - o lugar é quase cercado por água - e à tarde, sem qualquer peso no corpo, íamos mergulhar na água calma do Azibo.
Durante semanas percorríamos as aldeias mais interiores de um dos mais esquecidos concelhos de Portugal. Para conhecer mais sobre o patrimonio local tínhamos que falar com aqueles velhos e velhas, redutos do século XIX, quase, que nos colocavam na mesa vinho, pão e enchidos. Íamos sempre de barriga vazia para não fazer desfeita.
Nos dias quentes, depois de almoço, cada um seguia com a sua cerveja (menos o condutor claro), vento quente a entrar pela janela, rodas a percorrer estradas desertas.
Como estarão agora esses caminhos e essas gentes? Aquele era o tempo das vacas gordas (ou assim parecia).
Viviamos nestas casas bonitas e confortáveis com direito a refeições. Hoje o projecto mudou de direcção. As casas estão lá, tal como o Azibo, as estradas e, espero eu, as gentes. A gastronomia é do melhor e ali ao lado, depois da fronteira, estão os Picos da Europa. A paisagem mais linda que me foi possibilitado ver.
Agora as casas podem ser vossas pelo tempo que desejarem. Este é um segredo nosso. Vejam aqui e sejam felizes.
(Não existem fotos. Tirámos muitas e todas se perderam. Há coisas que são mais bonitas lembradas apenas pela memória.)
(Não existem fotos. Tirámos muitas e todas se perderam. Há coisas que são mais bonitas lembradas apenas pela memória.)
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