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1.2.19

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Numa altura em que a direita e a esquerda são semelhantes e amorfas, e quanto a extremos se tocam, qual sardinha com rabo na boca ter uma opinião faz-nos logo ser rotulados.

Não há  debate, conversa ou discussão. De repente estamos a defender trincheiras que nem sabíamos existirem.

15.4.18


Esta questão de os madeireiros concertarem entre si o incêndio no Pinhal  de Leiria (nojo!!), os preços baixos que pagariam pela madeira ardida e agissem essencialmente como uma máfia é muito preocupante embora não surpreendente. É um género de Celtejo para um negócio que nem é na totalidade diferente.

Fala-se da impunidade com que queimam e compram a baixo preço a madeira sendo que as preocupações da investigação são essencialmente com os valores. A reportagem da TVI fala muito contra a economia de mercado mas embarca nesta mesma economia ao não ter uma imagem ou uma frase reservada ao ataque ambiental que se viveu e vive. É que para lá dos donos dos terrenos e da madeira ardida há uma economia (muito individual é certo, de subsistência em alguns casos mas nem sempre) que gira em torno da silvicultura e produção florestal que não foi ouvida. E é nessa falta que os madeireiros se apoiam. Na falta de educação civil que coloca sempre o ambiente (e a cultura já agora) no fundo das preocupações. Na falta de uma contestação que não seja de índole económica. 

Os cidadãos merecem ser educados para o ambiente, para a natureza para saber retirar os milhares de benefícios dos recursos naturais. Se essa educação fosse feita não eram só os proprietários ou as vítimas directas a ter direito a reclamar mas sim todos nós por nos roubarem os impostos (investidos em projectos que nunca vêem a luz do dia e que na verdade servem para concorrer a fundos europeus do 2020 que depois são usados para pagar os ordenados dos funcionários do ICNF que os orçamento de Estado não contempla na totalidade) e o ambiente (e o ambiente é o futuro).

Sim a meta é sempre na educação! Esse projecto a 18 anos. Mas o que são 18 anos quando se pensa nos nossos netos?

4.1.13



Hoje no vidro traseiro do carro que seguia à minha frente:

"Está stressado? Vai rezar!"

Como se pode entender deixei o carro no meio da rua e fui ao teatro convertido em assembleia mais próximo.

20.12.12




Sobre os pobres na Idade Média

"(...) as mediações que o podiam ajudar a conseguir trabalho ou crédito, dependiam em grande medida, insisto, da "boa reputação", da "honra" e da "honestidade". Por isso a miséria privada tem de ser escondida; e em público, exibir-se, nas roupas, nos gastos e nas maneiras, o desafogo possível: quem está mal tem de apresentar-se e gastar como se estivesse bem, para não ficar pior. E neste jogo se consome e se afunda."

Luís Miguel Duarte in História da Vida Privada em Portugal (A Idade Média)

Parece algo conhecido?

11.12.12


Transfiguration
por Sócrates Magno Torres

Hoje fui aos correios comprar selos para os postais de Natal que vou escrever. Como os horários dos Correios são uma simpatia tive que ir a uma aldeia próxima do meu trabalho. 
Nunca tinha assistido à romaria dos reformados aos Correios para receberem as pensões. Às tantas uma senhora de uns 80 anos começa a chorar. O senhor dos Correios tenta amenizar a coisa:
- Então D. Jacinta tenha calma...
- Sr. Nogueira queria oferecer umas latinhas de leite ao meu neto no Natal e não vou conseguir. A minha filha estava a contar comigo porque também não pode. 
E ficou literalmente sentada nos correios, com as notas na mão, a chorar.

22.11.12


O Papa escreve um livro. Fala-se de burros e vacas.

23.8.12

Cristo ou como de boas intenções está o inferno cheio




Continuo a dizer usem os técnicos com formação, formem as pessoas sobre a necessidade de certos trabalhos terem que ser feitos por quem tem conhecimento para tal.

Se não já sabem o resultado - como disse uma amiga - aparecem Cristos com cara de Mico Leão.


31.7.12

 

Anda por aí um zumzum causado por um livro que parece ter resmas de sexo e descrições sensuais que anda a ser consumido em grande escala pelas mulheres (no metro/autocarro olhe à sua volta e identifique os livros com a encadernação da Nora Roberts, atente nos que parecem ter sido forrados). Ainda não percebi muito bem o porquê da indignação, é por o livro estar mal escrito, é por ter muito sexo ou é por ser um best seller do mulherio?

Por pior que o livro seja, em termos de literatura, qualquer ser que dedique horas do seu dia à leitura já ganha alguma coisa. 
Se o livro tem muito sexo ora temos pena de quem não gosta. A literatura erótica existe (desde os romanos senhores!) e vende (estranho o sexo vender não é?) e há belas obras de referência dos mais seríssimos autores (Henry Miller, Anais Nin, Nabokov).

As mulheres não só devem ler este livro (e comentar entre si) como deviam ler mais literatura erótica. Além de estimular a mente estimula os sentidos e muitos homens vão sentir os efeitos destas leituras de metro. As mulheres são as primeiras a se imporem um tabu sobre o sexo. É censurado que uma mulher veja um filme pornográfico (se pelos homens ainda mais entre pares) e por isso este mercado é quase sempre voltado para espectadores masculinos. Fica mal uma mulher entrar sozinha numa sex-shop e até comprar preservativos sozinha num hipermercado (i´ve been there). Há uma tal prisão mental socialmente mas também auto imposta que livros deste género chegarem ao topo de vendas não é motivo de críticas mas de atirar foguetes. Algumas águas turvas se movimentam.

Se sempre quiserem ler coisas de jeito não há como enganar, é passar os olhos por A Casa dos Budas Ditosos.

8.7.12

E hoje foi de acordar com...





Com o patrocínio da Igreja Evangélica do outro lado da rua.

Eu na caminha e começo a ouvir o início da música que me parece extremamente famíliar. De repente começa tudo a cantar e eu dou comigo a saber a letra toda. 

Por isso hoje ainda estava na cama e já tinha ido à missa (o que não sendo cristã me dá uma grande vantagem para o Domingo). 
Pormenor: o uso desta música numa missa é uma analogia com rei do gado = pastor do rebanho? É que é muito bom!

P.s. Sendo a primeira vez que aqui falo de religião faço já saber as minhas intenções. Religião é dos últimos temas tabus que numa conversa normal entre duas pessoas é melhor não abordar mas este espaço é meu e irei falar (nesse e noutros assuntos) sem qualquer auto censura. Não pertenço a nenhuma religião do Livro; embora tenha crenças muito bem definidas, mas tenho amigos (e pais) praticantes. Posto isto, acho ridículo que a música do Rei do Gado toque numa Igreja. Qualquer dia ouvimos o Walking like an Egyptian numa missa comemorativa da páscoa judaica.