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14.10.19

Redondos vocábulos 1




O Nobel de Peter Hendke vem levantar a velha questão-Celine... pode um escritor ser tão bom que vale a pena que nos esqueçamos de que é má pessoa?

E se, en extremis, ele é um apoiante do genocídio e ao mesmo tempo nos deixou das melhores reflexões sobre a passagem do tempo e o ligar a que pertencemos em Der Himmel uber Berlin (ou as Asas do Desejo) de Win Wenders? 



“If a nation loses its storytellers, it loses its childhood.”




“Loneliness is a source of loathsome ice-cold suffering, the suffering of unreality. At such times we need people to teach us that we're not really so far gone.”
― The Left-Handed Woman



“In a sense, the mentally deranged and feebleminded were my guardian angels, and when I hadn’t seen any of them in a long time, the sight of an idiot gave me a sudden burst of health and strength.”


Para mim a Arte não se separa da pessoa (que pode ser do pior tipo) e do artista só se pode esperar defeitos, pois no fundo ela é Humano.
A ideia de que o artista maior deve ser supra-humano, um homem sem defeitos, serve apenas a quem gosta do sabor baunilha.



11.1.19


"Colocamos demasiado o acento na compreensão racional, e a razão é clamorosamente insuficiente para interpretar a vida. A razão precisa de ser complementada amiúde com a ordem do coração."

José Tolentino Mendonça, in Expresso 

21.4.18

Daqui a 2 dias!!



É assim como ir a uma missa!
Mas com muito mais amor!

15.4.18



Para aquele dia em que gastaste 50 euros num manual de SPSS para o teu PhD (aquele que sabes que se vai atrasar muito)!!

Esta questão de os madeireiros concertarem entre si o incêndio no Pinhal  de Leiria (nojo!!), os preços baixos que pagariam pela madeira ardida e agissem essencialmente como uma máfia é muito preocupante embora não surpreendente. É um género de Celtejo para um negócio que nem é na totalidade diferente.

Fala-se da impunidade com que queimam e compram a baixo preço a madeira sendo que as preocupações da investigação são essencialmente com os valores. A reportagem da TVI fala muito contra a economia de mercado mas embarca nesta mesma economia ao não ter uma imagem ou uma frase reservada ao ataque ambiental que se viveu e vive. É que para lá dos donos dos terrenos e da madeira ardida há uma economia (muito individual é certo, de subsistência em alguns casos mas nem sempre) que gira em torno da silvicultura e produção florestal que não foi ouvida. E é nessa falta que os madeireiros se apoiam. Na falta de educação civil que coloca sempre o ambiente (e a cultura já agora) no fundo das preocupações. Na falta de uma contestação que não seja de índole económica. 

Os cidadãos merecem ser educados para o ambiente, para a natureza para saber retirar os milhares de benefícios dos recursos naturais. Se essa educação fosse feita não eram só os proprietários ou as vítimas directas a ter direito a reclamar mas sim todos nós por nos roubarem os impostos (investidos em projectos que nunca vêem a luz do dia e que na verdade servem para concorrer a fundos europeus do 2020 que depois são usados para pagar os ordenados dos funcionários do ICNF que os orçamento de Estado não contempla na totalidade) e o ambiente (e o ambiente é o futuro).

Sim a meta é sempre na educação! Esse projecto a 18 anos. Mas o que são 18 anos quando se pensa nos nossos netos?



A sofrer meus amigos com este tempo de merda que me faz pesar os ombros e andar toda tensa como reacção ao frio e ao vento.
Preciso de calor moderado, passarinhos a cantar e flores SSF.




“In the spring, at the end of the day, you should smell like dirt.”
― Margaret Atwood, Bluebeard's Egg



Viver sem planos é assim e é bom.
A ideia era ir às novas exposições - MAAT, Marinha e Gulbenkien - mas o tempo não estava para os ajustes e num instante nos decidimos pelo Peixe em Lisboa.
Como éramos apenas dois e isto de comer é melhor se for partilhado lá fizemos umas chamadas e conseguimos compor o número.
Muito giro este certame. Mas o melhor foi ver o Pavilhão Carlos Lopes com um ar tão bonito. Ainda sou do tempo de uns concertos punks e de harcore num pavilhão meio caído.
Entre as comidas tudo era bom mas se formos com certas companhias é melhor evitar pratos do tipo uma ova a cavalo num grão de ervilha criado nos Andes e em cama de espuma do mar do Norte. Já a selecção de vinhos era óptima.

Cereja no topo do bolo o azeite Castelo de Marvão, projecto de dois irmãos que usam as oliveiras centenárias do seu avô para criar um azeite verde suave e que pede verdadeiro pão alentejano a acompanhar.  

As conversas? Gatos (ou não fosse esta que vos escreve uma cat lover), IRS, mudanças de armas e bagagens para o interior do País, o feitio (difícil) dos sagitários quase em escorpião, viagens ao Perú, viagens ao Seixal e as explorações de petróleo na Costa Vicentina (contar! contra! contra!). 

30.3.18




O dia em que um desconhecido nos diz, num parque de supermercado:

"Eu só não de bato por seres mulher. Mas arranjo quem bata"

Não sei bem precisar onde mas há aqui um feminismo qualquer.

27.3.18

Siglas




O Putin mandou matar gente no UK. A Commonwealth e a NATO responderam expulsando diplomatas russos. Nos USA a NRA continua a fazer valer os seus direitos em colocar uma arma na mão de todos os simpáticos cidadãos americanos. A ONU avisa para os refugiados. A UNICEF para as crianças indefesas no meio da guerra Síria. Tudo muito grave. Muito tempo de antena para estes (importantes) assuntos.

Não há H2O na África do Sul.
Silêncio constrangedor.
Silêncio perturbador.

H2O

Set my Mood



Tenho muito orgulho na música portuguesa. MUITO!!


24.3.18

Dizem por ai que este é um blog de gatos




"Cats are the runes of beauty, invincibility, wonder, pride, freedom, coldness, self-sufficiency, and dainty individuality - the qualities of sensitive, enlightened, mentally developed, pagan, cynical, poetic, philosophic, dispassionate, reserved, independent, Nietzschean, unbroken, civilised, master-class men." 

H. P. Lovecraft

23.3.18

Aos homens da nossa vida

Sean Ray
1986

É que no fim de contas vai-se tudo cingir a uma comparação entre nós e as vossas mães. E somos iguais. Embora nós sejamos as vencedoras.

London the family/only me experience

Família
Primeiro dia composto por stresse de aeroporto. Malas, bilhetes, lugares, medo de voar, underdround, check-in, todos com fome,restaurante de tapas estupidamente caro (12 libras 3 camarões), quarto, banho dormir. Manhã english breakfast, so much fat, museus, andar de bus, filas, gente, criançax aos jolhos, tipo festival do panda, pressão para fazer mil coisas estúpidas (loja dos m&ms, millenium bridge, passeios em hyde Park no meio de -8 graus e vento cortante), birrs de gente adulta. Restaurantes espanhóis, italianos, tailandeses, chineses, pubs londrinos. Música muito, muito, muito má. Encontrões ao estilo bolas de Bolling em pinos. Nódoas negras e cabelo oleoso por causa da àgua. Fim.








Eu
Tempo para ler toda uma rebita mensal no voo. Silêncio e cheiro a primavera. Quanto quente e lençóis onde apetece dormir. Café cm leite e pão com boa marmelada. Os corvos da torre de Londres. Árvores muito antigas com copas protectoras. A cripta de Saint Michel By the tower. Jantar pie com toda a gente importante incluindo amigos londrinos. A alegria de mese cheia de conversas, comida e álcool. Exposição sobre a evolução do homem. Somos apenas um macaco mais legal. O victoria and Albert e todos os objectos inesperados que contém. A coluna de Trajano e uma caixa de bolachas em metal. Abraços quentes dos meus pais. Jantar com amigos. Chinatown com as lanternas brancas de neve. Pub. Falar da Eurovisão, oscares, da obcessão britânica com os musicais, planos para o futuro, uns em África outros na patagónia. Comprar livros. Muitos livros. Tempo para ler em cofee shops de estação. Beber margaritas de pêra com uma melhor amiga. Falar de tudo, casamentos, nascimentos, morte, vidas que mudam e outras que ficam na mesma.chegar a uma casa de emigrantes (portugueses, italianos e polacos) e ouvir a melhor música dos últimas dias. Dormir sob um tecto estrelado com uma das irmâs que a vida me deu. Estar no aeroporto a ler blogs.

26.2.18

E do meio do deserto da imaginação e má dicção surgem duas pérolas portuguesas





Lindo!! Arranjos que nos dão chills (nota-se o Júlio Resende) e uma voz.... Uma canção de 3 minutos tem que ser burilada ao máximo. Esta... a meu ver esta muito perto da perfeição!


Uma canção que é emoção. Nada do que se canta é excesso. Nenhuma nota está a mais. 


Ali a chegar ao pódio destaco duas canções de autores experientes e muito competente. Poemas muito bonitos e que só pecaram por não serem exactamente "festival like". 


Talvez a imagem não seja a melhor e as músicas de Balla (AKA Armando Teixeira) não necessitam de suporte visual. Lili tem uma voz que conheço de muito lado e a quem não tinha uma expressão para dar. Gostei muito de a conhecer assim!


JP nunca falha e revelou-nos a música mais experimental de todo o festival. A letra é sempre, sempre boa. Não passou à final mas não precisava o trabalho já estava feito.

1.1.18

My sleepy and cosy New Year´s Eve



E agora algo absolutamente novo...
A minha mãe diz que eu sou "de gancho" ou do contra e embora no momento fique aborrecida a verdade é que quando sou muito estimulada em ir num sentido me sinto como encurralada num canto e ao esbracejar por me libertar acabo por fazer tudo ao contrário.

Foi assim que depois de todo um Dezembo a ser bombardeada com planos de Ano Novo dei comigo a dizer aos meus que esta passagem de ano ia estar em casa, sozinha, descontraida e que nem valia ligarem às 00h porque o mais certo seria já estar a dormir.

Tenho amigos e família cinco estrelas que me permitiram esta "bizarria". 

Assim depois de jantar nuggets de frango e de trabalhar no PhD até as 20h refastelei-me no sofá com
1) uma caneca de chá bem quente de erva cidreira (provavelmente responsável por ter adormecido antes das 11 e 30h)
2)  dois gatos lanudos e a pedir mimos (igualmente responsáveis)
3) 3!!! revistas que estavam empatadas desde início de dezembro (lidas. hurray)
4) Netflix a dar Stranger Things 2 (4 episódios depois... so far so good)

Pelo meio dos sonhos ainda ouvi foguetes o que foi um bónus. 
E foi assim que entrei em 2018. Seja todo o ano tão tranquilo e já vence a 2017.

6.8.17



Quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré.

Num mundo pré-crop esta era a foto que tinha ficado mal. agora é dar uns arranjos laterais , por uma bonita skin et voilá.

Férias de instagramer.


O lugar chama-se Mizarela e fica na serra da Estrela (Guarda).

1.8.17

Cenas de um casamento



Visitar "quintas" caríssimas e supé originais em que o toque rural é dado com fardos de palhas e móveis ´tasse bem da IKEA.