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1.2.19

Influencers ou de como matar o único neurónio antes dos 16 anos


Então Lili porque é que ainda não tens filhos?

Por coisas como isto e isto...






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Numa altura em que a direita e a esquerda são semelhantes e amorfas, e quanto a extremos se tocam, qual sardinha com rabo na boca ter uma opinião faz-nos logo ser rotulados.

Não há  debate, conversa ou discussão. De repente estamos a defender trincheiras que nem sabíamos existirem.

12.1.19




Tudo embaçado com o Marcelo na estreia Cristina e eu aqui cheia de vergonha alheia por o ter visto na estreia do Bolsonaro.

Mas é como se diz, até na vergonha... são prioridades.

Set my mood! (1/10 das novas músicas que me agitaram o passado ano)




21.4.18

Uma curta por semana




O Orson Welles de 1970 a falar de 2018.
Melhor curta-metragem de animação.

Sempre bom saber que os nossos amigos não chegam ao pé de Carlos Santos Silva.
Sempre bom saber que quando há dinheiro o que se faz é ir viver para o quarteirão mais à direita de Paris (leia-se mais boring), aquele sem actividade cultural e social que se destaque.
Sempre bom saber que quando temos 4 milhões de euros para gastar num apartamento o decoramos com a coisa mais novo-rico que existe. Tipo cetins e luzes no chão dos corredores.
Sempre saber que o BES, junto com os meus (cada vez mais numerosos) amigos, entendeu que roubar uma vez os portugueses (comprando com dinheiro que não tinha esses mesmos amigos) seria pouco se os podia roubar duas ou três (na conta da EDP, nas obras desnecessárias, no resgate ao BES, no dinheiro colocado no Novo Banco, etc, etc, etc).
Sempre bom saber que o dinheiro roubado foi parar a Paris e nem sequer foi aproveitado a comer um frango assado na Rua de Montourgeil ou a comprar uma peça oriental decente nos mil antiquários da Rive Gouche. 

O Bordallo fazia-vos um manguito eu aponto mesmo o dedo.   

P.s. Gosto especial em saber que o senhor engenheiro (civil vejam lá) foi enganado pelo seu construtor de cozinhas. Se  alguma justiça existir no mundo este era um emigrante português.

- Pegar no livro que se está a ler;
- Abrir numa página aleatória;
- Partilhar duas frases dessa página;
- CUIDADO PARA NÃO INCLUIR SPOILERS!;
- Partilhar também o título e o autor do livro.


Teaser:

"Nothing captures the biological argument better than the famous New Age slogan. 'Hapiness begins within'. Money, social status, plastic surgery, beautiful houses, powerful positions - non of these will bring you hapiness. Lasting happiness comes only from serotonin, dopamine and oxytocin."

Sapiens, Yuval Noah Harari 

15.4.18


Esta questão de os madeireiros concertarem entre si o incêndio no Pinhal  de Leiria (nojo!!), os preços baixos que pagariam pela madeira ardida e agissem essencialmente como uma máfia é muito preocupante embora não surpreendente. É um género de Celtejo para um negócio que nem é na totalidade diferente.

Fala-se da impunidade com que queimam e compram a baixo preço a madeira sendo que as preocupações da investigação são essencialmente com os valores. A reportagem da TVI fala muito contra a economia de mercado mas embarca nesta mesma economia ao não ter uma imagem ou uma frase reservada ao ataque ambiental que se viveu e vive. É que para lá dos donos dos terrenos e da madeira ardida há uma economia (muito individual é certo, de subsistência em alguns casos mas nem sempre) que gira em torno da silvicultura e produção florestal que não foi ouvida. E é nessa falta que os madeireiros se apoiam. Na falta de educação civil que coloca sempre o ambiente (e a cultura já agora) no fundo das preocupações. Na falta de uma contestação que não seja de índole económica. 

Os cidadãos merecem ser educados para o ambiente, para a natureza para saber retirar os milhares de benefícios dos recursos naturais. Se essa educação fosse feita não eram só os proprietários ou as vítimas directas a ter direito a reclamar mas sim todos nós por nos roubarem os impostos (investidos em projectos que nunca vêem a luz do dia e que na verdade servem para concorrer a fundos europeus do 2020 que depois são usados para pagar os ordenados dos funcionários do ICNF que os orçamento de Estado não contempla na totalidade) e o ambiente (e o ambiente é o futuro).

Sim a meta é sempre na educação! Esse projecto a 18 anos. Mas o que são 18 anos quando se pensa nos nossos netos?



A sofrer meus amigos com este tempo de merda que me faz pesar os ombros e andar toda tensa como reacção ao frio e ao vento.
Preciso de calor moderado, passarinhos a cantar e flores SSF.




“In the spring, at the end of the day, you should smell like dirt.”
― Margaret Atwood, Bluebeard's Egg

30.3.18




O dia em que um desconhecido nos diz, num parque de supermercado:

"Eu só não de bato por seres mulher. Mas arranjo quem bata"

Não sei bem precisar onde mas há aqui um feminismo qualquer.

28.3.18




A questão é:
o Passos e o Socas têm alguma coisa a ensinar aos actuais alunos do ensino superior?

P.s. Na licenciatura tive aulas de história contemporânea com um salazarista ferrenho. E tinha vivido/estudado/trabalhado em ditadura por isso ainda mais auto-justificado. Nunca aprendi tanto sobre o Estado Novo. Aprendi sobretudo as coisas negativas que o professor se esforçava por não transmitir.

25.3.18

"Que sempre que o homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança."
António Gedeão, Pedra Filosofal








The square



Li por aí que este é um filme apresentado como comédia. Eu considero que é mais uma farsa (crítica ao mundo oco e feito de soundbites da arte contemporânea) que termina como tragédia (no fundo a humanidade é um nojo).
E sim é bom. Melhor para quem não está habituado a confrontar as suas próprias opiniões. Embora o hype seja um pouco exagerado a cena do "macaco" é ouro puro.





Blogothéque


Fins de semana em casa.
Fins de semana comigo.
Fins de semana à barbemar.

24.3.18

TAP


E que fazes Lili com 12 horas de tempo livre num aeroporto?



23.3.18

Ainda o 8 de março



E esta que vos escreve, estrela do intragram, percebeu no passado dia 8 de março que uma foto de gatinhos recebe sensivelmente mais 100  do que uma foto com ceifeiras alentejanas a reclamarem para si a igualdade dos direitos laborais.
Não se entusiasm com o que já foi feito porque muito há a conquistar.

London the family/only me experience

Família
Primeiro dia composto por stresse de aeroporto. Malas, bilhetes, lugares, medo de voar, underdround, check-in, todos com fome,restaurante de tapas estupidamente caro (12 libras 3 camarões), quarto, banho dormir. Manhã english breakfast, so much fat, museus, andar de bus, filas, gente, criançax aos jolhos, tipo festival do panda, pressão para fazer mil coisas estúpidas (loja dos m&ms, millenium bridge, passeios em hyde Park no meio de -8 graus e vento cortante), birrs de gente adulta. Restaurantes espanhóis, italianos, tailandeses, chineses, pubs londrinos. Música muito, muito, muito má. Encontrões ao estilo bolas de Bolling em pinos. Nódoas negras e cabelo oleoso por causa da àgua. Fim.








Eu
Tempo para ler toda uma rebita mensal no voo. Silêncio e cheiro a primavera. Quanto quente e lençóis onde apetece dormir. Café cm leite e pão com boa marmelada. Os corvos da torre de Londres. Árvores muito antigas com copas protectoras. A cripta de Saint Michel By the tower. Jantar pie com toda a gente importante incluindo amigos londrinos. A alegria de mese cheia de conversas, comida e álcool. Exposição sobre a evolução do homem. Somos apenas um macaco mais legal. O victoria and Albert e todos os objectos inesperados que contém. A coluna de Trajano e uma caixa de bolachas em metal. Abraços quentes dos meus pais. Jantar com amigos. Chinatown com as lanternas brancas de neve. Pub. Falar da Eurovisão, oscares, da obcessão britânica com os musicais, planos para o futuro, uns em África outros na patagónia. Comprar livros. Muitos livros. Tempo para ler em cofee shops de estação. Beber margaritas de pêra com uma melhor amiga. Falar de tudo, casamentos, nascimentos, morte, vidas que mudam e outras que ficam na mesma.chegar a uma casa de emigrantes (portugueses, italianos e polacos) e ouvir a melhor música dos últimas dias. Dormir sob um tecto estrelado com uma das irmâs que a vida me deu. Estar no aeroporto a ler blogs.

26.2.18

E do meio do deserto da imaginação e má dicção surgem duas pérolas portuguesas





Lindo!! Arranjos que nos dão chills (nota-se o Júlio Resende) e uma voz.... Uma canção de 3 minutos tem que ser burilada ao máximo. Esta... a meu ver esta muito perto da perfeição!


Uma canção que é emoção. Nada do que se canta é excesso. Nenhuma nota está a mais. 


Ali a chegar ao pódio destaco duas canções de autores experientes e muito competente. Poemas muito bonitos e que só pecaram por não serem exactamente "festival like". 


Talvez a imagem não seja a melhor e as músicas de Balla (AKA Armando Teixeira) não necessitam de suporte visual. Lili tem uma voz que conheço de muito lado e a quem não tinha uma expressão para dar. Gostei muito de a conhecer assim!


JP nunca falha e revelou-nos a música mais experimental de todo o festival. A letra é sempre, sempre boa. Não passou à final mas não precisava o trabalho já estava feito.