Tenho muito orgulho na música portuguesa. MUITO!!
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27.3.18
6.8.17
31.7.17
The Americans é só uma das melhores séries do momento. Com uma subtileza desarmante para conhecedores de "tv shows" mas difícil de absorver por quem gostar de "explosões e porrada" contam-se aqui os meandros da vida de dois espiões russos nos USA dos anos 80. Para além de todas as linhas de argumento o contexto histórico é esmiuçado com verdade. Para mim, que trabalho a história, isto é ouro. Mas depois há momentos em que estamos presos por fios de tensão e os fazedores da série decidem levarnos ao limite tocando o Slices of Life dos Bauhaus.
Isto, meus senhores, é luxo de categoria Hermés.
Outro luxo é toda a imagem promocional da série. Algo que existindo para outros Tv Shows é aqui superiormente depurado.
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30.7.17
Lembro-me bem de quando ouvi pela primeira algumas bandas mas há músicas que sempre fizeram parte do meu mundo (vida, portanto) porque habitavam nas k´7s que o meu pai tinha no carro (Beatles, por exemplo).
É muito estranho ouvir estes miúdos falarem de Nirvana como uma banda que os pais deles (logo adultos com a minha idade geracional) tocam no carro.
De repente os Nirvana podem ter uma aura ainda mais mítica. Um dia os míudos chegam aos amigos com um "Heart shapped box" no telemovel e os amigos (claramente fans de Jay-Z, David Guetta e Queen B) fazem um ar pânico e confusão como os meus amigos amantes de Hélder o Rei do Kuduro* e Paradox** me fizeram quando lhes dei a ouvir isto
"After their August 29th, 1966, concert in San Francisco, the Beatles left live performing for good. Rumors of tension within the group spread as the Beatles released no new music for months. "People in the media sensed that there was too much of a lull," Paul McCartney said later, "which created a vacuum, so they could bitch about us now. They'd say, 'Oh, they've dried up,' but we knew we hadn't."
With Sgt. Pepper, the Beatles created an album of psychedelic visions; coming at the end, "A Day in the Life" sounds like the whole world falling apart. Lennon sings about death and dread in his most spectral vocal, treated with what he called his "Elvis echo" — a voice, as producer George Martin said in 1992, "which sends shivers down the spine."
Lennon took his lyrical inspiration from the newspapers and his own life: The "lucky man who made the grade" was supposedly Tara Browne, a 21-year-old London aristocrat killed in a December 1966 car wreck, and the film in which "the English army had just won the war" probably referred to Lennon's own recent acting role in How I Won the War. Lennon really did find a Daily Mail story about 4,000 potholes in the roads of Blackburn, Lancashire.
Lennon wrote the basic song, but he felt it needed something different for the middle section. McCartney had a brief song fragment handy, the part that begins "Woke up, fell out of bed." "He was a bit shy about it because I think he thought, 'It's already a good song,'" Lennon said. But McCartney also came up with the idea to have classical musicians deliver what Martin called an "orchestral orgasm." The February 10th session became a festive occasion, with guests like Mick Jagger, Keith Richards, Marianne Faithfull and Donovan. The studio was full of balloons; the formally attired orchestra members were given party hats, rubber noses and gorilla paws to wear. Martin and McCartney both conducted the musicians, having them play from the lowest note on their instruments to the highest.
Two weeks later, the Beatles added the last touch: the piano crash that hangs in the air for 53 seconds. Martin had every spare piano in the building hauled down to the Beatles' studio, where Lennon, McCartney, Ringo Starr, Martin and roadie Mal Evans played the same E-major chord, as engineer Geoff Emerick turned up the faders to catch every last trace. By the end, the levels were up so high that you can hear Starr's shoe squeak.
In April, two months before Sgt. Pepper came out, McCartney visited San Francisco, carrying a tape with an unfinished version of "A Day in the Life." He gave it to members of the Jefferson Airplane, and the tape ended up at a local free-form rock station, KMPX, which put it into rotation, blowing minds all over the Haight-Ashbury community. The BBC banned the song for the druggy line "I'd love to turn you on." They weren't so far off base: "When [Martin] was doing his TV program on Pepper," McCartney recalled later, "he asked me, 'Do you know what caused Pepper?' I said, 'In one word, George, drugs. Pot.' And George said, 'No, no. But you weren't on it all the time.' 'Yes, we were.' Sgt. Pepper was a drug album."
In truth, the song was far too intense musically and emotionally for regular radio play. It wasn't really until the Eighties, after Lennon's murder, that "A Day in the Life" became recognized as the band's masterwork. In this song, as in so many other ways, the Beatles were way ahead of everyone else."
The world keeps spinning.
15.2.17
Pim, pam, pum
Pim!
(João Aguardela chama a Sandra com o seu acordeão)
Pam!
(João Aguardela chama Mitó com sua voz cheia)
Pum!
(Sandra e Mitó tecem mantas aguardelianas)
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21.3.16
Isto é kitsh mas também é folklore português
Um viva à Leonor Teles (que aliás deu um belo nome à sua obra)
28.12.15
Chocalhos, património mundial, esquecidos de Portugal
Há uns anos a classificação do Fado, e mais tarde do Cante, como património da humanidade foi um dos acontecimentos do ano. Hoje, ao chegar ao fim de 2015, pouco se nota na imprensa escrita ou digital, sobre a importância para o património português da distinção da Arte Chocalheira. Salve-se o Jornal Público e a reportagem sobre o autor da candidatura (aliás presente também nos dossiers do Fado e do Cante).
Este é um silêncio triste mas esperado. O Alentejo não está acostumado a grandes cerimónias ou condecorações. Há alguns eventos, um fim de semana no máximo (Ovibeja, Flores de Campo Maior, Festival Islâmico de Mértola) que vão colocando alguns pontos no mapa mas a cultura, o saber alentejano, que é até fácil de ver, basta andar - passeando pelas suas estradas e aldeias - é um quase desconhecido dos portugueses (até a tão afamada gastronomia é assassinada com artes maléficas em restaurantes citadinos quando os conhecedores sabem que é na tasca da aldeia que melhor se come). Escolhão uma localidade, agarrem numa bicicleta ou apenas caminhem. Vão! Pode ser que oiçam os chocalhos ao lá fundo.
"Esta paisagem foi sacrificada “à agro-indústria e às lógicas que prevalecem sob o argumento da produção alimentar”, critica Paulo Lima, visando a extensão do olival e vinha no Alentejo. “Deixámos de dar atenção a esta coisa tão simples que é cuidar e manter raças autóctones”, prossegue o antropólogo frisando que uma das vertentes que os move nesta candidatura “é o património cultural-genético”. E lembra como a opinião pública se tornou mais sensível à salvaguarda de espécies selvagens, como o lince, o abutre negro, a águia-real, entre outras, mas desconhece que existem raças de ovinos e bovinos quase extintas com apenas poucas centenas de exemplares, como é o caso das ovelhas churra e campaniça ou a raça garvonesa de bovinos.
“Não podemos deixar acabar o património genético, a paisagem sonora baseada na pastorícia”, o universo pecuário que sustentava o fabrico de chocalho que tinha uma função idêntica à que representa nos dias de hoje o GPS, reafirma Paulo Lima, frisando que esta preocupação “calou muito fundo na UNESCO.”"
Mais, aqui.
23.8.15
Foi há 8 anos mas na realidade numa outra vida.
As datas são difusas mas deve ter durado mais ou menos um mês e meio.
Foi quando vivi no paraíso. Para além das paisagens puras e do ar cristalino que nos entrava pelos pulmões havia toda uma disponibilidade para apreciar sem pressas.
Trabalhava-se durante umas 10 horas. De manhã acordava-nos com a neblina - o lugar é quase cercado por água - e à tarde, sem qualquer peso no corpo, íamos mergulhar na água calma do Azibo.
Durante semanas percorríamos as aldeias mais interiores de um dos mais esquecidos concelhos de Portugal. Para conhecer mais sobre o patrimonio local tínhamos que falar com aqueles velhos e velhas, redutos do século XIX, quase, que nos colocavam na mesa vinho, pão e enchidos. Íamos sempre de barriga vazia para não fazer desfeita.
Nos dias quentes, depois de almoço, cada um seguia com a sua cerveja (menos o condutor claro), vento quente a entrar pela janela, rodas a percorrer estradas desertas.
Como estarão agora esses caminhos e essas gentes? Aquele era o tempo das vacas gordas (ou assim parecia).
Viviamos nestas casas bonitas e confortáveis com direito a refeições. Hoje o projecto mudou de direcção. As casas estão lá, tal como o Azibo, as estradas e, espero eu, as gentes. A gastronomia é do melhor e ali ao lado, depois da fronteira, estão os Picos da Europa. A paisagem mais linda que me foi possibilitado ver.
Agora as casas podem ser vossas pelo tempo que desejarem. Este é um segredo nosso. Vejam aqui e sejam felizes.
(Não existem fotos. Tirámos muitas e todas se perderam. Há coisas que são mais bonitas lembradas apenas pela memória.)
(Não existem fotos. Tirámos muitas e todas se perderam. Há coisas que são mais bonitas lembradas apenas pela memória.)
7.8.15
Porque é que já não vale a pena levar as meninas ao cinema
A TV ganhou.
Criou personagens de mulheres com tomates.
Interpretadas por actrizes com eles no sítio.
Tal qual a vida real.
Algo que merece ser visto, aqui.
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19.2.15
Digam lá que o que isto não é tão lindo
Lúcia Miguel, colega da empresa Era, explica num pequeno vídeo documental a importância da descoberta dos Fornos de Cal da Magra (Baleizão, Beja), num projecto Era/Omniknos.
Os trabalhos de arqueologia implementados em empreitadas de grande dimensão espacial ou patrimonialmente relevantes são hoje uma grande fonte de trabalho para arqueólogos (e vários investigadores que actuam em torno da ciência arqueológica) e para além de revelarem importantes informações sobre o passado do território onde habitamos levantam em igual medida novas e misteriosas questões.
Este é um trabalho não só histórico mas cultural.
Quem não conhece as suas raízes desconhece-se a si mesmo.
Marcus Garvey
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5.5.14
10.2.14
Duas palavras: London Grammar
Pim!
Pam!
Pum!
Pam!
Pum!
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13.1.14
Landscape!
O discurso é repetido mas com paisagens destas o trabalho corre sempre bem.
Há muitas formas de aproveitar os nossos dias nesta vida
e (promessa de ano novo) é melhor contemplar e apreciar
do que ceder a zangas ou chatices que,
daí a horas, já não possuem importância nenhuma.
(todas as imagens tiradas no meu local de trabalho, nos arredores de Beja)
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10.11.13
Como ouvir um concerto de Kelela sem sair do sofá!
Descobri há dias a Kelela. Segundo me foi dado a saber as suas origens são etíopes (e embora o género musical que enverga seja o R&B as influências de onde bebeu estão lá) e a sua voz, em alguns momentos, lembra a de Mariah Carey (nos momentos bons e em melhor).
Com gostos que vão desde violino, Mirian Makeba, Natalie Cole a algumas bandas de metal ela caracteriza-se por um som original e agregador. Por estes lados é a nova coqueluche auditiva. Aqui fica o registo no Boiler Room.
4.11.13
Pela igualdade
Este é um blog surpreendente, bem escrito, fundamentado e ao qual vou regressar muitas vezes. Aparentemente sobre o feminismo, é sobretudo de igualdade que o autor fala.
Mais aqui!
3.11.13
"So many of us have benefited from the work he has done. We all owe him a debt. Most of us that owe a debt are not very happy to own up to it. Sometimes you like to imagine that you did everything on your own. But I think with Lou, everyone will stand in line to say thank you, in their own way."
Patti Smith sobre Lou Reed
Estou aqui num género de luto...
30.10.13
16.10.13
12.10.13
Malala não ganhou o Nobel da Paz
"Nobel não ganhou o honrosíssimo Prémio Malala da Paz 2013. Também era melhor, o
inventor da dinamite ganhar um prémio com o nome de uma menina com a cara
marcada por uma explosão! No fundo, quem é esse Alfred Nobel? Está bem, um
engenheiro dotado, capaz de inventar muita coisa e deixar em testamento a
fortuna para honrar os homens e as mulheres que nos fizeram avançar... Ele
merece a nossa gratidão, mas daí a ganhar o Prémio Malala seria talvez
demasiado. O Nobel da Paz pode ir para uns quaisquer Kissinger, Sadat ou Begin,
mas o Prémio Malala é outra coisa. No programa do Jon Stewart, no outro dia,
Malala, sábia de 16 anos, explicou que aos 14 anos ainda era uma criança. Ela
opunha-se aos talibãs - quer dizer, paquistanesa, ela queria estudar. Ilusões
infantis e heréticas. Ela sabia que risco corria, e pensou: "Se vierem os
talibãs, que faço?" E ela respondeu--se: "Bato-lhes com uma chinela." O Jon
Stewart ficou vidrado. E ela continuou: "Mas depois disse-me, se lhes bato sou
igual a eles. Tenho é de estudar." O Jon Stewart tapou a cara com as mãos. E
ela, de perfil, majestosa, calada, com a sua boquinha torta de um dos tiros que
levou (os talibãs vieram mesmo). O Jon Stewart: "O teu pai está a ver-nos. Achas
que ficaria aborrecido se eu te quisesse adotar?" Ele disse isto como os homens
bons dizem para disfarçar a felicidade quando encontram um ser de exceção.
Malala Yousafzai é o nosso prémio quotidiano de paz connosco."
Ferreira Fernandes, aqui
Vale a pena ver a entrevista!
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