31.3.13
Sou apenas eu que acho o Spotify
bom de mais para ser verdade????
Ando completamente viciada ao ponto de só escolher tarefas que me permitam estar a ouvir música!
29.3.13
Fica aqui a explicação - Word Killer
Graffiti é o plural de graffito, com origem no latim. Por isso quando se diz "os graffiti" a frase está absolutamente correcta.
Isto vem a propósito de muita gente, jornalistas inclusivamente, terem a mania de dizer outras coisas como grafitos (sic).
Desculpem lá mas a coisa afecta-me os nervos.
by AngelaBacon, Kidwell 7
" -Ora, ora, vai reler o que o Eisenstein escreveu a propósito da montagem. Este é um caso em que a montagem terá que resolver todos os problemas, do flash-forward ao monólogo interior, da incursão psicológica à nota objectiva, dos grandes planos à música de fundo, das sequências sobrepostas umas às outras a um resultado que seja mais do que o somatório delas. O Eisenstein farta-se de se inspirar na literatura... Um amigo meu diz que História é a manipulação da morte. Para as vestais do politicamente correcto, a História é um remorso... Para os sebastianistas incuráveis, a História é um curto-circuito... Para os pós-modernos, a História é o que se quiser...o que der mais jeito...(...)"
Vasco Graça Moura in O Enigma de Zulmira
27.3.13
O espanto! A alegria! O medo! O horror! Ansiedade, ansiedade, ansiedade...
"There’s a script... I’m working with Jonny Lee Miller [who played Sick Boy], and when we get the script ready, I’ll approach the rest of the original cast." - Boyle
2001 - Odisseia no Espaço
Ontem alguns milhares de portugueses adormeceram a tentar ver a totalidade do 2001 - Odisseia no Espaço, na iniciativa anual da RTP2 de dar a conhecer um dos génios da sétima arte. Aos 10 que chegaram ao fim do filme os meus parabéns. Aos outros tenho a dizer que precisei de três tentativas para alcançar tão importante objectivo estão, por isso, no bom caminho.
26.3.13
Obrigado programadores do Sudoeste...
Conseguiram passar de Blur, dEUS (1997), PJ Harvey, Portishead, Placebo, Sonic Youth, The Cure (1998), Massive Attack, The Chemical Brothers (1999), Bush, Beck, Moloko, Oasis (2000), Goldfrapp, Zero 7, Flaming Lips, The Divine Comedy (2001), Belle & Sebastian, Sigur Ròs, Air, Black Rebel Motorcycle Club, Peter Murphy, Muse (2002), Jamiroquai, Primal Scream, Badly Drawn Boy (2003), Manu Chao, Camara Obscura, Ojos de Brujo, The Streets, Patrick Wolf, James, The Naqtional (2007), Bjork, Fraz Ferdinand, Cut Copy (2008) para isto em 2013.
...por nos ensinarem como matar um festival em 5 anos.
A brasa à minha sardinha: CCB - 20 anos depois
No tempo das vacas gordas cavaquistas muito se fez pelos chamados mamarachos, projectos arquitectónicos sem jeito nenhum em termos utilitários e muitas vezes arquitectónicos.
O CCB - Centro Cultural de Belém faz este ano 20 de idade e um programa de que sou fã - o Encontros com o Património na TSF - fez um especial sobre a efeméride. Para isso convidou Vasco Graça Moura, hoje à frente do CCB, Manuel Salgado arquitecto responsável pelo projecto e Teresa Patrício Gouveia, secretária de Estado da Cultura na altura inicial do empreendimento.
Algumas considerações pessoais sobre o CCB. Eu nunca gostei daquele projecto arquitectónico que considero feio e confuso. Não acho que se integre bem no local onde está, foi claramente projectado para brilhar, ser o rei da companhia, num local onde se pedia algo mais integrado. De facto é tão mamarracho e foi tão caro que nem construíram os dois módulos que estavam previstos depois do existente.
Em relação à função acho que de facto foi uma boa maneira de aproveitar um acontecimento europeu para dotar Lisboa de um equipamento que não existia a nível do Estado, por exemplo não havia local para orquestras tocarem, para determinados tipos de exposições, etc, mas ficou muito aquém do que poderia ter sido. Por exemplo a, agora falada por razões tristes, Casa da Música no Porto, tem muito mais projectos ao nível da comunidade, como o coro com os sem abrigo da cidade, e pedagógico, com um calendário muito completo, do que alguma vez ouvi dizer que o CCB possuía.
Ao nível do usufruto do espaço este é horrível. Não gosto das múltiplas entradas - portas, portas, portas - com sinalização deficiente, da pouca simpatia dos espaços comerciais, livrarias onde não apetece ficar e cafés demasiado descaracterizados - ou é cantina ou é café ou é restaurante para pessoas de classe média alta (não se come em tabuleiro pagando 15 euros por um prato). Acho que a única coisa mais ou menos agradável é a esplanada (e mesmo assim o jardim é pobre e a vista - maravilhosa - para o rio é apenas apreciada pela metade.
Para rematar toda a questão ofende-me ouvir uma ex secretária da Cultura gozar - literalmente - com Marcelo Rebelo de Sousa, que na altura se insurgiu contra o empreendimento porque ele se localizava sobre um antigo cais da época dos descobrimentos que foi totalmente arrasado (há época ainda não existia a sensibilização para a arqueologia dos dias de hoje). Sublinho, a ex secretária de estado da Cultura. Sabemos que no local existia também um palácio do século XVI que os intervenientes nesta conversa acham ter sido homenageado com a construção da fachada de entrada do edifício exactamente sobre a fachada do palácio. Algo como "gosto muito da Torre dos Clérigos, vou fazer um prédio exactamente sobre a planta que ela ocupa"....
É bonito que este seja um programa sobre património e com suposto conhecedores e intervenientes do património que enchem a boca para defender um mamarracho, supostamente equipamento cultural de suprema importância, com salas às moscas (e com isto quero dizer sem programação) mas que rangem os dentes quando se trata de atacar o património histórico português! Se isto não é soberba não sei que seja.
25.3.13
Rescaldo Longas, Fantas 2013
Este ano apenas vi duas longas megtragens que sejam, de facto, novidades. Ambas me surpreenderam embora não tenham sido extraordinárias.
The Last Will and Testament of Rosalind é um filme estranho. Existem praticamente apenas duas personagens Rosalind (que nunca vemos e é a narradora da história) e o seu filho. Tudo se passa numa casa estilo museu do século XVIII onde a maior parte das estátuas são de anjos. E aqui os anjos metem medo. No final e como convém é um filme sobre o poder manipulador da mente de cada um. Gostei da maior parte dos planos sequências (e são muitos). Não gostei dos lugares comuns (e são muitos).
Este é o tipo de filme que mais gosto de ver em festivais de cinema fantástico. São filmes que adaptam qualquer elemento de folclore e não sendo nós do país de produção para além da história em si ainda ficamos a conhecer elementos da cultura de determinados locais que desconheciamos. No caso de Thale, o país de produção é a Noruega (e julgo que este foi mesmo o primeiro filme que vi daquele país) e o elento que se foi buscar à cultura popular foi a história das Uldras, criaturas femininas que vivem nas florestas e bosques e que seduzem os homens para procriarem. O filme não é propriamente de terror, é mais de suspense e também sobre o que define um ser humano. Gostei das paisagens que são lindissimas e do trabalho dos actores. Não gostei, mais uma vez, de alguns lugares comuns (menos do que no filme anterior).
Uma nota para actriz protagonista que esteve no Fantas para apresentar o filme e é uma querida.
Ambos os filmes mostram como filmes passados em cenários fechados, sem grande quantidade de personagens podem ser muito interessantes e nada saturantes.
Pessoas que admiro
- Gente que consegue inscrever-se em piscinas e vai nadar semanalmente.
- Gente que consegue acordar cedo ao fim de semana. Eu bem tento mas tenho uma relação de amor ódio com a minha cama, de noite adio o mais possível o momento em que me deito e de manhã não quero deixar o reino das almofadas.
- Gente que vai sair, leva o carro e não bebe para o poder conduzir de volta. Eu volto invariavelmente de táxi.
- Devoradores de música que conhecem coisas absolutamente incríveis de que eu não vou ter sequer uma suspeita durante a minha existência.
- Pessoas que usam perfume sem que lhes doa a cabeça.
- Cozinheiros de mão cheia que todos os dias se dedicam a fazer pratos com pés e cabeça. Eu há dias em que simplesmente cedo a uma tijela de ceralac ou um prato com um monte de arroz e coisas (aka delicias do mar, cugumelos, presunto, atum, carne picada, etc) sendo que este pode ser condiderado o prato em que sou especialista.
-Pessoas com filhos, vida organizada e trabalho feliz.
Janis Joplin Meets The White Stripes
Aconteceu na primeira parte do concerto de Munford and Sons, pela mão da banda de abertura, Deap Vally. Até me cairam os queixos.
Por favor atentem na amostra aqui em baixo.
OUT
Este fim de semana estive fora de casa. Aproveitando as aberturas entre cortinas de chuva para estar com amigos e família.
Sábado à noite, sem surpresas para quem os viu no Alive, grande concerto de Munford and Sons no Coliseu dos Recreios.
Domingo de manhã visita ao teatro romano de Olissipo, uma falha de algum tempo que finalmente foi eliminada. Para além de muito bem localizado, junto à Sé de Lisboa e a caminho do Castelo de São Jorge, a Câmara de Lisboa faz o favor de o disponibilizar (e ao núcleo museológico) gratuitamente. Atentem neste exemplo...
Sobre ambos os acontecimentos mais posts em breve.
Semana nova
Há algo neste tema que liga tão bem com o estado de melancolia que este tempo chuvoso e cinzento me induz.
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