1.2.19




"You grow so much when you think about who you´ve been in thus tiny amount of space... it´s sweet, you´re living with the ghosts of yourself and all your heroes"

St Vincent falado da sua música New York (que já agora é uma portentosa himenagem a David Bowie)

Estes artistas* que crescem connosco e passado tantos anos continuam a saber dizer (muito bem) aquilo que sentimos.

*as in strong independent women. 



Influencers ou de como matar o único neurónio antes dos 16 anos


Então Lili porque é que ainda não tens filhos?

Por coisas como isto e isto...






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Numa altura em que a direita e a esquerda são semelhantes e amorfas, e quanto a extremos se tocam, qual sardinha com rabo na boca ter uma opinião faz-nos logo ser rotulados.

Não há  debate, conversa ou discussão. De repente estamos a defender trincheiras que nem sabíamos existirem.

31.1.19

Set my mood!



A folha que resta depois do tufão.

14.1.19

Uma curta por semana


Em plena award season a curta desta semana repesca um vencedor de Óscar de 1932 (melhor curta de animação). The Three Little Pigs inspira-se no conto infantil mas acabou por se tornar, tal o seu sucesso, nas primeiras imagens que recordamos ao pensar na história dos três Porquinhos (há aqui obviamente a mão de Walt Disney que iria fazer o mesmo a outros contos e fábulas).

No que diz respeito à história do cinema foi com esta curta que primeiro se criou um departamento para argumento separado dos desenhadores.
Foi um sucesso com o público (a curta de animação mais rentável de sempre) e com a crítica. Recentemente foi eleito o 11º dos 50 mais importantes desenhos animados de sempre.

*Em termos de cultura popular estamos arrumados mas ainda falta fazer menção a "Who´s afraid of the big bad wolf?", musica do filme, que para além de um êxito se metamorfoseou numa canção de protesto durante a Grande Depressão (foi mais tarde repescada durante a II Grande Guerra). E que dizer de trocadidos como "Who´s afraid of Virnia Wolf?". 

13.1.19

Como ouvir um concerto das The Breeders sem sair do sofá (e de 94!!!)



A morte em 3 actos por Julian Barnes


1. "So here´s another logical inevitability. Just as every writer will have a last reades, so every corpse will have a last visitor."

2. "In the hierarchy of the dead it is visitor numbers that count. Is there anything sadder than an unvisited grave?"

3. "Faulkner said that a writer´s  obituary should read: 'He wrotr books, and then he died'".

Julian Barnes in Death


Textinho mui precioso que me fez pensar numa série de mortes cinematográficas. 

A mais invejada, Dom Corleone merece o melhor...


A mais esperada. Três horas (e dois filmes depois) o perfeito anticlimax.


O que fica da nossa vida é a construção de quem deixamos.







12.1.19

11.1.19


"Colocamos demasiado o acento na compreensão racional, e a razão é clamorosamente insuficiente para interpretar a vida. A razão precisa de ser complementada amiúde com a ordem do coração."

José Tolentino Mendonça, in Expresso 

21.4.18

Uma curta por semana




O Orson Welles de 1970 a falar de 2018.
Melhor curta-metragem de animação.

Set my mood!



Jeanne et Marguerite

❤️❤️❤️

Daqui a 2 dias!!



É assim como ir a uma missa!
Mas com muito mais amor!

Sempre bom saber que os nossos amigos não chegam ao pé de Carlos Santos Silva.
Sempre bom saber que quando há dinheiro o que se faz é ir viver para o quarteirão mais à direita de Paris (leia-se mais boring), aquele sem actividade cultural e social que se destaque.
Sempre bom saber que quando temos 4 milhões de euros para gastar num apartamento o decoramos com a coisa mais novo-rico que existe. Tipo cetins e luzes no chão dos corredores.
Sempre saber que o BES, junto com os meus (cada vez mais numerosos) amigos, entendeu que roubar uma vez os portugueses (comprando com dinheiro que não tinha esses mesmos amigos) seria pouco se os podia roubar duas ou três (na conta da EDP, nas obras desnecessárias, no resgate ao BES, no dinheiro colocado no Novo Banco, etc, etc, etc).
Sempre bom saber que o dinheiro roubado foi parar a Paris e nem sequer foi aproveitado a comer um frango assado na Rua de Montourgeil ou a comprar uma peça oriental decente nos mil antiquários da Rive Gouche. 

O Bordallo fazia-vos um manguito eu aponto mesmo o dedo.   

P.s. Gosto especial em saber que o senhor engenheiro (civil vejam lá) foi enganado pelo seu construtor de cozinhas. Se  alguma justiça existir no mundo este era um emigrante português.

Falar em liberdade nos dias de hoje




- Pegar no livro que se está a ler;
- Abrir numa página aleatória;
- Partilhar duas frases dessa página;
- CUIDADO PARA NÃO INCLUIR SPOILERS!;
- Partilhar também o título e o autor do livro.


Teaser:

"Nothing captures the biological argument better than the famous New Age slogan. 'Hapiness begins within'. Money, social status, plastic surgery, beautiful houses, powerful positions - non of these will bring you hapiness. Lasting happiness comes only from serotonin, dopamine and oxytocin."

Sapiens, Yuval Noah Harari 

15.4.18

Como ouvir um congresso de Slowdive sem sair do sofá



Uma segunda vida.

Uma curta por semana


The Silent Child foi o vencedor do Oscar para melhor Curta Metragem em 2018. O filme é um panfleto sobre o direito que as crianças surdas-mudas têm de aprender, na escola, linguagem gestual de modo a conseguirem exprimir-se como os colegas (o que a mãe da protagonista não autoriza por se sentir mais próxima da filha se ela apenas "lesse os lábios). Um pormenor interessante é que a actriz que desempenha uma criança de seis anos com problemas de audição sofre, também na realidade, de surdez profunda.  Muito tocante.
Na entrega do prémio a autora fez o discurso acompanhado de lingua gestual.




Para aquele dia em que gastaste 50 euros num manual de SPSS para o teu PhD (aquele que sabes que se vai atrasar muito)!!

Esta questão de os madeireiros concertarem entre si o incêndio no Pinhal  de Leiria (nojo!!), os preços baixos que pagariam pela madeira ardida e agissem essencialmente como uma máfia é muito preocupante embora não surpreendente. É um género de Celtejo para um negócio que nem é na totalidade diferente.

Fala-se da impunidade com que queimam e compram a baixo preço a madeira sendo que as preocupações da investigação são essencialmente com os valores. A reportagem da TVI fala muito contra a economia de mercado mas embarca nesta mesma economia ao não ter uma imagem ou uma frase reservada ao ataque ambiental que se viveu e vive. É que para lá dos donos dos terrenos e da madeira ardida há uma economia (muito individual é certo, de subsistência em alguns casos mas nem sempre) que gira em torno da silvicultura e produção florestal que não foi ouvida. E é nessa falta que os madeireiros se apoiam. Na falta de educação civil que coloca sempre o ambiente (e a cultura já agora) no fundo das preocupações. Na falta de uma contestação que não seja de índole económica. 

Os cidadãos merecem ser educados para o ambiente, para a natureza para saber retirar os milhares de benefícios dos recursos naturais. Se essa educação fosse feita não eram só os proprietários ou as vítimas directas a ter direito a reclamar mas sim todos nós por nos roubarem os impostos (investidos em projectos que nunca vêem a luz do dia e que na verdade servem para concorrer a fundos europeus do 2020 que depois são usados para pagar os ordenados dos funcionários do ICNF que os orçamento de Estado não contempla na totalidade) e o ambiente (e o ambiente é o futuro).

Sim a meta é sempre na educação! Esse projecto a 18 anos. Mas o que são 18 anos quando se pensa nos nossos netos?



A sofrer meus amigos com este tempo de merda que me faz pesar os ombros e andar toda tensa como reacção ao frio e ao vento.
Preciso de calor moderado, passarinhos a cantar e flores SSF.




“In the spring, at the end of the day, you should smell like dirt.”
― Margaret AtwoodBluebeard's Egg



Viver sem planos é assim e é bom.
A ideia era ir às novas exposições - MAAT, Marinha e Gulbenkien - mas o tempo não estava para os ajustes e num instante nos decidimos pelo Peixe em Lisboa.
Como éramos apenas dois e isto de comer é melhor se for partilhado lá fizemos umas chamadas e conseguimos compor o número.
Muito giro este certame. Mas o melhor foi ver o Pavilhão Carlos Lopes com um ar tão bonito. Ainda sou do tempo de uns concertos punks e de harcore num pavilhão meio caído.
Entre as comidas tudo era bom mas se formos com certas companhias é melhor evitar pratos do tipo uma ova a cavalo num grão de ervilha criado nos Andes e em cama de espuma do mar do Norte. Já a selecção de vinhos era óptima.

Cereja no topo do bolo o azeite Castelo de Marvão, projecto de dois irmãos que usam as oliveiras centenárias do seu avô para criar um azeite verde suave e que pede verdadeiro pão alentejano a acompanhar.  

As conversas? Gatos (ou não fosse esta que vos escreve uma cat lover), IRS, mudanças de armas e bagagens para o interior do País, o feitio (difícil) dos sagitários quase em escorpião, viagens ao Perú, viagens ao Seixal e as explorações de petróleo na Costa Vicentina (contar! contra! contra!). 

3.4.18


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Teaser:
"Writing was born as the maidservant of human conciousness, but  is increasungly becoming its master. Our computers have trouble understanding how Homo Sapiens talks, feels and dreams. So we are teaching  Homo sapiens to talk, feel and dream in the language of numbers, which can be understood by computers."

Sapiens, A brief history of Humankind - Yuval Noah Harari