14.8.17

Set my mood!


Jemina Kirk <3

6.8.17

Sítios onde afinal não vou passar a Lua de Mel... mas queria








A Escócia sem restrições de tempo.




Quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré.

Num mundo pré-crop esta era a foto que tinha ficado mal. agora é dar uns arranjos laterais , por uma bonita skin et voilá.

Férias de instagramer.


O lugar chama-se Mizarela e fica na serra da Estrela (Guarda).

Vão falar mal. Eu adorei.



1.8.17

Cenas de um casamento



Visitar "quintas" caríssimas e supé originais em que o toque rural é dado com fardos de palhas e móveis ´tasse bem da IKEA.




Teaser Tuesday





- Pegar no livro que se está a ler;
- Abrir numa página aleatória;
- Partilhar duas frases dessa página;
- CUIDADO PARA NÃO INCLUIR SPOILERS!;
- Partilhar também o título e o autor do livro.

Teaser:


"Anos mais tarde soube que era tudo invenção, contou-me ele ou talvez o que ele me contou seja a verdadeira invenção, ou talvez seja tudo mentira ou tudo verdade, talvez ele tenha estado sempre aqui, ao nosso lado, longe, e isto, mas não lho posso dizer, é comédia, uma vida a correr como um filme mudo, se me demorasse mais em cada fotograma talvez pudesse ver a tragédia, se a vida dela me passasse em frente em câmara lenta talvez eu pudesse dizer que triste é a tua vida, Fion, mas foi tudo rápido de mais, ele uma marioneta desarticulada, a abanar os braços, as pernas, a cabeça a pender-lhe para o ombro, uma figura lamentável, um boneco de feira, a gritar:
Fazes ideia do que são trinta anos na merda? Não fazes?"


As Primeiras Coisas, Bruno Vieira do Amaral

31.7.17





“When we got to the part where we had to improvise an argument in a poetic language, I got cold feet. "I can't do this," I said. "I don't know what to say."

"Say anything," he said. "You can't make a mistake when you improvise."

"What if I mess it up? What if I screw up the rhythm?"

"You can't," he said. "It's like drumming. If you miss a beat, you create another."

In this simple exchange, Sam taught me the secret of improvisation, one that I have accessed my whole life.”





Pitroil


E sobre esse antro venezuelano de comunistas comedores de criancinhas o que é que os países capitalistas e garantes de liberdades tem a dizer?



Mas do preto. E de preferência bem baratinho.

Sítios onde afinal não vou passar a Lua de Mel... mas queria


Volta de carro à Islândia.










The Americans é só uma das melhores séries do momento. Com uma subtileza desarmante para conhecedores de "tv shows" mas difícil de absorver por quem gostar de "explosões e porrada" contam-se aqui os meandros da vida de dois espiões russos nos USA dos anos 80. Para além de todas as linhas de argumento o contexto histórico é esmiuçado com verdade. Para mim, que trabalho a história, isto é ouro. Mas depois há momentos em que estamos presos por fios de tensão e os fazedores da série decidem levarnos ao limite tocando o Slices of Life dos Bauhaus.

Isto, meus senhores, é luxo de categoria Hermés.

Outro luxo é toda a imagem promocional da série. Algo que existindo para outros Tv Shows é aqui superiormente depurado.










Como ouvir um concerto de Lianne LaHavas sem sair do sofá



30.7.17




Lembro-me bem de quando ouvi pela primeira algumas bandas mas há músicas que sempre fizeram parte do meu mundo (vida, portanto) porque habitavam nas k´7s que o meu pai tinha no carro (Beatles, por exemplo).
É muito estranho ouvir estes miúdos falarem de Nirvana como uma banda que os pais deles (logo adultos com a minha idade geracional) tocam no carro.

De repente os Nirvana podem ter uma aura ainda mais mítica. Um dia os míudos chegam aos amigos com um "Heart shapped box" no telemovel e os amigos (claramente fans de Jay-Z, David Guetta e Queen B) fazem um ar pânico e confusão como os meus amigos amantes de Hélder o Rei do Kuduro* e Paradox** me fizeram quando lhes dei a ouvir isto


"After their August 29th, 1966, concert in San Francisco, the Beatles left live performing for good. Rumors of tension within the group spread as the Beatles released no new music for months. "People in the media sensed that there was too much of a lull," Paul McCartney said later, "which created a vacuum, so they could bitch about us now. They'd say, 'Oh, they've dried up,' but we knew we hadn't."
With Sgt. Pepper, the Beatles created an album of psychedelic visions; coming at the end, "A Day in the Life" sounds like the whole world falling apart. Lennon sings about death and dread in his most spectral vocal, treated with what he called his "Elvis echo" — a voice, as producer George Martin said in 1992, "which sends shivers down the spine."
Lennon took his lyrical inspiration from the newspapers and his own life: The "lucky man who made the grade" was supposedly Tara Browne, a 21-year-old London aristocrat killed in a December 1966 car wreck, and the film in which "the English army had just won the war" probably referred to Lennon's own recent acting role in How I Won the War. Lennon really did find a Daily Mail story about 4,000 potholes in the roads of Blackburn, Lancashire.
Lennon wrote the basic song, but he felt it needed something different for the middle section. McCartney had a brief song fragment handy, the part that begins "Woke up, fell out of bed." "He was a bit shy about it because I think he thought, 'It's already a good song,'" Lennon said. But McCartney also came up with the idea to have classical musicians deliver what Martin called an "orchestral orgasm." The February 10th session became a festive occasion, with guests like Mick Jagger, Keith Richards, Marianne Faithfull and Donovan. The studio was full of balloons; the formally attired orchestra members were given party hats, rubber noses and gorilla paws to wear. Martin and McCartney both conducted the musicians, having them play from the lowest note on their instruments to the highest.
Two weeks later, the Beatles added the last touch: the piano crash that hangs in the air for 53 seconds. Martin had every spare piano in the building hauled down to the Beatles' studio, where Lennon, McCartney, Ringo Starr, Martin and roadie Mal Evans played the same E-major chord, as engineer Geoff Emerick turned up the faders to catch every last trace. By the end, the levels were up so high that you can hear Starr's shoe squeak.
In April, two months before Sgt. Pepper came out, McCartney visited San Francisco, carrying a tape with an unfinished version of "A Day in the Life." He gave it to members of the Jefferson Airplane, and the tape ended up at a local free-form rock station, KMPX, which put it into rotation, blowing minds all over the Haight-Ashbury community. The BBC banned the song for the druggy line "I'd love to turn you on." They weren't so far off base: "When [Martin] was doing his TV program on Pepper," McCartney recalled later, "he asked me, 'Do you know what caused Pepper?' I said, 'In one word, George, drugs. Pot.' And George said, 'No, no. But you weren't on it all the time.' 'Yes, we were.' Sgt. Pepper was a drug album."
In truth, the song was far too intense musically and emotionally for regular radio play. It wasn't really until the Eighties, after Lennon's murder, that "A Day in the Life" became recognized as the band's masterwork. In this song, as in so many other ways, the Beatles were way ahead of everyone else."

The world keeps spinning.

Cenas de um casamento




Bom bom é quando depois de anos de desaguisado e azedume duas pessoas minhas amigas, que são entre si ex-amigas, nos impõem que não podem ficar sentadas na mesma mesa durante o nosso casamento.
Agora multipliquem por 6 e está a festa de  "arrumar os convidados nas mesas" montada.

Por via das dúvidas tartes com chantilly e pernas de frango vão ficar arredadas do local das mesas.

P.s. Parte de mim deseja colocar todos os 6 numa única mesa, puxar uma cadeira e esperar até que algo aconteça.

Fim aos crédulos





Onde anda o valor da "palavra dada"?
Para onde foi a ética entre colegas de profissão?

Tenham muito medo. Isto só vai piorar.


Parece que me demiti de escrever aqui no blog. Nada mais errado. Até penso em  posts mais vezes do que quando estou em "momento de escriba". Acontece que tanta coisa, boa e amá, se vem desenvolvendo tanto na minha vida pessoal e professional como no País e mundo que fico com demasiada escolha e bloqueio. Esta sempre foi uma característica minha. Muita informação acaba com a máquina. Tenho na mente uma filinha de tarefas e assuntos e trato deles uma vez de cada vez (muito masculino da minha parte).

Assim sendo e como é agosto e as coisas estão mais calmas (não, não fui de férias mas a beleza do Agosto é que todos os outros estão de férias e não chateiam tanto) vamos lá retomar isto.


8.5.17

Blogotéque




Viajar para fora. Long time ago.
Viajar em Lisboa. Hoje.
Viajar em Portugal. No futuro (?).

7.5.17




A crescente e insana ideia de que de vez em quando os povos precisam de um ditador para arrumar a casa e fazer valorizar a liberdade.




Que aprendeste com mais um ano Lili?

Usar melhor o tempo. Fazer mais com menos.

Tirar um fim de semana e desaparecer para um lugar inóspito (e sem possibilidade de contacto) no dia de aniversário. Não ficar todo um dia ao telemóvel.

Ganhar controlo da minha vida! 


Como ouvir um concerto de Thurston Moore sem sair do sofá



Sobre a Baleia Azul



Pais e políticos americanos estão muito preocupados com o modo como esta série fala de suicídio na adolescência.
Podre.
A preocupação não é por jovens com tudo para viver se sintam tão mal que escolham morrer é mesmo por se falar disso.

E depois admiram-se por estes serem os mesmo que votaram no Trump.

O que dizer dos 32 anos


via GIPHY


São 32 Primaveras.
Desde os 23 que não faço particular esforço em as comemorar.
Estes são dias estranhos. Um dia, lá no passado, nós e a nossa mãe, em esforço mímico, lutámos por esse meu privilégio, respirar. 
Agora, para além do beijinho de amor partilhado com a família, o dia trás-me sempre uma sensação de tarefas incompletas. Tarefas futuras, algumas conhecidas e outras não, que me angustiam na sua possibilidade. 
Isto é a metade em que olho para  a frente hipotética. A outra parte do dia é a olhar para o passado real.nostalgia foi mais forte
Não sendo saudosista sinto-me sempre nostálgica. 

Hoje a  nostalgia foi mais forte. 

No dia em que fiz 32 anos soube que a minha escola preparatória foi demolida.
Era provisória há 26 anos. Era velha e estava abandonada há uma meia dúzia mas era a minha (e a nossa) escola.

Lembrei-me de coisas avulsas.

Primeiro as sensações.
O vento do fim da tarde a soprar por entre as árvores (que árvores?) junto ao pombal.
A angústia de ter que jogar em equipa nas aulas de educação física (eu sou mais livros).
O nervoso miúdinho ao entrar na escola com uma mini saia nova (todas as raparigas combinavam um dia para ir de mini saia).
Jogar à sirumba no pátio entre risos e gargalhadas.
Campeonatos de diablo e o orgulho de ser a melhor (foi a única coisa na vida em que fui a melhor). 
O banco em que ouvi a primeira K7 de Smashing Pumpkins gravada pelo João.

Depois os locais.
A parede de tijolo onde decorria o jogo do mata. Todos alinhávamos sem vontade.
As casas de banho com o interior pintado de verde.
As traseiras da escola em que fumávamos aparas de lápis enroladas em papel vegetal.
As outras traseiras da escola para onde ia  ler o jornal Blitz nas tardes de terça.
A sala de música onde ensaiámos o "Estou na lua".
As paredes escritas com corrector branco "Joana + Djaló ASF".
A rádio-escola com músicas pedidas: Metallica, Entre Aspas, Backstreey Boys e Mamonas Assassinas. 

Finalmente as pessoas.
O Ganzas. Bochechas rosadas. Sem pai. Só mãe. O mesmo fato de treino todos os dias.
O Marco Paulo. Loiro. Vindo da África do Sul. Sem maldade.
A Zhara. Mais velha. Chumbava sempre. Gozada pela maioria fugíamos da escola quando se sabia que o "pai está a chegar com uma caçadeira".
A Mercedes de Vil. A glamourosa e malvada professora de EVT. Essa disciplina essencial.
A Limoneto. Professora de Françês sempre com um toque de aguardente. Uma jóia.
O Alex. Cabelo loiro cortado à tigela. Queria ser jogador de futebol à la Ronaldo. Hoje é vendedor da Meo.
Os amigos com filhos quase na idade em que nos conhecemos. 
Os amigos que já desapareceram.
Os que foram embora.

32 anos e a tua escola é demolida.
Bem-vindo à idade adulta.

Uma curta por semana



Em resumo




Mais X-Files em breve. YEY!

Finalmente vi o novo Spider Man e a coisa está mesmo muito melhor que o Peter Parker insosso que nos foi servido no início deste milénio.

Não percebo o sururu em torno do Arca (music video em baixo) mas estou a tentar.... muito...

La La Land: para cada boa ideia (e boa execução) há uma linha de argumento merdosa que arruína todo o contentamento do espectador. E aquilo é tanto um musical como o A Vida é Bela.

Gostava de falar de livros mas só ando a ler obre o terramoto de Lisboa e coisas como epidemias por isso ia só ser um discurso muito aborrecido.




27.3.17




Se quiser muito alguma coisa, nada acontece.
Quando quero apenas um pouco que algo se dê, sem pôr muito esforço nisso, torna-se realidade.

A minha vida é a antítese de um livro de auto-ajuda.

25.3.17




O espaço que reservo no meu coração aos amores culturais é vasto e aconchegante. Muitos entram, alguns saem mas a maioria permanece ali constante dando um ar de sua graça alternadamente conforme as fases de vida.
Ultimamente ando a constatar que o cantautor português pelo qual caio redonda de paixão sempre que o ouço tocar/ cantar é o Samuel Úria. E a coisa tem-se vindo a agravar com o tempo.
Para além de músicas como a de cima descubro que em termos de gosto somos fac similes:

12,5




Ontem fui a uma entrevista para uma bolsa.
Entrei na sala. 
Pus um ovo.
Grasnei.
Saí.

Assim se explica o 12,5 do título deste post.