6.9.12

To do list




Esta semana é de mudança, literalmente. Vou embora do Alentejo (e ficar sem as pérolas da minhas senhoria :( ) e voltar para casa, Coimbra (que isto quem tem o coração em todo o lado acaba por ser um grande proprietário de sítios).

A mudança é motivada por trabalho, o que é bom, que eu gosto de mudar. E acontece logo nesta fase de fim início de estação, de luas azuis, regresso às aulas, fim de silly season (really?), saída de amigos para viver (e sobretudo trabalhar) fora de Portugal, nascimento de bebés de amigas, outros mesmo a nascer e ida da mana mais nova para a universidade. Onde , onde? Precisamente, Coimbra! :)

Por isso a lista em cima está mais que actual. Vamos por pontos:

1. Dormir: no need. Já durmo imenso. Por isso este ponto até vai funcionar ao contrário. Dormir menos SFF.
2. Música: sempre, mais e mais. E de preferência coisas novas, daquelas que nos fazem sentir que estamos na posse de um pequeno segredo, antes de o libertarmos para o mundo. E sem abandonar as coisas de que mais gosto. E já agora ouvir mais Clássica, que por preguiça cerebral é muitas vezes colocada em último plano.
3. Chá: é um dado adquirido! Se já no Verão bebo chá que se farta no Inverno nem dá para falar. O cantinho dos chás na prateleira está, aliás, tão grande que em breve deixa de ser um cantinho. Por isso aqui o desafio é dar um ar apresentável ao canto dos chás.
4. Livros: sem dúvida. Tenho montes, pilhas, quilos de livros para ler e este ano ando meio fraquinha. Como é costume que o ritmo que adopto a ler seja um reflexo dos meus ritmos de trabalho é capaz de a coisa se compor já que aqui no Alentejo a coisa não se proporciona muito, com 12 horas de trabalho diárias e uma senhoria tagarela em casa.
5. Pôr-do-Sol: Esta também não parece difícil, até porque agora o final do dia é mais cedinho. Das coisas que mais prazer me dão é ver o pôr-do-Soll a acompanhar o carro enquanto conduzo para casa no final do dia de trabalho. Priceless.
6. Criar. Definitivamente tenho que criar (que é como quem diz acabar) a tese. Depois disso já tenho todo o tempo para criar as coisas mais supérfluas e prazenteiras que tenho adiado.
7. Passeios grandes: ou caminhadas. Que eu quero muito começar a fazer. Daqueles mesmo tipo trekking, ou vá lá, uns passeios decentes, com caminhada, aos fins de semana. O parque verde em Coimbra  (ou o Choupal) também não me parecem mal. 
8. Rir: eu rio muito. Pelo menos é isso que acho. Sei que não sou uma pessoa sisuda. Mas também sei que podia rir muito mais. O que implica aborrecer-me menos. E este tem sido um projecto a longo prazo, desde os meus 20 que me tendo a aborrecer cada vez menos e tem resultado. São, é claro, baby steps. O segredo está em olhar para os outros e deslumbrar-nos por pequenas coisas como um nosso colega muito chato colocar sempre 1 cubo e meio de açúcar no café.
9. Abraços: dou aos montes. E não dou mais, muitas vezes, porque não sei como é que as pessoas vão reagir. Mas, depois, tenho o pólo oposto, se não gosto da pessoa, nem um aperto de mão vai aparecer.
10. Sonhar: também não é preciso mais. Se mantiver neste nível já está estupendo. Sonho que me farto a dormir e ainda mais acordada. Sou das pessoas com uma mente mais fértil que conheço. Tenho uma pena de não ser dotada para a música ou pintura... acho que precisava que esta criatividade toda me saí-se do corpo pelos dedos a fora.
11. Divertimento: é preciso sim senhor. Saber quando sair, e não ficar em casa a ver TV, acabando por não fazer nada de jeito. Fazer pequenas coisas divertidas que a vida não está para horas perdidas.
12. Amor: quem não precisa sempre? Eu sou muito amada, amo muita gente, mas este coração é muito grande e se couber mais alguém será bem vindo. E viva o amor no Outono. É tão bonito.

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