26.2.18

Oscar #1



Filmar o normal é difícil. O que surge em Lady Bird, primeiro filme de Greta Gerwig, é uma história de passagem, da adolescência. E é tão comum, tão como a minha e dos meus amigos, como as que nunca vemos no cinema. 
Num outro patamar é também a história de amor entre a autora e a cidade de Sacramento. Uma ligação a lugares que só é possível, nesta densidade, quando ainda não abandonámos totalmente os dias da infância.
Se será merecedor de um Óscar? Talvez não. Mas a nomeação é merecida. Nem que seja por se voltar a ouvir Dave Matthews Band como se fosse a primeira vez.

!!! (Pim, pam, pum)


A idade tem destas coisas... para além de nos dar tempo para conhecer as coisas futuras e presentes deixa-nos explorar as passadas, que emergiram antes de nós.

Por aqui a novidade foi... Nina Hagen!!! Os !!! são por só agora aqui ter chegado!!

Que mulher, que poder, que musicalidade. Entrou imediatamente para a minha pequena galeria de divas (Patti Smith, Kate Bush e poucas mais).

Três exemplos desta assumida fã de covers:

Pim!


Pam!


Pum!


E do meio do deserto da imaginação e má dicção surgem duas pérolas portuguesas





Lindo!! Arranjos que nos dão chills (nota-se o Júlio Resende) e uma voz.... Uma canção de 3 minutos tem que ser burilada ao máximo. Esta... a meu ver esta muito perto da perfeição!


Uma canção que é emoção. Nada do que se canta é excesso. Nenhuma nota está a mais. 


Ali a chegar ao pódio destaco duas canções de autores experientes e muito competente. Poemas muito bonitos e que só pecaram por não serem exactamente "festival like". 


Talvez a imagem não seja a melhor e as músicas de Balla (AKA Armando Teixeira) não necessitam de suporte visual. Lili tem uma voz que conheço de muito lado e a quem não tinha uma expressão para dar. Gostei muito de a conhecer assim!


JP nunca falha e revelou-nos a música mais experimental de todo o festival. A letra é sempre, sempre boa. Não passou à final mas não precisava o trabalho já estava feito.

17.2.18

Cover me Up



Conjunto Tocatins - 1943


Amália - 1955


Dalila - 1956

Os nossos pais dançaram ao som de um campo de batalha





Trinta anos no passado e as viagens pelas estradas nacionais eram feitas ao som de ABBA, nessa época já um género de relíquia da juventude dos meus pais.
A adoração pela banda sueca passou para esta filha que não só se deu ao luxo de bambolear a anca ao som de Agneta e Anne-Fried no seu casamento como fez dos vídeos da banda um das suas brincadeiras favoritas.

São esses videos que em retrospectiva percebo serem a campanha visual de uma batalha e cheirinho a estragado no centro da banda. Tal como "pela boca morre o peixe", eu, que sou altamente crítica para com aqueles que acham break-up songs uma coisa muito romântica, linda de tal modo que as tornam nas "músicas oficiais" da relação... tenho que admitir que os meus pais andaram, de calça à boca de sino, patilhas e camisa de folhos e festejar sobre blood on the dancefloor.

Como prova aqui ficam três lindas musicas ABBA (o ambiente de cortar à faca é só um plus muito apreciado) e assim se prova que se nunca quiserem um comeback de uma banda de sucesso é só meter mulheres no ensemble. Mas fizeram um grande break-up album.



Quando acaba a festa e não queres ir para casa com o teu marido.


Lavar roupa suja em público.


É só um video de pessoas a mudar de casa depois de se separarem e em que ninguém olha para os  outros. Get it?

1.1.18

My sleepy and cosy New Year´s Eve



E agora algo absolutamente novo...
A minha mãe diz que eu sou "de gancho" ou do contra e embora no momento fique aborrecida a verdade é que quando sou muito estimulada em ir num sentido me sinto como encurralada num canto e ao esbracejar por me libertar acabo por fazer tudo ao contrário.

Foi assim que depois de todo um Dezembo a ser bombardeada com planos de Ano Novo dei comigo a dizer aos meus que esta passagem de ano ia estar em casa, sozinha, descontraida e que nem valia ligarem às 00h porque o mais certo seria já estar a dormir.

Tenho amigos e família cinco estrelas que me permitiram esta "bizarria". 

Assim depois de jantar nuggets de frango e de trabalhar no PhD até as 20h refastelei-me no sofá com
1) uma caneca de chá bem quente de erva cidreira (provavelmente responsável por ter adormecido antes das 11 e 30h)
2)  dois gatos lanudos e a pedir mimos (igualmente responsáveis)
3) 3!!! revistas que estavam empatadas desde início de dezembro (lidas. hurray)
4) Netflix a dar Stranger Things 2 (4 episódios depois... so far so good)

Pelo meio dos sonhos ainda ouvi foguetes o que foi um bónus. 
E foi assim que entrei em 2018. Seja todo o ano tão tranquilo e já vence a 2017.

14.9.17

Ainda existem videoclips #1



Portugal insólito (com autárquicas à vista)





- Proibição de jogos de futebol em dia de eleições. E de festivais, praticar o amor e frequentar restaurants estrelas michelan com 5 pratos ou mais. Já explicar aos cidadãos que o voto é um direito e um dever está quieto que dá muito trabalho.

- Livros (para menino e para menina, um insólito só por si) são proibidos! Amanhãs que cantam  são apenas para alguns.

- O candidato do PSD a Loures continua a existir.

- O Cavaco continua a existir.

Todo o País pára para discutir as "adaptações" musicais do Toni:



"
O que é uma ideia?
É um filho que crias e não queres dar para adoção,  porque achas que só tu é que vai dar condições criativas para crescer de forma saudável e única.
"
Miguel Peres

Courtney meets Corgan


"Our love is quicksand 
So easy to drown
They steal the gravity, yeah
From moving ground
Remember, you promised me
I'm dying, I'm dying, please
I want to, I need to be
Under your skin"

Aquele momento em que uma música obscura junta o matrimónio de Love e Cobain sob a batuta de Builly Corga naquela que é a música mais smashing pumpkins fora dos pumpkins (fase Adore).


"He and I were the top two scribes, and everybody else was a distant third.”"

Billy Corgan on Kurt Cobain

E sim, Billy e Courtney eram, por esses dias, amantes. 

14.8.17

Set my mood!


Jemina Kirk <3

6.8.17

Sítios onde afinal não vou passar a Lua de Mel... mas queria








A Escócia sem restrições de tempo.




Quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré.

Num mundo pré-crop esta era a foto que tinha ficado mal. agora é dar uns arranjos laterais , por uma bonita skin et voilá.

Férias de instagramer.


O lugar chama-se Mizarela e fica na serra da Estrela (Guarda).

Vão falar mal. Eu adorei.



1.8.17

Cenas de um casamento



Visitar "quintas" caríssimas e supé originais em que o toque rural é dado com fardos de palhas e móveis ´tasse bem da IKEA.




Teaser Tuesday





- Pegar no livro que se está a ler;
- Abrir numa página aleatória;
- Partilhar duas frases dessa página;
- CUIDADO PARA NÃO INCLUIR SPOILERS!;
- Partilhar também o título e o autor do livro.

Teaser:


"Anos mais tarde soube que era tudo invenção, contou-me ele ou talvez o que ele me contou seja a verdadeira invenção, ou talvez seja tudo mentira ou tudo verdade, talvez ele tenha estado sempre aqui, ao nosso lado, longe, e isto, mas não lho posso dizer, é comédia, uma vida a correr como um filme mudo, se me demorasse mais em cada fotograma talvez pudesse ver a tragédia, se a vida dela me passasse em frente em câmara lenta talvez eu pudesse dizer que triste é a tua vida, Fion, mas foi tudo rápido de mais, ele uma marioneta desarticulada, a abanar os braços, as pernas, a cabeça a pender-lhe para o ombro, uma figura lamentável, um boneco de feira, a gritar:
Fazes ideia do que são trinta anos na merda? Não fazes?"


As Primeiras Coisas, Bruno Vieira do Amaral

31.7.17





“When we got to the part where we had to improvise an argument in a poetic language, I got cold feet. "I can't do this," I said. "I don't know what to say."

"Say anything," he said. "You can't make a mistake when you improvise."

"What if I mess it up? What if I screw up the rhythm?"

"You can't," he said. "It's like drumming. If you miss a beat, you create another."

In this simple exchange, Sam taught me the secret of improvisation, one that I have accessed my whole life.”





Pitroil


E sobre esse antro venezuelano de comunistas comedores de criancinhas o que é que os países capitalistas e garantes de liberdades tem a dizer?



Mas do preto. E de preferência bem baratinho.

Sítios onde afinal não vou passar a Lua de Mel... mas queria


Volta de carro à Islândia.










The Americans é só uma das melhores séries do momento. Com uma subtileza desarmante para conhecedores de "tv shows" mas difícil de absorver por quem gostar de "explosões e porrada" contam-se aqui os meandros da vida de dois espiões russos nos USA dos anos 80. Para além de todas as linhas de argumento o contexto histórico é esmiuçado com verdade. Para mim, que trabalho a história, isto é ouro. Mas depois há momentos em que estamos presos por fios de tensão e os fazedores da série decidem levarnos ao limite tocando o Slices of Life dos Bauhaus.

Isto, meus senhores, é luxo de categoria Hermés.

Outro luxo é toda a imagem promocional da série. Algo que existindo para outros Tv Shows é aqui superiormente depurado.










Como ouvir um concerto de Lianne LaHavas sem sair do sofá



30.7.17




Lembro-me bem de quando ouvi pela primeira algumas bandas mas há músicas que sempre fizeram parte do meu mundo (vida, portanto) porque habitavam nas k´7s que o meu pai tinha no carro (Beatles, por exemplo).
É muito estranho ouvir estes miúdos falarem de Nirvana como uma banda que os pais deles (logo adultos com a minha idade geracional) tocam no carro.

De repente os Nirvana podem ter uma aura ainda mais mítica. Um dia os míudos chegam aos amigos com um "Heart shapped box" no telemovel e os amigos (claramente fans de Jay-Z, David Guetta e Queen B) fazem um ar pânico e confusão como os meus amigos amantes de Hélder o Rei do Kuduro* e Paradox** me fizeram quando lhes dei a ouvir isto


"After their August 29th, 1966, concert in San Francisco, the Beatles left live performing for good. Rumors of tension within the group spread as the Beatles released no new music for months. "People in the media sensed that there was too much of a lull," Paul McCartney said later, "which created a vacuum, so they could bitch about us now. They'd say, 'Oh, they've dried up,' but we knew we hadn't."
With Sgt. Pepper, the Beatles created an album of psychedelic visions; coming at the end, "A Day in the Life" sounds like the whole world falling apart. Lennon sings about death and dread in his most spectral vocal, treated with what he called his "Elvis echo" — a voice, as producer George Martin said in 1992, "which sends shivers down the spine."
Lennon took his lyrical inspiration from the newspapers and his own life: The "lucky man who made the grade" was supposedly Tara Browne, a 21-year-old London aristocrat killed in a December 1966 car wreck, and the film in which "the English army had just won the war" probably referred to Lennon's own recent acting role in How I Won the War. Lennon really did find a Daily Mail story about 4,000 potholes in the roads of Blackburn, Lancashire.
Lennon wrote the basic song, but he felt it needed something different for the middle section. McCartney had a brief song fragment handy, the part that begins "Woke up, fell out of bed." "He was a bit shy about it because I think he thought, 'It's already a good song,'" Lennon said. But McCartney also came up with the idea to have classical musicians deliver what Martin called an "orchestral orgasm." The February 10th session became a festive occasion, with guests like Mick Jagger, Keith Richards, Marianne Faithfull and Donovan. The studio was full of balloons; the formally attired orchestra members were given party hats, rubber noses and gorilla paws to wear. Martin and McCartney both conducted the musicians, having them play from the lowest note on their instruments to the highest.
Two weeks later, the Beatles added the last touch: the piano crash that hangs in the air for 53 seconds. Martin had every spare piano in the building hauled down to the Beatles' studio, where Lennon, McCartney, Ringo Starr, Martin and roadie Mal Evans played the same E-major chord, as engineer Geoff Emerick turned up the faders to catch every last trace. By the end, the levels were up so high that you can hear Starr's shoe squeak.
In April, two months before Sgt. Pepper came out, McCartney visited San Francisco, carrying a tape with an unfinished version of "A Day in the Life." He gave it to members of the Jefferson Airplane, and the tape ended up at a local free-form rock station, KMPX, which put it into rotation, blowing minds all over the Haight-Ashbury community. The BBC banned the song for the druggy line "I'd love to turn you on." They weren't so far off base: "When [Martin] was doing his TV program on Pepper," McCartney recalled later, "he asked me, 'Do you know what caused Pepper?' I said, 'In one word, George, drugs. Pot.' And George said, 'No, no. But you weren't on it all the time.' 'Yes, we were.' Sgt. Pepper was a drug album."
In truth, the song was far too intense musically and emotionally for regular radio play. It wasn't really until the Eighties, after Lennon's murder, that "A Day in the Life" became recognized as the band's masterwork. In this song, as in so many other ways, the Beatles were way ahead of everyone else."

The world keeps spinning.

Cenas de um casamento




Bom bom é quando depois de anos de desaguisado e azedume duas pessoas minhas amigas, que são entre si ex-amigas, nos impõem que não podem ficar sentadas na mesma mesa durante o nosso casamento.
Agora multipliquem por 6 e está a festa de  "arrumar os convidados nas mesas" montada.

Por via das dúvidas tartes com chantilly e pernas de frango vão ficar arredadas do local das mesas.

P.s. Parte de mim deseja colocar todos os 6 numa única mesa, puxar uma cadeira e esperar até que algo aconteça.

Fim aos crédulos





Onde anda o valor da "palavra dada"?
Para onde foi a ética entre colegas de profissão?

Tenham muito medo. Isto só vai piorar.


Parece que me demiti de escrever aqui no blog. Nada mais errado. Até penso em  posts mais vezes do que quando estou em "momento de escriba". Acontece que tanta coisa, boa e amá, se vem desenvolvendo tanto na minha vida pessoal e professional como no País e mundo que fico com demasiada escolha e bloqueio. Esta sempre foi uma característica minha. Muita informação acaba com a máquina. Tenho na mente uma filinha de tarefas e assuntos e trato deles uma vez de cada vez (muito masculino da minha parte).

Assim sendo e como é agosto e as coisas estão mais calmas (não, não fui de férias mas a beleza do Agosto é que todos os outros estão de férias e não chateiam tanto) vamos lá retomar isto.


8.5.17

Blogotéque




Viajar para fora. Long time ago.
Viajar em Lisboa. Hoje.
Viajar em Portugal. No futuro (?).

7.5.17




A crescente e insana ideia de que de vez em quando os povos precisam de um ditador para arrumar a casa e fazer valorizar a liberdade.




Que aprendeste com mais um ano Lili?

Usar melhor o tempo. Fazer mais com menos.

Tirar um fim de semana e desaparecer para um lugar inóspito (e sem possibilidade de contacto) no dia de aniversário. Não ficar todo um dia ao telemóvel.

Ganhar controlo da minha vida! 


Como ouvir um concerto de Thurston Moore sem sair do sofá



Sobre a Baleia Azul



Pais e políticos americanos estão muito preocupados com o modo como esta série fala de suicídio na adolescência.
Podre.
A preocupação não é por jovens com tudo para viver se sintam tão mal que escolham morrer é mesmo por se falar disso.

E depois admiram-se por estes serem os mesmo que votaram no Trump.

O que dizer dos 32 anos


via GIPHY


São 32 Primaveras.
Desde os 23 que não faço particular esforço em as comemorar.
Estes são dias estranhos. Um dia, lá no passado, nós e a nossa mãe, em esforço mímico, lutámos por esse meu privilégio, respirar. 
Agora, para além do beijinho de amor partilhado com a família, o dia trás-me sempre uma sensação de tarefas incompletas. Tarefas futuras, algumas conhecidas e outras não, que me angustiam na sua possibilidade. 
Isto é a metade em que olho para  a frente hipotética. A outra parte do dia é a olhar para o passado real.nostalgia foi mais forte
Não sendo saudosista sinto-me sempre nostálgica. 

Hoje a  nostalgia foi mais forte. 

No dia em que fiz 32 anos soube que a minha escola preparatória foi demolida.
Era provisória há 26 anos. Era velha e estava abandonada há uma meia dúzia mas era a minha (e a nossa) escola.

Lembrei-me de coisas avulsas.

Primeiro as sensações.
O vento do fim da tarde a soprar por entre as árvores (que árvores?) junto ao pombal.
A angústia de ter que jogar em equipa nas aulas de educação física (eu sou mais livros).
O nervoso miúdinho ao entrar na escola com uma mini saia nova (todas as raparigas combinavam um dia para ir de mini saia).
Jogar à sirumba no pátio entre risos e gargalhadas.
Campeonatos de diablo e o orgulho de ser a melhor (foi a única coisa na vida em que fui a melhor). 
O banco em que ouvi a primeira K7 de Smashing Pumpkins gravada pelo João.

Depois os locais.
A parede de tijolo onde decorria o jogo do mata. Todos alinhávamos sem vontade.
As casas de banho com o interior pintado de verde.
As traseiras da escola em que fumávamos aparas de lápis enroladas em papel vegetal.
As outras traseiras da escola para onde ia  ler o jornal Blitz nas tardes de terça.
A sala de música onde ensaiámos o "Estou na lua".
As paredes escritas com corrector branco "Joana + Djaló ASF".
A rádio-escola com músicas pedidas: Metallica, Entre Aspas, Backstreey Boys e Mamonas Assassinas. 

Finalmente as pessoas.
O Ganzas. Bochechas rosadas. Sem pai. Só mãe. O mesmo fato de treino todos os dias.
O Marco Paulo. Loiro. Vindo da África do Sul. Sem maldade.
A Zhara. Mais velha. Chumbava sempre. Gozada pela maioria fugíamos da escola quando se sabia que o "pai está a chegar com uma caçadeira".
A Mercedes de Vil. A glamourosa e malvada professora de EVT. Essa disciplina essencial.
A Limoneto. Professora de Françês sempre com um toque de aguardente. Uma jóia.
O Alex. Cabelo loiro cortado à tigela. Queria ser jogador de futebol à la Ronaldo. Hoje é vendedor da Meo.
Os amigos com filhos quase na idade em que nos conhecemos. 
Os amigos que já desapareceram.
Os que foram embora.

32 anos e a tua escola é demolida.
Bem-vindo à idade adulta.

Uma curta por semana



Em resumo




Mais X-Files em breve. YEY!

Finalmente vi o novo Spider Man e a coisa está mesmo muito melhor que o Peter Parker insosso que nos foi servido no início deste milénio.

Não percebo o sururu em torno do Arca (music video em baixo) mas estou a tentar.... muito...

La La Land: para cada boa ideia (e boa execução) há uma linha de argumento merdosa que arruína todo o contentamento do espectador. E aquilo é tanto um musical como o A Vida é Bela.

Gostava de falar de livros mas só ando a ler obre o terramoto de Lisboa e coisas como epidemias por isso ia só ser um discurso muito aborrecido.




27.3.17




Se quiser muito alguma coisa, nada acontece.
Quando quero apenas um pouco que algo se dê, sem pôr muito esforço nisso, torna-se realidade.

A minha vida é a antítese de um livro de auto-ajuda.

25.3.17




O espaço que reservo no meu coração aos amores culturais é vasto e aconchegante. Muitos entram, alguns saem mas a maioria permanece ali constante dando um ar de sua graça alternadamente conforme as fases de vida.
Ultimamente ando a constatar que o cantautor português pelo qual caio redonda de paixão sempre que o ouço tocar/ cantar é o Samuel Úria. E a coisa tem-se vindo a agravar com o tempo.
Para além de músicas como a de cima descubro que em termos de gosto somos fac similes:

12,5




Ontem fui a uma entrevista para uma bolsa.
Entrei na sala. 
Pus um ovo.
Grasnei.
Saí.

Assim se explica o 12,5 do título deste post.

21.3.17

Legado





Não se trata de gostar ou não. Trata-se de conhecer a nossa genealogia musical. 

Há sítios que não penso visitar.
Não me imagino a ir ao Ground Zero do World Trade Center porque o que senti nesse dia foi uma mudança tão grande, de uma violência tão brusca, que não... obrigada pelo museu e memorial (nada contra) só que uma visista me parece despropositada.
Em Portugal não existem muitos sítios com esta carga histórica negativa de tal modo que torna a visita quase uma invasão (trataram, felizmente, de não musealizar a sede da PIDE) mas lembro-me de que me senti uma invasora quando decidi visitar o memorial a Catarina Eufémia, situado exactamente no local onde terá sido morta. Há uma sensação de voyerismo farsolas e não me venham com as homenagens.

Lembrei-me disto tudo, assim de forma mais ou menos avulsa, quando me deparei com a curta em cima.

De volta a Lisboa: impressões




1) As árvores estão floridas. Lisboa não tem bosques nem jardins decentes. Os nossos governantes acham que a flora existe para estar lá no alto, nas copas. Não há nada aos nossos pés. Em termos de natureza, nos lisboetas, somos humanos em poços. Sempre a olhar para cima.

2) Calorzinho maravilhoso. Pessoas giras outras estranhas. A sério, só estranhas. Transportes públicos a ficarem irrespiráveis em 3, 2, 1 semanas...

3) Há cada vez mais esplanadas e isso é bom. Não é bom que sejam apenas destinadas a turistas e os preços para uma garrafa de água sejam 10% de uma conta mensal de água canalizada. Fui comprar uma garrafa aos automáticos do metro.

4) Por falar no metropolitano. Metro a funcionar normalmente. Não devia mas é de assinalar.

5) Positivo: os portugueses andam todos orgulhosos por poderem voltar a falar francês. Motorista da Carris dixit e eu confirmo.

Teaser Tuesdays #2





Teaser Tuesdays é uma rubrica semanal organizada pela MizB do blog Should Be Reading. Todos podem participar! Basta seguir as regras:


- Pegar no livro que se está a ler;
- Abrir numa página aleatória;
- Partilhar duas frases dessa página;
- CUIDADO PARA NÃO INCLUIR SPOILERS!;
- Partilhar também o título e o autor do livro.

Teaser:


"A casa - quer simples gruta, ou até furna subterrânea, quer palácio, castelo ou ostal de poderosos e ricos - era a célula da vida, o abrigo seguro: um espaço de sociabilidade, um lugar de memória e de devoção. Encerrada no privado e inacessível, portanto, ao outro, era também a expressão da caridade - da caridade como nesses séculos ela era concebida, isto é: a esmola de um pão ou de uma escudela de sopa dados à porta, pois o mendigo que nela batia tanto podia ser Jesus como o Diabo: como sabê-lo?"



O mundo académico é suposto ser desafiante. E é! Mas não do modo como inicialmente possamos pensar. Agora que me iniciei na via sacra de obter o Pê-Agá-Dê reparo que a minha maior dificuldade é lidar com níveis de burocracia e desinformação à escala o godzilla (ou novo King Kong) da parte das universidades e FCT. Posso contar aqui que (quase) ninguém me conhece que ainda que a tese e a investigação estejam a correr muito bem quando alguém me pergunta pelo Pê-Agá-Dê coloco um ar de desalento e tristeza na cara porque apenas faço merda em tudo o que é secretarias.

Vou acabar com um Pê-Agá-Dê em serviços e competências públicas e isto deve ser a praxe...

20.3.17

Hoje


Aprendi que felicidade é ver a minha avó a soltar gargalhadas!

Set my mood!



Muita magia por aqui.

9.3.17

Set my mood




Só porque é a blogotèque. Só porque é Father Jonh Misty. Só porque é Paris.



O caminho para o trabalho não tem que ser sempre feio, mau e triste.
Nos pormenores ah!... A beleza.

Coimbra. Já dentro dos HUC. Hoje.

8.3.17

Hoje


Descobri a sala perfeita para trabalhar.

Sim, é numa biblioteca.

Não são os Champs Elysees*




*mas cada um tem a avenida que merece.


O mais difícil em ser é definir um limite para nós. Como órbitas de planetas que lhes permitem estar aparentemente livres no espaço sideral e que afinal estão tão confinados a um caminho como um eléctrico nos seus carris.
Qual a nossa elasticidade em ser? Se não esticamos os limites até aos 22 anos e o decidimos fazer depois somos doidinhos. Insanos remetidos à psicanálise. Só nos safamos de fazermos o que quisermos se formos para o chapitô ou assim enquanto é tempo.
Mas voltando aos limites. 
Há coisas que quero. Mas até que ponto? A minha órbita vai esticar até ao limite da minha paciência, da minha resilência, da minha vontade e quando não der mais vou dizer "escolhi outro caminho". Mas não. Foi mesmo o meu limite.
A questão das escolhas também é bonita e dá para todo um novo e longo post. Gosto particularmente de ouvir lições de vida de quem não fez uma única escolha. Ficou com aquilo que lhe caiu ao colo. Hoje são felizes. Não sabem sequer o que são limites. Planetas em órbitas circulares. 
Eu cá sou mais elipses. 

Teaser Tuesdays #1





Retomando um hábito de um blog anterior vamos começar a ter por aqui as Teaser Tuesdays. O que é? Então vamos lá.

Teaser Tuesdays é uma rubrica semanal organizada pela MizB do blog Should Be Reading. Todos podem participar! Basta seguir as regras:


- Pegar no livro que se está a ler;
- Abrir numa página aleatória;
- Partilhar duas frases dessa página;
- CUIDADO PARA NÃO INCLUIR SPOILERS!;
- Partilhar também o título e o autor do livro.

Teaser:

"Explica-se, portanto, muito bem que os séculos medievais tenham sido profundamente hostis aos estrangeiros. Não tanto pela sua alteridade biológica, pela sua carnação e pela sua pilosidade, nem talvez até pela sua língua ou religião; mas porque neles se suspeitava a existência de costumes específicos do grupo a que pertenciam: a imaginação substituía então o conhecimento."

5.3.17

Hoje






Depois de 9 anos aprendi que o 7, em Coimbra, tem uma rota circular. 
O meu conhecimento sobre vinhos é "bola". Zero.
Já o meu conhecimento sobre as regiões vitivinícolas é, quando penso sobre isso, bastante razoável. E melhor ainda, foi obtido na óptica do utilizador
Desde a cesta em que me colocaram, na sombra das videiras, quatro meses apenas, na minha primeira vindima beirã, até às experiências, já adulta, de coabitar com uvas e vinhas no Douro, no Alentejo e no Dão.
Com os sítios veem as pessoas e pelo caminho a experiência passou por partilhar noites de verão, copos na mão, com enólogos, donos de quinta, amigos que vão para as vindimas ganhar "dinheiro na mão" e com o cheiro aos lagares.

Ultimamente estou longe de vinhas. Mais no meio do betão. E eis que conheci A Essência. Pequeno programa da RTP que nos fala do vinho, mas também dos sítios e das pessoas. Vejo sempre uns três programas de cada vez e é como ver fatias de Portugal.
Comovo-me mesmo.

Para conhecer aqui.