1.1.18

My sleepy and cosy New Year´s Eve



E agora algo absolutamente novo...
A minha mãe diz que eu sou "de gancho" ou do contra e embora no momento fique aborrecida a verdade é que quando sou muito estimulada em ir num sentido me sinto como encurralada num canto e ao esbracejar por me libertar acabo por fazer tudo ao contrário.

Foi assim que depois de todo um Dezembo a ser bombardeada com planos de Ano Novo dei comigo a dizer aos meus que esta passagem de ano ia estar em casa, sozinha, descontraida e que nem valia ligarem às 00h porque o mais certo seria já estar a dormir.

Tenho amigos e família cinco estrelas que me permitiram esta "bizarria". 

Assim depois de jantar nuggets de frango e de trabalhar no PhD até as 20h refastelei-me no sofá com
1) uma caneca de chá bem quente de erva cidreira (provavelmente responsável por ter adormecido antes das 11 e 30h)
2)  dois gatos lanudos e a pedir mimos (igualmente responsáveis)
3) 3!!! revistas que estavam empatadas desde início de dezembro (lidas. hurray)
4) Netflix a dar Stranger Things 2 (4 episódios depois... so far so good)

Pelo meio dos sonhos ainda ouvi foguetes o que foi um bónus. 
E foi assim que entrei em 2018. Seja todo o ano tão tranquilo e já vence a 2017.

14.9.17

Ainda existem videoclips #1



Portugal insólito (com autárquicas à vista)





- Proibição de jogos de futebol em dia de eleições. E de festivais, praticar o amor e frequentar restaurants estrelas michelan com 5 pratos ou mais. Já explicar aos cidadãos que o voto é um direito e um dever está quieto que dá muito trabalho.

- Livros (para menino e para menina, um insólito só por si) são proibidos! Amanhãs que cantam  são apenas para alguns.

- O candidato do PSD a Loures continua a existir.

- O Cavaco continua a existir.

Todo o País pára para discutir as "adaptações" musicais do Toni:



"
O que é uma ideia?
É um filho que crias e não queres dar para adoção,  porque achas que só tu é que vai dar condições criativas para crescer de forma saudável e única.
"
Miguel Peres

Courtney meets Corgan


"Our love is quicksand 
So easy to drown
They steal the gravity, yeah
From moving ground
Remember, you promised me
I'm dying, I'm dying, please
I want to, I need to be
Under your skin"

Aquele momento em que uma música obscura junta o matrimónio de Love e Cobain sob a batuta de Builly Corga naquela que é a música mais smashing pumpkins fora dos pumpkins (fase Adore).


"He and I were the top two scribes, and everybody else was a distant third.”"

Billy Corgan on Kurt Cobain

E sim, Billy e Courtney eram, por esses dias, amantes. 

14.8.17

Set my mood!


Jemina Kirk <3

6.8.17

Sítios onde afinal não vou passar a Lua de Mel... mas queria








A Escócia sem restrições de tempo.




Quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré.

Num mundo pré-crop esta era a foto que tinha ficado mal. agora é dar uns arranjos laterais , por uma bonita skin et voilá.

Férias de instagramer.


O lugar chama-se Mizarela e fica na serra da Estrela (Guarda).

Vão falar mal. Eu adorei.



1.8.17

Cenas de um casamento



Visitar "quintas" caríssimas e supé originais em que o toque rural é dado com fardos de palhas e móveis ´tasse bem da IKEA.




Teaser Tuesday





- Pegar no livro que se está a ler;
- Abrir numa página aleatória;
- Partilhar duas frases dessa página;
- CUIDADO PARA NÃO INCLUIR SPOILERS!;
- Partilhar também o título e o autor do livro.

Teaser:


"Anos mais tarde soube que era tudo invenção, contou-me ele ou talvez o que ele me contou seja a verdadeira invenção, ou talvez seja tudo mentira ou tudo verdade, talvez ele tenha estado sempre aqui, ao nosso lado, longe, e isto, mas não lho posso dizer, é comédia, uma vida a correr como um filme mudo, se me demorasse mais em cada fotograma talvez pudesse ver a tragédia, se a vida dela me passasse em frente em câmara lenta talvez eu pudesse dizer que triste é a tua vida, Fion, mas foi tudo rápido de mais, ele uma marioneta desarticulada, a abanar os braços, as pernas, a cabeça a pender-lhe para o ombro, uma figura lamentável, um boneco de feira, a gritar:
Fazes ideia do que são trinta anos na merda? Não fazes?"


As Primeiras Coisas, Bruno Vieira do Amaral

31.7.17





“When we got to the part where we had to improvise an argument in a poetic language, I got cold feet. "I can't do this," I said. "I don't know what to say."

"Say anything," he said. "You can't make a mistake when you improvise."

"What if I mess it up? What if I screw up the rhythm?"

"You can't," he said. "It's like drumming. If you miss a beat, you create another."

In this simple exchange, Sam taught me the secret of improvisation, one that I have accessed my whole life.”





Pitroil


E sobre esse antro venezuelano de comunistas comedores de criancinhas o que é que os países capitalistas e garantes de liberdades tem a dizer?



Mas do preto. E de preferência bem baratinho.

Sítios onde afinal não vou passar a Lua de Mel... mas queria


Volta de carro à Islândia.










The Americans é só uma das melhores séries do momento. Com uma subtileza desarmante para conhecedores de "tv shows" mas difícil de absorver por quem gostar de "explosões e porrada" contam-se aqui os meandros da vida de dois espiões russos nos USA dos anos 80. Para além de todas as linhas de argumento o contexto histórico é esmiuçado com verdade. Para mim, que trabalho a história, isto é ouro. Mas depois há momentos em que estamos presos por fios de tensão e os fazedores da série decidem levarnos ao limite tocando o Slices of Life dos Bauhaus.

Isto, meus senhores, é luxo de categoria Hermés.

Outro luxo é toda a imagem promocional da série. Algo que existindo para outros Tv Shows é aqui superiormente depurado.










Como ouvir um concerto de Lianne LaHavas sem sair do sofá



30.7.17




Lembro-me bem de quando ouvi pela primeira algumas bandas mas há músicas que sempre fizeram parte do meu mundo (vida, portanto) porque habitavam nas k´7s que o meu pai tinha no carro (Beatles, por exemplo).
É muito estranho ouvir estes miúdos falarem de Nirvana como uma banda que os pais deles (logo adultos com a minha idade geracional) tocam no carro.

De repente os Nirvana podem ter uma aura ainda mais mítica. Um dia os míudos chegam aos amigos com um "Heart shapped box" no telemovel e os amigos (claramente fans de Jay-Z, David Guetta e Queen B) fazem um ar pânico e confusão como os meus amigos amantes de Hélder o Rei do Kuduro* e Paradox** me fizeram quando lhes dei a ouvir isto


"After their August 29th, 1966, concert in San Francisco, the Beatles left live performing for good. Rumors of tension within the group spread as the Beatles released no new music for months. "People in the media sensed that there was too much of a lull," Paul McCartney said later, "which created a vacuum, so they could bitch about us now. They'd say, 'Oh, they've dried up,' but we knew we hadn't."
With Sgt. Pepper, the Beatles created an album of psychedelic visions; coming at the end, "A Day in the Life" sounds like the whole world falling apart. Lennon sings about death and dread in his most spectral vocal, treated with what he called his "Elvis echo" — a voice, as producer George Martin said in 1992, "which sends shivers down the spine."
Lennon took his lyrical inspiration from the newspapers and his own life: The "lucky man who made the grade" was supposedly Tara Browne, a 21-year-old London aristocrat killed in a December 1966 car wreck, and the film in which "the English army had just won the war" probably referred to Lennon's own recent acting role in How I Won the War. Lennon really did find a Daily Mail story about 4,000 potholes in the roads of Blackburn, Lancashire.
Lennon wrote the basic song, but he felt it needed something different for the middle section. McCartney had a brief song fragment handy, the part that begins "Woke up, fell out of bed." "He was a bit shy about it because I think he thought, 'It's already a good song,'" Lennon said. But McCartney also came up with the idea to have classical musicians deliver what Martin called an "orchestral orgasm." The February 10th session became a festive occasion, with guests like Mick Jagger, Keith Richards, Marianne Faithfull and Donovan. The studio was full of balloons; the formally attired orchestra members were given party hats, rubber noses and gorilla paws to wear. Martin and McCartney both conducted the musicians, having them play from the lowest note on their instruments to the highest.
Two weeks later, the Beatles added the last touch: the piano crash that hangs in the air for 53 seconds. Martin had every spare piano in the building hauled down to the Beatles' studio, where Lennon, McCartney, Ringo Starr, Martin and roadie Mal Evans played the same E-major chord, as engineer Geoff Emerick turned up the faders to catch every last trace. By the end, the levels were up so high that you can hear Starr's shoe squeak.
In April, two months before Sgt. Pepper came out, McCartney visited San Francisco, carrying a tape with an unfinished version of "A Day in the Life." He gave it to members of the Jefferson Airplane, and the tape ended up at a local free-form rock station, KMPX, which put it into rotation, blowing minds all over the Haight-Ashbury community. The BBC banned the song for the druggy line "I'd love to turn you on." They weren't so far off base: "When [Martin] was doing his TV program on Pepper," McCartney recalled later, "he asked me, 'Do you know what caused Pepper?' I said, 'In one word, George, drugs. Pot.' And George said, 'No, no. But you weren't on it all the time.' 'Yes, we were.' Sgt. Pepper was a drug album."
In truth, the song was far too intense musically and emotionally for regular radio play. It wasn't really until the Eighties, after Lennon's murder, that "A Day in the Life" became recognized as the band's masterwork. In this song, as in so many other ways, the Beatles were way ahead of everyone else."

The world keeps spinning.

Cenas de um casamento




Bom bom é quando depois de anos de desaguisado e azedume duas pessoas minhas amigas, que são entre si ex-amigas, nos impõem que não podem ficar sentadas na mesma mesa durante o nosso casamento.
Agora multipliquem por 6 e está a festa de  "arrumar os convidados nas mesas" montada.

Por via das dúvidas tartes com chantilly e pernas de frango vão ficar arredadas do local das mesas.

P.s. Parte de mim deseja colocar todos os 6 numa única mesa, puxar uma cadeira e esperar até que algo aconteça.

Fim aos crédulos





Onde anda o valor da "palavra dada"?
Para onde foi a ética entre colegas de profissão?

Tenham muito medo. Isto só vai piorar.


Parece que me demiti de escrever aqui no blog. Nada mais errado. Até penso em  posts mais vezes do que quando estou em "momento de escriba". Acontece que tanta coisa, boa e amá, se vem desenvolvendo tanto na minha vida pessoal e professional como no País e mundo que fico com demasiada escolha e bloqueio. Esta sempre foi uma característica minha. Muita informação acaba com a máquina. Tenho na mente uma filinha de tarefas e assuntos e trato deles uma vez de cada vez (muito masculino da minha parte).

Assim sendo e como é agosto e as coisas estão mais calmas (não, não fui de férias mas a beleza do Agosto é que todos os outros estão de férias e não chateiam tanto) vamos lá retomar isto.