9.3.17

Set my mood




Só porque é a blogotèque. Só porque é Father Jonh Misty. Só porque é Paris.



O caminho para o trabalho não tem que ser sempre feio, mau e triste.
Nos pormenores ah!... A beleza.

Coimbra. Já dentro dos HUC. Hoje.

8.3.17

Hoje


Descobri a sala perfeita para trabalhar.

Sim, é numa biblioteca.

Não são os Champs Elysees*




*mas cada um tem a avenida que merece.


O mais difícil em ser é definir um limite para nós. Como órbitas de planetas que lhes permitem estar aparentemente livres no espaço sideral e que afinal estão tão confinados a um caminho como um eléctrico nos seus carris.
Qual a nossa elasticidade em ser? Se não esticamos os limites até aos 22 anos e o decidimos fazer depois somos doidinhos. Insanos remetidos à psicanálise. Só nos safamos de fazermos o que quisermos se formos para o chapitô ou assim enquanto é tempo.
Mas voltando aos limites. 
Há coisas que quero. Mas até que ponto? A minha órbita vai esticar até ao limite da minha paciência, da minha resilência, da minha vontade e quando não der mais vou dizer "escolhi outro caminho". Mas não. Foi mesmo o meu limite.
A questão das escolhas também é bonita e dá para todo um novo e longo post. Gosto particularmente de ouvir lições de vida de quem não fez uma única escolha. Ficou com aquilo que lhe caiu ao colo. Hoje são felizes. Não sabem sequer o que são limites. Planetas em órbitas circulares. 
Eu cá sou mais elipses. 

Teaser Tuesdays #1





Retomando um hábito de um blog anterior vamos começar a ter por aqui as Teaser Tuesdays. O que é? Então vamos lá.

Teaser Tuesdays é uma rubrica semanal organizada pela MizB do blog Should Be Reading. Todos podem participar! Basta seguir as regras:


- Pegar no livro que se está a ler;
- Abrir numa página aleatória;
- Partilhar duas frases dessa página;
- CUIDADO PARA NÃO INCLUIR SPOILERS!;
- Partilhar também o título e o autor do livro.

Teaser:

"Explica-se, portanto, muito bem que os séculos medievais tenham sido profundamente hostis aos estrangeiros. Não tanto pela sua alteridade biológica, pela sua carnação e pela sua pilosidade, nem talvez até pela sua língua ou religião; mas porque neles se suspeitava a existência de costumes específicos do grupo a que pertenciam: a imaginação substituía então o conhecimento."

5.3.17

Hoje






Depois de 9 anos aprendi que o 7, em Coimbra, tem uma rota circular. 
O meu conhecimento sobre vinhos é "bola". Zero.
Já o meu conhecimento sobre as regiões vitivinícolas é, quando penso sobre isso, bastante razoável. E melhor ainda, foi obtido na óptica do utilizador
Desde a cesta em que me colocaram, na sombra das videiras, quatro meses apenas, na minha primeira vindima beirã, até às experiências, já adulta, de coabitar com uvas e vinhas no Douro, no Alentejo e no Dão.
Com os sítios veem as pessoas e pelo caminho a experiência passou por partilhar noites de verão, copos na mão, com enólogos, donos de quinta, amigos que vão para as vindimas ganhar "dinheiro na mão" e com o cheiro aos lagares.

Ultimamente estou longe de vinhas. Mais no meio do betão. E eis que conheci A Essência. Pequeno programa da RTP que nos fala do vinho, mas também dos sítios e das pessoas. Vejo sempre uns três programas de cada vez e é como ver fatias de Portugal.
Comovo-me mesmo.

Para conhecer aqui.  

4.3.17

29 anos e uma depressão










Ren Hang
a prova de que o tempo não é preciso para nada 
quando se é imensamente bom

Óscares...




Dos nomeados que vi


Moonligth
Manchester by the Sea
Hell or High Waster (este o meu preferido dos 5)
Fences
Arrival

cheira-me que quem devia ter ganho era o Silence do Scorcese.

Mas isto de Óscares já se sabe... ainda alguém se lembra dos filmes no ano passado?
Vou casar.
No outro dia fui com o noivo e os futuros sogros entregar convites a três famílias diferentes.
Como é uma actividade tão bonita e com que sempre sonhei fui parcimoniosamente acompanhando com copos de vinho. Conforme os oferecidos ora branco ora tinto.
Outra casa um copo de ginginha e por aí adiante.
Noite. Terminei a jantar com os futuros sogros. Mais vinho.
No dia seguinte... ressaca.  

É isto que é crescer e ter família. Deixamos de sair à noite, apanhar bubas com os amigos e ter ressacas no dia seguinte. Agora saímos de dia, com os futuros sogros, ficamos bêbados e na mesma temos ressacas. Só que estas são ainda mais tristes.

A parte boa é que conheci as Regalheiras de Lavos.



Descobri hoje... uma pérola



"I found music to be the therapy of choice. I guess it is for a lot of people."

 David Byrne

20.2.17

...todos os dias...



The Old Man and Death

Joseph Wright of Derby 


"O meu fim é uma coisa de que estou ciente, que quase posso tocar. Mas sem jamais acreditar que é o fim. A nossa capacidade de ilusão é uma coisa infinita."

Eduardo Lourenço 

15.2.17

Pim, pam, pum


Pim!

(João Aguardela chama a Sandra com o seu acordeão)



Pam!

(João Aguardela chama Mitó com sua voz cheia)



Pum! 

(Sandra e Mitó tecem mantas aguardelianas)




Ainda Bowie (e ainda bem)




"Mais de um ano depois da sua morte, descubro-me de vez em quando a ouvir Blackstar e a imaginar Bowie a escapar a um ecrã de televisão e a anunciar que quem morreu foi Lazarus, não ele.

Noutros imagino Iman com um sorriso matreiro, num qualquer terraço ao sol, a sussurrar «Já era tempo de te livrares do Bowiequerido Mr. Jones»."



Segundo amiga emigrada no país do Brexit a razão de ela não querer ficar para sempre em terras de sua majestade está toda muito bem explicadinha na seguinte canção (já viram que agora ninguém diz canção?):


5 minutos de história musical



Um segredo feliz.

13.2.17



Jane Goodall



Humanos. Primatas. Animais sociais.
É isso.
Não se contam as vezes em que já fui salva de mim mesma por outros.
Hoje foi um dia assim.
Eu seria diferente se fosse de outro modo.