4.2.17
Marquises
A minha casa tem uma marquise, azulejos com flores cor-de-rosa na casa de banho e tacos envernizados no chão. Tem também o primeiro volume do Em Busca do Tempo Perdido e o Ulisses. Ambos à espera de serem lidos quando, me mudar para um apartamento nas Avenidas Novas ou um pequeno casebre de pedra numa aldeia abandonada. Escolha auto-exclui um dos volumes. E a autora do texto cuja curiosidade intelectual anda desencontrada das suas qualidades de gestora.
Antes assim.
23.10.16
Desde 1856. Realidade a dispensar metáforas.
Marquesa de Rio Maior sobre a viagem inaugural do Comboio em Portugal (Lisboa-Carregado):
"A máquina, escusado será dizer das mais primitivas (mais parecia um garrafão), não tinha força para puxar todas as carruagens que lhe atrelaram; e fora-as largando pelo caminho. Algumas de convidados nos Olivais. O wagon do cardial patriarca e do cabido ficou em Sacavém; mais um, recheado de dignatários, ficou ao desamparo na Póvoa. (...) Esses desprotegidos da sorte semeados pela linha ao acaso das debilidades da tração acelerada, só chegaram alta noite a Lisboa (...)"
1.8.16
Hemingway em Valencia, Espanha 1937. Por Robert Capa
"Estávamos sentados nas profundas poltronas de couro, com o champanhe no balde e as nossas taças na mesa entre nós os dois.
- Se chegar à minha idade, acabará por achar muitas coisas estranhas.
- O senhor nunca dá a impressão de ser velho.
- É o corpo que é velho. Às vezes assalta-me o receio de partir um dedo como se ele fosse um pau de giz. Mas o espirito não envelheceu e não se tornou muito mais sensato.
- O senhor é um homem cheio de bom senso.
- Não, aí é que está o erro; a sabedoria dos velhos. Os velhos não s tornam sensatos, o que se tornam é prudentes.
- Talvez isso seja sabedoria.
- É uma sabedoria muito pouco atraente."
Ernest Hemingway in O adeus às armas
Etiquetas:
lido por aí,
palavras são como o éter,
pérolas de saberoria
26.7.16
25.7.16
"Não entendo... Agora parece que os tipos com problemas psicológicos podem logo agarrar numa arma e desatar a matar. Já se perdeu a fina arte de preparar um homicídio com pelo menos uma semana de antecedência. A psicopatia está em decadência... e nem quero falar do canibalismo. O Jeffrey deve estar às voltas no túmulo. "
24.7.16
Ler jornais é hoje um exercício bem mais estimulante. Para além de sermos informados das notícias, ainda temos que preparar o crivo ideológico e lembrar quem são os donos dos pasquins. Um verdadeiro ginásio para o cérebro.
A coisa torna-se quase idêntica a ler aquelas revistinhas vendidas em bombas de gasolina o "Só Rir".
26.4.16
Tributo
a ideia de a arte originar mais arte... da tragédia como motor criativo e tal é banal mas verdadeira
há algo do ser humano que vive de se apropriar do alheio. se não forem as coisas, ou as frases, pode ser a vida toda. até lhe inventámos um nome: inspiração.
Lili acha que consegue dominar várias coisas.
Acumula tarefas como se fosse mãe de 11 filhos (que não é).
Chega a casa com o tempo do banho e do jantar contado para que possa despachar o máximo do trabalho de computador que tem para fazer.
Lili está há mais de uma hora a ler blogues.
Acha também que o melhor modo de interromper este ciclo de inércia é vir ao seu próprio blog deixar esta posta de pescada.
Etiquetas:
a história da gente,
paper work,
postas de pescada,
so this is evolution?
25.4.16
Subscrever:
Mensagens (Atom)









