12.4.16
11.4.16
DNA
Durante 4 anos fiz 10 vezes por semana o eixo Odivelas - Cidade Universitária. Primeiro de autocarro e depois de metro.
Durante 4 anos fui acompanhada por muitos livros e revistas mas a minha constante semanal era sempre a DNA. Foi lá que fiquei a conhecer Llhasa de Sela e os primores da imprensa regional, por exemplo.
Deixou um espaço, ainda, vazio.
10.4.16
O Soares Filho decidiu que não estava para ser ministro. Ou então achava que podia mais do que realmente podia. Entre o suicídio voluntário e o involuntário vai ficar sempre um ponto de interrogação mas o que me anda a incomodar mesmo é saber quem poderá ser um bom ministro da cultura. Não os houve, independentemente da cor partidária, desde que me lembro. De há 13 anos para cá, por a minha profissão prestar contas ao ministério da cultura, estou mais atenta e continuo sem discernir um único que se aproveitasse. E já se tentou de tudo: agentes culturais, humanistas (Carrilho? sic), músicos, escritores, antigos presidentes da câmara, produtores... Acho que se tem assistido a uma visão muito compartimentada da cultura de que é culpada, em parte, a divisão exagerada em institutos e centros dentro do ministério. Para fazer orçamentos é uma dor de cabeça porque é mais simples se estes forem estanques mas sendo estanques não há articulação. O que falta é uma visão de conjunto.
A cultura é antes de mais um conceito e um meio. O conceito é essencialmente pessoal (o que eu assumo como cultura) mas também quantitativo (a quantidade de cultura de uma pessoa, comunidade e, neste caso, País). Ora neste ultimo ponto estamos - felizmente - bem colocados. Portugal tem vasta história cultural que cobre todas as artes e patrimónios e praticamente todo o globo. Ao nível individual, e basta falar com alguém de classe baixa em Londres e alguém de classe baixa em Lisboa, há uma falha de enorme envergadura. É aqui que este ministério tem que actuar. Na articulação com a educação. Tem que se explicar qual a vantagem de conceder subsídio ao filme X, porque é que a peça Y é pertinente ou a exposição X, financiada com os nossos impostos, deve ser visitada por todos. Num Estado democrático a cultura não pode ser da elite tem que ser de todos. Trabalho frequentemente com pessoas sem a 4ª classe que (e viva a democratização dos meios de informação) devoram documentários sobre animais e história. Ainda assim, a título de exemplo, acham que os Jogos Olímpicos foram inventados por Hitler (a sério aconteceu). Na cultura, tal como mais especificamente no património, acarinha-se e preserva-se o que se entende e para entender é preciso conhecer. Não é só distribuir apoios aqui e ali de uma maneira autofágica.
Do outro lado da moeda está a cultura como meio. Meio de atracção para gerar receitas ,isso mesmo! Porque se estamos de acordo que esta é uma economia capitalista estamos de acordo que é preciso gerar dinheiro. E as coisas não se podem manter apenas com os nossos impostos. Esta linha de pensamento foi seguida de dois modos muito diferentes em países como França e Inglaterra. No primeiro caso iniciou-se há muitos anos o licenciamento das obras nos museus para fins comerciais (qualquer obra que apareça num filme, por exemplo, foi licenciada). Em Inglaterra, com a política de acesso gratuito às exposições permanentes dos museus nacionais criou-se um mercado: as pessoas voltam regularmente para as exposições temporárias, sempre muito bem montadas e de grande interesse e acabam por investir muito nos souveniers. Em Portugal caiu o Carmo e Trindade com a gratuitidade dos domingos. Que os museus não iam ter lucro, que se ia ter que cortar no pessoal, etc... Ora os museus não devem ter lucro com os seus acervos permanentes, que estão em exposições montadas há mais de 20 anos e que pertencem a todos nós, os cidadãos. Devem isso sim investir na formação e rotatividade de exposições (temporárias e pagas) e na divulgação da sua imagem e espólio (souveniers). Estes últimos para além de dois catálogos sempre disponíveis (da exposição permanente e da temporária, uma utopia... não existem em lado nenhum) deveria incorporar vários suportes das peças expostas que se enquadrassem numa política de preços (dos muito baratos aos muito caros) e de tipo de público (desde as crianças até aos idosos passando por várias profissões).
Este texto não tem grande unidade mas saiu a quente por isso aqui fica para memória futura. A cultura é dos ministérios com mais potencialidades, deve ser gerido por alguém que não é uma estrela rock mas sim pessoa de reflexão. A cultura, antes de mais, deve ser pensada.
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9.4.16
Ainda Janeiro não tinha acabado e já 2016 tinha deixado a sua marca
A minha viagem ao Norte foi muito mais que formativa. Sozinha e com uma rota a seguir foram poucas as fotografias tiradas. Ando a aborrecer-me com todas as imagens. Prefiro usufruir. Isso é uma coisa que tem chegando de pantufas com os anos.
A chegada à capital do país escocês é das bonitas que tive o prazer de experimentar. Mais de 15 minutos sobre o rio, as pontes e as ilhas. Tempo suficiente para reviver os livros e os filmes chave. Já estava rendida e ainda não tinha colocado os pés em terra.
Edimburgo é uma cidade lindíssima. Começo a ter inveja das pessoas que vivem nestes locais com muito terreno plano e boas ruas para andar de bicicleta. O céu não costuma estar azul (segundo relato de amigos residentes) e o frio é mais que muito. Gosto muitíssimo. Visitei a Biblioteca Nacional da Escócia que não envergonha o país. E... corri em Princess Street.
Saí da Escócia num comboio inglês no meio de uma tempestade de neve (ah as almas românticas encontraram aqui abrigo seguro). O campo e costa que visitei com o olhar (Northumbria) durante a viagem até Durham eram deslumbrantes. Voltarei, um dia. Equipada com vontade, dinheiro e um amigo que queira conduzir do lado errado da estrada.
Durham é uma cidade de conto de fadas. Reparei que o meu deslumbramento imediato à vista de cada nova localidade é inversamente proporcional às gruas que se elevam nos céus. Aqui não há gruas. A cidade é mágica. As pessoas são simpáticas. Aceitam dinheiro escoçês sem fazer má cara e levam-nos a provas de vinhos. Voltarei.
O prazer de viajar sozinha está a crescer. Talvez com um irmão seja igualmente recompensador, não há grandes fretes que se faça com irmãos. Com um amante é capaz de tornar a coisa mais como uma paisagem do que uma vivência. Amigos só muito selecionados... aqueles que amamos como a irmãos.
8.4.16
Dias Úteis
Seminário de doutorandos. Patologia oral de Palencia e procedimentos cirúrgicos nos hospitais. Tudo em gente que - pelo menos - morreu há 100 anos. Biblioteca Geral da Universidade: o buraco negro onde se escondem as almas estudiosas mais atormentadas (um dia farei aqui o devido post sobre este local tão místico). Casa. Começar a ver o ultimo filme do Gaspar Noé. Um segundo e uma pila depois decido que não é o melhor dia. Biblioteca Geral. Gente do secundário que veio visitar a instituição entra na sala de leitura aos berros. Oiço um toque do Bieber. Morro um pouco por dentro e julgo que a chinesa ao meu lado deixou cair uma lágrima. Encarregam-me de zelar por uma sala que não frequento (se não a começar a frequentar ela desaparece, deixa de ser sala). Casa. Noe? Better call Saul para acalmar. Trabalho no Porto. 6 da manhã estou de pé entusiasmada. "Que bom é este trabalho que me permite ir ao Porto a meio da semana!". 9 horas, no Porto. O local de trabalho é dos mais bonitos que tive. Afinal em Gaia, junto ao antigo Hard Club. Prazeres meus. Vista deslumbrada e descoberta de todo o monte Porto. Passadas duas horas o trabalho está terminado. Vou passear até à hora do expresso. O Porto está giro! Dá vontade de viver ali. Muita gente, turistas pouco usuais, pessoas que param na rua a olhar. Muito bonito. Também lá há mendigos e sem-abrigo. Toda a fruta fica podre. Voltar. Casa. Better call Saul. Dia na Biblioteca Geral. Os tipos de direito são os piores. Estudam (ou decoram falas como um actor) batendo com as mãos na cabeça. Eu cá que sou de humanidades e ciências menos exactas assusto-me. Estou habituada a compreender e não a calcar informação. Missão Biblioteca Geral cumprida. Vou a um bar e a única coisa que ingiro são batatas fritas. Sinal claro de que estou a levar a sério o doutoramento (ou que já tenho pouco dinheiro/ neurónios para gastar). Casa. Better call Saul. Aulas. Almoço com amigos na esplanada. Meia hora a ver uma criatura estacionar o carro meio em cima do passeio meio na estrada. Limpar o mail (não concluído). Pesquisar sobre congressos. Lavar a roupa na lavandaria da universidade. Texas. Cada um armado com o seu saco do Continente cheio de roupa suja a querer ficar em primeiro na fila para as máquinas de lavar. Casa. Filme do Gaspar Noé. Pausa para vir aqui escrever esta parvoíce em que omito metade das minhas alegrias semanais e a totalidade das minhas tristezas. Soares Filho e Vasconcelas mostraram a cara. Woodkid mostra o génio. Não há como boas notícias que nos prepararmos para o fim de semana.
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5.4.16
É por Ti que Vivo
Amo o teu túmido candor de astro
a tua pura integridade delicada
a tua permanente adolescência de segredo
a tua fragilidade acesa sempre altiva
Por ti eu sou a leve segurança
de um peito que pulsa e canta a sua chama
que se levanta e inclina ao teu hálito de pássaro
ou à chuva das tuas pétalas de prata
Se guardo algum tesouro não o prendo
porque quero oferecer-te a paz de um sonho aberto
que dure e flua nas tuas veias lentas
e seja um perfume ou um beijo um suspiro solar
Ofereço-te esta frágil flor esta pedra de chuva
para que sintas a verde frescura
de um pomar de brancas cortesias
porque é por ti que vivo é por ti que nasço
porque amo o ouro vivo do teu rosto
António Ramos Rosa, in 'O Teu Rosto'
4.4.16
Uma Páscoa portuguesa com certeza
Os meus pais gostam muito de juntar a família em torno dos feriados. Tanto vale para a Páscoa como para o 25 e Abril. Desta vez o ajuntamento levou-nos ali para o lado de Mafra e o meu pai, meio investido pela nostalgia meio pela falta de noção de que a filha mais nova (que não sou eu) já tem 22 anos quis ir buscar farturas ao Sobreiro. Para quem não sabe o Sobreiro é uma pequena aldeia à beira da estrada conhecido por ter um parque de diversões rural. Tem direito a todas as profissões de artesãos em cada casinha e ainda a alguns extras como a escola primária dos tempos do estado novo, uma nora (que muitas crianças não conhecem se não dali), um moinho, etc. Foi tudo ideia de um senhor (O Sr. Franco), autodidacta, muito empenhado.
Comentário de visitante nº1 enquanto as crianças felizes corriam por todo o lado: - Isto é muito engraçado realmente mas o homem não devia ter mais nada para fazer.
Comentário de visitante nº2 para a cria de uns 7 anos - Põe aí junto à "azenhe". Isso servia para os burros fazerem exercício...
Comentário de visitante nº3, Pessoa com 35 anos, com ar de morar numa boa vivenda da Linha, na fila para comprar pão com chouriço - Vês o que eu te digo Miguel... na altura davam pão com chouriço às crianças pobres da escola....
Pois é Sr. Franco not enough, not enough.
A vossa escriba, na dita aldeia, em torno do ano 2000, quando era uma jove, tinha pele lisa e suave e acreditava ser boa ideia ir namorar para os locais onde tinha sido feliz na infância. Obviamente esse namoro não pegou.
3.4.16
2.4.16
Diz que passa no IndieLisboa
"On stage I make love to twenty five thousand people; and then I go home alone."
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Trump desiste da corrida presidencial e torna-se júri no So do you think you can dance?. Os atentados dos DAESH terminam para todo o sempre porque se descobre que o petróleo é muito poluente investindo-se em combustíveis renováveis e quase gratuitos. Lulilma vai em peregrinação a Lhasa onde descobre os ensinamentos de Sidharta. Larga o poder e altera as suas práticas de modo a fazer meditação pelo menos três vezes por dia e iniciando o nobre caminho octuplo de modo a terminar com o sofrimento e beneficiar de um melhor samsara. Angela vai a Cannes mas escolhe ficar na praia a apanhar Sol. Goucha bane Tininha e apresenta agora um programa literário na Antena 1. Tininha muda-se para os states e é a nova boss do The Apprendice. Emigrantes começam a usar o avião após formação intensiva. O novo Marcelo de Belém arranja um cão.
Terminou a March Madness. Regressaremos à vida real em breve.
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29.3.16
Onde se disserta sobre a razão porque que todas as filhas dos anos 90 e 00 deviam ver a série do O.J. Simpson
Marcia Rachel Clark, a real e a interprete (Sara Paulson)
Mais do que se é culpa do ou não a série American Crime Story - O.J. Simpson devolve-nos um mundo pré 11 de Setembro. Quando se observa toda a investigação do crime em análise o que nos surge na mente é "como é que só fizeram isto? como é que não viram aquilo?". Uns 10 anos a ver programas como CSI (que estrearam pouco mais de 6 anos depois do caso O.J.) fazem do público melhores inquisidores.
No entanto o que marca mais é o modo como Marcia - a procuradora principal - é tratada. De tão espantava até fui ver se assim era mesmo. Ora acontece que Marcia é inicialmente a personagem que tem a faca e o queijo na mão. A verdade parece estar do seu lado. Mas a sua condição de mulher enfraquece-a. Divorciada e mãe de filhos é confrontada desde logo com o tempo que pode dispensar a uma investigação desta envergadura. Quando não consegue estar com as crianças e se vê obrigada a pedir ajuda ao ex-marido é descrita por este como má mãe. A meio do julgamento a sua imagem é criticada ao mais alto nível (espectadores, comentadores, chefes hierárquicos, colegas) sendo a sua opção mudar de imagem. Fotos suas na praia são divulgadas na imprensa. Se grita, em tribunal, é histérica. Se está saturada de todo o processo é depressiva. Neste 20 anos muito mudou. Uma mulher que trabalhasse por si mesma, há 20 anos, era uma guerreira porque todo o mundo puxava no sentido contrário. Vale a pena ver a pobre Marcia a perder um caso "ganho à partida" muito por ser mulher. Mas vale a pena pensar se hoje, à nossa volta, não existem outros tantos casos assim.
28.3.16
BALADA PARA UMA AMIGA VESTIDA DE TERNURA
(...)
...
Amiga, doce amiga,
a tua voz cria as cidades para mim.
As palavras do poema, comovidas,
Percorrem-te os cabelos,
alimentam
o tecer amoroso dos teus gestos.
Amiga, terna amiga,
as tuas mãos abrem em mim os oceanos.
A sombra os antigos sofrimentos
derrotada se esvai
na incrível luz
do teu sorriso de água e liberdade.
Amiga, meiga amiga,
no verde abrigo dos teus olhos eu descanso.
Quantas árvores se erguem, quantos muros
se abatem, quantos rios
desaguam
na confluência dos nossos olhares!
Amiga, querida amiga,
A ternura que me dás viaja-me no sangue.
Sinto que em ti despertam os jardins
onde acontece a vida
e cresce o ritmo
do grato coração com que te canto.
MÁRIO DOMINGOS, in O DESPERTAR DOS VERBOS (Edium Editores, 2011)
(...)
...
Amiga, doce amiga,
a tua voz cria as cidades para mim.
As palavras do poema, comovidas,
Percorrem-te os cabelos,
alimentam
o tecer amoroso dos teus gestos.
Amiga, terna amiga,
as tuas mãos abrem em mim os oceanos.
A sombra os antigos sofrimentos
derrotada se esvai
na incrível luz
do teu sorriso de água e liberdade.
Amiga, meiga amiga,
no verde abrigo dos teus olhos eu descanso.
Quantas árvores se erguem, quantos muros
se abatem, quantos rios
desaguam
na confluência dos nossos olhares!
Amiga, querida amiga,
A ternura que me dás viaja-me no sangue.
Sinto que em ti despertam os jardins
onde acontece a vida
e cresce o ritmo
do grato coração com que te canto.
MÁRIO DOMINGOS, in O DESPERTAR DOS VERBOS (Edium Editores, 2011)
25.3.16
O desafio veio na revista Estante (edição da FNAC). Consta em ler (pelo menos) um livro em cada uma das seguintes categorias:
- Um livro de um autor português - Alentejo Prometido (Henrique Raposo)
- Um livro de uma autora portuguesa
- Um livro publicado há mais de 50 anos - A condição humana (Hannah Arendt)
- Um livro escolhido apenas pela capa (dificílimo)
- Um livro escrito sob pseudónimo (nada fácil)
- O primeiro livro de um autor
- Um livro de não ficção - Polio, an american story
- Uma biografia/ autobiografia
- Uma utopia/ distopia
- Uma novela gráfica
- Um livro infanto-juvenil
- Um livro de contos - Granta Portugal nº1 (EU)
- Um livro adaptado ao cinema
- Um livro adaptado à televisão
- Um livro escrito por um sul-americano - Crónica de uma morte anunciada (Garcia Marquez)
- Um livro escrito por um asiático
- Um livro escrito por um africano
- Mais um livro que em 2015 (ou seja...42 livros!)
Até hoje e consultando o meu Goodreads o panorama é o que se vê em cima. Há alguns livros que repetem categorias e outros que se podem inserir em várias mas assim não tem tanta piada. Vou tentar actualizar a lista de três em três meses.
24.3.16
Parece-me que vivi em segurança o melhor período de uma vida humana, a infância.
Nos idos de 80 e 90 a vida parecia promissora. Com um pouco de trabalho podíamos ter uma casa, família, um trabalho.
Por várias razões isso não se verifica. Nem trabalho, nem casa, nem filhos. Até os casais deixam de juntar os trapinhos porque os empregos precários não deixam. As paredes das casas dos pais, que tanto os abrigaram enquanto novos, são hoje as marcas de uma prisão.
A tudo isto junta-se esta névoa.
A conquista do ar foi um dos pináculos tecnológicos da humanidade. A possibilidade de acordar hoje em Lisboa e adormecer logo à noite em Moscovo era do reino da fábula. Mas o homem conseguiu. Estas viagens - os aviões - marcavam, também, a abertura global do homem. A sensação de pertencer mesmo a um único mundo. Esta sensação estava muito viva em 2000. Depois veio o que se sabe. A seguir a esta semana já só se viaja por necessidade. Pode ter subjacente um prazer (turismo, visitar família distante) mas aquela entrada no aeroporto e aquela travessia de avião são apenas uma etapa ansiosa para alcançar um fim.
Parece derrotista. É apenas real.
21.3.16
Isto é kitsh mas também é folklore português
Um viva à Leonor Teles (que aliás deu um belo nome à sua obra)
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