10.1.15



"Quem será o primeiro idiota entre nós a dizer que a culpa foi dos assassinados da Charlie Hebdo? Tem todo o direito de dizê-lo. É isso a liberdade de expressão. Ser-se estúpido também é um direito. Até os assassinos o têm"

MEC ---> http://www.publico.pt/mundo/noticia/je-suis-charlie-1681501

6.1.15

aqui todos se maravilham



Dos trabalhos que nos lavam a vista.
(Beja)





O toque das coisas leves,
o anoitecer na tua pele...

És tu, sempre tu,...
que me revolves o corpo,
que me usas, delicadamente,
que me vestes o corpo com o teu suor.

Somos o toque das coisas leves,
a tua voz no meu ombro,
o meu riso na tua mão.


CRISTINA PÓLVORA (a publicar)

Mesmo antes de o ano virar




uma das descobertas musicais mais viciantes (e tocantes) de 2014.

A descoberta literária de 2014 | Afonso Cruz





“Quando acordaram de manhã, na mesma cama, ela disse-lhe que queria ter um passado com ele. Não era um futuro, que é uma coisa incerta, mas um passado, que é isso que têm dois velhos depois de passarem uma vida juntos. Quando disse que queria ter um passado com alguém, queria dizer tudo. Não desejava uma incerteza, mas a História, a verdade.” 

(foram cinco livros... ainda bem que o autor é um jovem e pode continuar a editar - para meu deleite - por muitos e muitos anos | o contrário designa-se por "síndrome Saramago")

6.11.14

Voltei a Londres


"If you're curious, London's an amazing place."
David Bailey




É paixão. Será amor?

19.10.14

This is not a fashion blog!


Dentro de momentos um post sobre a Moda Lisboa.

Moda Lisboa:



Hannibal (Season 2):





A Leitora

A leitora abre o espaço num sopro subtil.
Lê na violência e no espanto da brancura.
Principia apaixonada, de surpresa em surpresa.
Ilumina e inunda e dissemina de arco em arco.
Ela fala com as pedras do livro, com as sílabas da sombra.

Ela adere à matéria porosa, à madeira do vento.
Desce pelos bosques como uma menina descalça.
Aproxima-se das praias onde o corpo se eleva
em chama de água. Na imaculada superfície
ou na espessura latejante, despe-se das formas,

branca no ar. É um torvelinho harmonioso,
um pássaro suspenso. A terra ergue-se inteira
na sede obscura de palavras verticais.
A água move-se até ao seu princípio puro.
O poema é um arbusto que não cessa de tremer.

António Ramos Rosa, in "Volante Verde"



18.10.14


Adeus Baleizão

Heraclitus

Terminou há uma semana o pior ano da minha vida. 
Havia uma sombra que cobria os meus dias e retirava alegria ao que antes me fazia feliz.
Embora tenha lutado sempre para que não me domina-se dias havia em que era quase insuportável. Mudei em mim muita coisa para terminar este ano. Valorizei cada pequena alegria e relativizei tudo o que me tornaria negativa e zangada. Ainda assim comia pior, diminui a minha participação social (o blog foi uma das vítimas), e escudei-me em poucos amigos (que conheciam a situação) e na família.
A razão da minha infelicidade era o meu trabalho. Uma parvoíce para quem está bem e uma realidade próxima para quem sente o mesmo.
Este foi o ano sob o domínio da expressão "aguenta". E aguentei, não fiquei deprimida, tive ajuda de muita gente e tive muita força interior para duas coisas:
1. Não deixar de sorrir, sempre.
2. Não descarregar as frustracções em ninguém.
Fui forte e capaz de mudar.

A semana que passou foi a mais feliz de toda a minha vida. Tinha todas as razões menos uma. Agora já acabou. 
Viva a mudança e a serenidade.




Set my mood!




Surpresas nas folhas de um livro de biblioteca



31.8.14




Eu sei que está calor e tal mas se vão levar com um balde de água gelada na cabeça pelo menos façam uma doação a uma instituição que o mereça. Sem isso é só um acto parvo.

30.8.14




O Jardim

Consideremos o jardim, mundo de pequenas coisas,
calhaus, pétalas, folhas, dedos, línguas, sementes.
Sequências de convergências e divergências,
ordem e dispersões, transparência de estruturas,
pausas de areia e de água, fábulas minúsculas.

Geometria que respira errante e ritmada,
varandas verdes, direcções de primavera,
ramos em que se regressa ao espaço azul,
curvas vagarosas, pulsações de uma ordem
composta pelo vento em sinuosas palmas.

Um murmúrio de omissões, um cântico do ócio.
Eu vou contigo, voz silenciosa, voz serena.
Sou uma pequena folha na felicidade do ar.
Durmo desperto, sigo estes meandros volúveis.
É aqui, é aqui que se renova a luz.

António Ramos Rosa, in "Volante Verde"

Cover me Up!





From London (especialmente para a minha querida C. da Felicidade)



Último vestígio do que seria a casa da rainha Anne. Neste caso o local dos seus banhos.
Foi descoberto depois de trabalhos de arqueologia no que é hoje um jardim.


Todo o sistema nervoso humano.
Welcome Collection (o melhor sítio em Londres para comprar souveniers e livros baratos)


Das primeiras fotografias encenadas. Ainda hoje não se conseguiu perceber como é que o autor se removeu da imagem.
Colecção do Victoria & Albert Museum. 


Influência das descobertas egípcias na moda dos anos 20.
Colecção do Victoria & Albert Museum. 


A entrada do Museu Marítimo. 


Um esquilo fofinho que me fez saltar de terror quando se  largou a atacar-me os pés.


Também há gatos em Londres. Este fazia-me companhia todos os dias quando saía de casa.


Bancos na London Library.


Aquiles a ser mergulhado nas águas pela sua mãe.
Colecção do Victoria & Albert Museum.  


A linha de Greenwitch.


De e para casa percorria este caminha à beira do Regents Canal. Muitas pessoas vivem aqui, no interior dos barquinhos que se vêem lá ao fundo.


Batido de Oreo para retemperar as forças.


E depois há coisas assim... estamos a andar na rua, apenas a observar as pessoas e os lugares, e damos com uma casa onde o Darwin viveu.



Na estação de St. Pancas. 
A meter o bedelho onde não sou chamada.




Brinquedos articulados de origem grega.
British Museum.


A estação de St. Pancas.
Lindissíma.


As montras nas lojas turisticas em frente ao British Museum.


Isto é importante. Decorem este nome porque esta é a livraria mais incrível de Londres.
Primeiro tem uma organização por temas muito fluida e original. Depois tem uma secção enorme de saldos. Por último podemos gastar uma tarde a ler o que comprámos na cafetaria porque é dos locais mais acolhedores de Londres. (sim eu fiquei com vontade de trabalhar ali)


Verdadeiros braços de Tiranossauro.
The Natural History Museum.


Desenhos paleontológicos. Muito semelhantes a desenhos arqueológicos.
The Natural History Museum.


Arquitectura biológica.
The Natural History Museum.


Uma praia londina.


Num mercado.
(fiquei fã destes mercados)


Um dos sítios mais curiosos que visitei. Um cemitério - St. Pancras Old Graveyard - dos séx. XVIII e XVX.
Aqui as lápides que foram recolhidas depois de se destruir parte do cemitério para construir uma linha de caminho de ferro. Foram colocadas em torno desta árvore que com os anos foi crescendo e engolindo as lápides. agora fazem parte da própria árvore.


Mais uma imagem do mesmo cemitério. 
A lápide do professor de Charles Dickens!!

                                   

Ainda no mesmo local. 
O mausoléu que inspirou o autor que criou as famosas cabines telefónicas vermelhas.


O banco onde os Beatles sentaram os seus populares traseiros, um dia em 1968. 
(sim... ainda no mesmo cemitério)




Um berço medieval.
Victoria & Albert Museum.


A moda através dos séculos. 
Uma mina de ouro para qualquer visitante feminina.
Victoria & Albert Museum.


Pelo aspecto podem não acreditar mas isto foi das melhores coisitas que eu comi na vida.
Comprado na rua ao Pie Minister (ai o humor inglês) é composto por uma tarte de carne e bacon, molho de carne, puré de batata (delicioso), puré de ervilhas, cebola caramelizada e queijo ralado.


Para finalizar: comida vietnamita (deliciosa) acompanhada por dois amigos que me souberam receber tão bem que o gosto e admiração que desenvolvi pela cidade é só culpa deles.

7.7.14



Todos os dias sou a filha do meu pai.
Entre a incompreensão de quem sou na totalidade e a minha falha em me mostrar há toda uma estrada de carinho e abraços bons.
Temos falhas, sim... mas somos incansáveis quando precisos! 

Hoje o sorriso que vou exibir ao dormir só existe por causa do meu pai.

5.7.14

Como a moda agora é falar mal de Herberto Helder, a voz ao próprio



"O extremo poder dos símbolos reside em que eles, além de concentrarem maior energia que o espectáculo difuso do acontecimento real, possuem a força expansiva suficiente para captar tão vasto espaço da realidade que a significação a extrair deles ganha a riqueza múltipla e multiplicadora da ambiguidade. Mover-se nos terrenos dos símbolos, com a devida atenção à subtileza e a certo rigor que pertence à imaginação de qualidade alta, é o que distingue o grande intérprete do pequeno movimentador de correntes de ar. "

Herberto Helder, in 'Photomaton & Vox'

Discussões entre o casal



O uso do isto e do isso.