17.8.15




Hoje vi uma miúda aí com uns 10 anos que era a cara chapada da Rainha de Copas.
Mascava pastilhas de mentol.

11.8.15

terra postal



25 anos de Costa Vicentina sem conhecer Aljezur!
Shame on me.


Já vos contei do senhor Clementine?


Jill Tarter





(E o vídeo, senhores?? 
I love the smell of stardust in the morning!)




~

Primeiro foram os móveis. As malas cheias. A roupa. Os objectos. Algumas memórias. Seguiram-se os novos habitantes. As plantas. Cactos porque nem sempre estou presente. Alguns novos objectos: oferecidos ou comprados em lugares distantes. Trazer o mundo de fora para o interior. as limpezas, o cozinhar e o arrumar também ajudaram. Viver a passagem das quatro estações. Sentir o ar a mudar. Nova roupa de cama, uma manta no sofá, outras receitas. Enchê-la com amor. Habitar em conjunto. Criar rotinas. Usar electrodomésticos. Limpar muito. Partir qualquer coisa. Mudar o tapete da entrada. Arranjar um local para as pantufas e outro para os chapéus de chuva. Viver o espaço. Trabalhar na secretária. Ouvir música na cozinha. Ler na cama.
Mas nada me transformou mais o sentido de lar, nada me aproximou mais da minha casa, do que a ceder a uma amiga, de coração.
É a minha casa por isso pode ser tua.

7.8.15

Escritórios....




Cada um tem o escritório que merece.

Porque é que já não vale a pena levar as meninas ao cinema



A TV ganhou.
Criou personagens de mulheres com tomates.
Interpretadas por actrizes com eles no sítio.
Tal qual a vida real.
Algo que merece ser visto, aqui.


Cover me up!


Tal como quando descobri fuet vou insistir no consumo disto até me fartar.

6.8.15

...aqui também é (um pouco) a minha casa...







Estar Só é Estar no Íntimo do Mundo

Por vezes   cada objecto   se ilumina
do que no passar é pausa íntima
entre sons minuciosos que inclinam
a atenção para uma cavidade mínima
E estar assim tão breve e tão profundo
como no silêncio de uma planta
é estar no fundo do tempo ou no seu ápice
ou na alvura de um sono que nos dá
a cintilante substância do sítio
O mundo inteiro assim cabe num limbo
e é como um eco límpido e uma folha de sombra
que no vagar ondeia entre minúsculas luzes
E é astro imediato de um lúcido sono
fluvial e um núbil eclipse
em que estar só é estar no íntimo do mundo

António Ramos Rosa, in "Poemas Inéditos"

5.8.15

Momento Kepler



O leão Cecil foi morto e há quem se assuma horrorizado com a humanidade. Há também quem refile com os primeiros e lembre que há pessoas a morrer no Mediterrâneo e na Palestina e... (isto é sempre uma pescadinha de rabo na boca ao estilo Chalie Hebdo em que afinal eram todos Charlie mas apenas até lhes pisarem os calos).

O acto com o Leão, a meu ver, revela o pior da Humanidade. Não há volta  a dar. Estamos a pagar milhões de dólares, viajar de avião, andar não sei quantos kms por estradas manhosas, só para matar um animal, que anda na sua vida, sem que seja por uma necessidade maior do que o narcisismo. Porque a caça é isso mesmo. Uma atitude do género: a minha é maior que a tua. 
- Olha apanhei uma perdiz e mais quatro lebres.  
- Ahaha eu apanhei uma mãe javali mais cinco leitões! 

Não diminuindo o que se passa no mundo inteiro (muitos milhões de injustiças e calamidades) nada me parece menos natural do que caçar por desporto.
Há guerras, os chimpanzés também matam, há crises de fome e território em todo o mundo desde o início dos tempos. É uma infelicidade mas é Humano. 
Matar por troféus, criaturas que devíamos admirar, é mais do que lamentável. É bestial (como, feito por bestas)

Vamos então pensar nesse  planeta Kepler e esperar por novos inícios ou fins menos vergonhosos.

Que força é esta?



(e dias são ganhos quando se descobrem coisas assim)

3.8.15


Sou incrivelmente perfeccionista e metódica.
Até que algo corre um milímetro fora do guião que planeei e me torno a mais anárquica das criaturas.

Cover me Up!



Mas que bom este regresso.

Interrupção Voluntária de Gravidez pós-referendo em Portugal not a wonderland




A experiência é pessoal.
Há vários anos acompanhei uma amiga que necessitou de fazer uma interrupção voluntária da gravidez. Estávamos em Trás-os-Montes, a trabalhar, e todo o  processo se desenrolou à minha vista.
Assim que soube que estava grávida e sem possibilidades (razões pessoais muito fortes que apenas a ela pertenciam) para prosseguir tentou primeiro encontrar um nº de ajuda na internet. Assim que falou com os profissionais desse nº foi direccionada para uma consulta de obstetrícia num hospital da Beira Interior. Como não possuía carro e o hospital estava a cerca de 1.30 horas de onde morava fui eu a sua condutora. 
Chegada à obstetrícia do Hospital a minha colega aguardou como qualquer outra paciente regular pela  consulta onde lhe foi explicado o tempo de gravidez e os métodos de interrupção que podiam ser  aplicados. A seguir foi para casa, alguns dias, para ter tempo de reflexão.
Passados dois ou três dias voltou ao mesmo local para tomar a primeira medicação. Foram-lhe também pedidos (ou prescritos) alguns fármacos e produtos para infecções e lavagem uterina.
Uma terceira consulta foi necessária - distando da segunda cerca de 3 dias úteis - para a toma final do medicamento abortivo. Esta toma só aconteceu depois de cerca de uma semana e meia desde a primeira consulta e após 3 viagens e medicação comprada. Devo dizer que desta vez esperámos num corredor ao mesmo tempo que se ouviam os gritos do parto de uma mulher prestes a dar à luz. Das outras vezes foram várias as crianças recém nascidas e grávidas que passaram por nós. Eu, que apenas acompanhava, fiquei terrivelmente afectada por este episódio tendo, por exemplo, tomado a decisão consciente de nunca fazer uma IVG.
Passada uma semana de tratamentos diários, em casa, que implicavam a lavagem do útero pelo menos duas vezes por dia, coisa que não se consegue fazer no local de trabalho, a minha amiga foi ainda a uma consulta final verificar se tudo se tinha processado como devia e se não tinha sequelas.

Este texto serve para demonstrar que nada neste processo é fácil ou oferecido. Há sequelas mentais porque ninguém passa por isto sem pensar duas vezes na sua escolha. E há já um preço monetário muito alto a pagar: medicamento, viagens (foram precisas 8 viagens de 100 km) e dias de trabalho.
Tenham vergonha por abusarem ainda mais destas mulheres. A hipocrisia é demasiada, por exemplo, quando se fala tão tristemente de mulheres vítimas de violência doméstica que se escolherem proceder a uma IVG terão de esconder todos estes procedimentos dos companheiros e agora ainda arranjar mais dinheiro para as taxas moderadoras e desculpas para consultas com psicólogos e assistente social. 


1.8.15




Um  Sábado de Agosto em casa.
O calor expande-se lá fora.
Aqui ouve-se música que me ajuda a atingir o que mais preciso por estes dias... serenidade.

Chaves dicotómicas




Os senhores da segurança social/ centro de emprego sabem tanto da sua arte que mais vale arranjarem um sistema de chaves dicotómicas para se guiarem.Assim pode ser que, por uma vez, duas pessoas prestem a mesma informação e não tenhamos que pedir uma segunda opinião como quem vai fazer um tratamento médico.