30.8.14

From London (especialmente para a minha querida C. da Felicidade)



Último vestígio do que seria a casa da rainha Anne. Neste caso o local dos seus banhos.
Foi descoberto depois de trabalhos de arqueologia no que é hoje um jardim.


Todo o sistema nervoso humano.
Welcome Collection (o melhor sítio em Londres para comprar souveniers e livros baratos)


Das primeiras fotografias encenadas. Ainda hoje não se conseguiu perceber como é que o autor se removeu da imagem.
Colecção do Victoria & Albert Museum. 


Influência das descobertas egípcias na moda dos anos 20.
Colecção do Victoria & Albert Museum. 


A entrada do Museu Marítimo. 


Um esquilo fofinho que me fez saltar de terror quando se  largou a atacar-me os pés.


Também há gatos em Londres. Este fazia-me companhia todos os dias quando saía de casa.


Bancos na London Library.


Aquiles a ser mergulhado nas águas pela sua mãe.
Colecção do Victoria & Albert Museum.  


A linha de Greenwitch.


De e para casa percorria este caminha à beira do Regents Canal. Muitas pessoas vivem aqui, no interior dos barquinhos que se vêem lá ao fundo.


Batido de Oreo para retemperar as forças.


E depois há coisas assim... estamos a andar na rua, apenas a observar as pessoas e os lugares, e damos com uma casa onde o Darwin viveu.



Na estação de St. Pancas. 
A meter o bedelho onde não sou chamada.




Brinquedos articulados de origem grega.
British Museum.


A estação de St. Pancas.
Lindissíma.


As montras nas lojas turisticas em frente ao British Museum.


Isto é importante. Decorem este nome porque esta é a livraria mais incrível de Londres.
Primeiro tem uma organização por temas muito fluida e original. Depois tem uma secção enorme de saldos. Por último podemos gastar uma tarde a ler o que comprámos na cafetaria porque é dos locais mais acolhedores de Londres. (sim eu fiquei com vontade de trabalhar ali)


Verdadeiros braços de Tiranossauro.
The Natural History Museum.


Desenhos paleontológicos. Muito semelhantes a desenhos arqueológicos.
The Natural History Museum.


Arquitectura biológica.
The Natural History Museum.


Uma praia londina.


Num mercado.
(fiquei fã destes mercados)


Um dos sítios mais curiosos que visitei. Um cemitério - St. Pancras Old Graveyard - dos séx. XVIII e XVX.
Aqui as lápides que foram recolhidas depois de se destruir parte do cemitério para construir uma linha de caminho de ferro. Foram colocadas em torno desta árvore que com os anos foi crescendo e engolindo as lápides. agora fazem parte da própria árvore.


Mais uma imagem do mesmo cemitério. 
A lápide do professor de Charles Dickens!!

                                   

Ainda no mesmo local. 
O mausoléu que inspirou o autor que criou as famosas cabines telefónicas vermelhas.


O banco onde os Beatles sentaram os seus populares traseiros, um dia em 1968. 
(sim... ainda no mesmo cemitério)




Um berço medieval.
Victoria & Albert Museum.


A moda através dos séculos. 
Uma mina de ouro para qualquer visitante feminina.
Victoria & Albert Museum.


Pelo aspecto podem não acreditar mas isto foi das melhores coisitas que eu comi na vida.
Comprado na rua ao Pie Minister (ai o humor inglês) é composto por uma tarte de carne e bacon, molho de carne, puré de batata (delicioso), puré de ervilhas, cebola caramelizada e queijo ralado.


Para finalizar: comida vietnamita (deliciosa) acompanhada por dois amigos que me souberam receber tão bem que o gosto e admiração que desenvolvi pela cidade é só culpa deles.

7.7.14



Todos os dias sou a filha do meu pai.
Entre a incompreensão de quem sou na totalidade e a minha falha em me mostrar há toda uma estrada de carinho e abraços bons.
Temos falhas, sim... mas somos incansáveis quando precisos! 

Hoje o sorriso que vou exibir ao dormir só existe por causa do meu pai.

5.7.14

Como a moda agora é falar mal de Herberto Helder, a voz ao próprio



"O extremo poder dos símbolos reside em que eles, além de concentrarem maior energia que o espectáculo difuso do acontecimento real, possuem a força expansiva suficiente para captar tão vasto espaço da realidade que a significação a extrair deles ganha a riqueza múltipla e multiplicadora da ambiguidade. Mover-se nos terrenos dos símbolos, com a devida atenção à subtileza e a certo rigor que pertence à imaginação de qualidade alta, é o que distingue o grande intérprete do pequeno movimentador de correntes de ar. "

Herberto Helder, in 'Photomaton & Vox'

Discussões entre o casal



O uso do isto e do isso.

Descobri sobre mim: não me importo de dizer "não" mas detesto ser encurralada numa situação em que tenha que o dizer. Gosto pouco de pessoas a quem falta a educação, polidez ou consciência que lhes serviria de filtro quando se trata de fazer certas perguntas ou propostas. Nessas situações lá tenho que tirar pó ao "não".

O que fazer quando se passa 13 horas por dia aqui




Explora-se o local até à exaustão.
E, afinal, a natureza entretém sempre.

O que nós vemos das cousas são as cousas. 
Por que veríamos nós uma cousa se houvesse outra? 
Por que é que ver e ouvir seria iludirmo-nos 
Se ver e ouvir são ver e ouvir? 
O essencial é saber ver, 
Saber ver sem estar a pensar, 
Saber ver quando se vê, 
E nem pensar quando se vê 
Nem ver quando se pensa. 
Mas isso (tristes de nós que trazemos a alma vestida!), 
Isso exige um estudo profundo, 
Uma aprendizagem de desaprender 
E uma seqüestração na liberdade daquele convento 
De que os poetas dizem que as estrelas são as freiras eternas 
E as flores as penitentes convictas de um só dia, 
Mas onde afinal as estrelas não são senão estrelas 
Nem as flores senão flores. 
Sendo por isso que lhes chamamos estrelas e flores. 

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XXIV" 














Cover me Up!





30.6.14




ANIVERSÁRIO XXV

Acordei um dia dentro dos teus olhos
de um sono leve e tranquilo, tumultoso e denso....
Dizem que devo ter sonhado, mas nem ecos
de palavras, franjas de luz, neblina,
vaga escadaria, túnel infinito
me chegam aos recantos da memória.

Acordei a amar-te dentro dos teus olhos,
a hora indefinida,
em silêncio,
deslumbrado.

Só depois veio o sonho


MÁRIO DOMINGOS, in O DESPERTAR DOS VERBOS (Edium Editores, 2011)

Set my Mood!



26.6.14

Fim-de-semana (a que se junta a comida alentejana)





Coisas que me aquecem




- Leva-me uma travessa de fruta cortada (que eu raramente como) à beira da piscina. Sem a pedir.

- Vê-me triste e permite que faça a distancia Vidigueira - Pedrogão ( 17 km) em quatro horas, porque nos entretantos vou fazendo caches para me alegrar.

- Todos os dias, depois de me beijar, cheira-me. Nariz na pele do pescoço e toca a inalar. Sabe bem.

- Leva-me a sítios que servem omeletes. Uma mania grande.

- Se está quente à noite o grande drama é como é vamos dormir sem tocar um no outro (nunca aconteceu, ficamos com as pontinhas dos dedos dos pés em contacto).

24.6.14

Vou contar-vos uma coisa



Não tivesse eu sido bem educada pelos meus pais e hoje ia para cama sem banho e sem jantar.

Valha-nos o discernimento sábio de quem nos ama.

23.6.14

Cover me up (parte 1)!













E para terminar...

Fui furtada na Barragem do Alqueva



Ainda estou a decidir se vou abordar o acontecimento de forma sociológica, trágica, cómica, irónica, sensitiva e auto-analisando-me ou apenas nunca mais mencionar o acontecido!

Ah!
Aconteceu durante este momento. --->


Podia ter sido pior? Podia! Podia estar a tirar uma selfie.


Natalie Kucken


A Verdade

A verdade é semelhante a uma adolescente
vibrante, flexível, em radiosa sombra.
Quando fala é a noite translúcida no mar
e a esfera germinal e os anéis da água.
Um apelo suave obstinado se adivinha.

Ela dorme tão perfeitamente despertada
que em si a verdade é o vazio. Ela aspira
à cegueira, ao eclipse, à travessia
dos espelhos até ao último astro. Ela sabe
que o muro está em si. Ela é a sede

e o sopro, a falha e a sombra fascinante.
Ela funda uma arquitectura volante
em suspensas superfícies ondulantes.
Ela é a que solicita e separa, delimita
e dissemina as sílabas solidárias.

António Ramos Rosa, in "Volante Verde"

16.6.14

Isso não é assim tão incrível - Chuck sobre





The Ramones’ “Sheena is a Punk Rocker”:
A good little jump number. These guysremind me of myself when I first started, I only knew three chords too.

Talking Heads’ “Psycho Killer”:
A funky little number, that’s for sure. I like the bass a lot. Good mixture and a real good flow. The singer sounds like he has a bad case of stage fright.

Wire’s “I Am the Fly” and Joy Division’s Unknown Pleasures:
So this is the so-called new stuff. It’s nothing I ain’t heard before. It sounds like an old blues jam that BB and Muddy would carry on backstage at the old amphitheatre in Chicago. The instruments may be different but the experiment’s the same.

Daqui 

Quando a higienização mental ainda não se fazia sentir.



Hoje a minha bancada é aqui!



11.5.14



Deixei de:
- Lavar a roupa
- Pintar as unhas
- Namorar em condições
- Ir à PRAIA
- Ver Vikings
- Ler as múltiplas revistas mensais às quais ainda não coloquei a vista em cima
- Ver um filme

O que fiz:

- Um relatório

O meu fim de semana acaba de começar (são 19:11 de Domingo) e a minha cara é a que estes primos apresentam em cima
(infelizmente sem a sauna).

Telhados de vidro



(é que nós concorremos com isto)

Como ouvir um concerto de Cat Power sem sair do sofá!



Para quem ficou com o bichinho é ir ao Super Bock lá para meados de Julho 
que a senhora vai lá estar (e eu também).

9.5.14

This is not a fashion blog!


Até porque a autora decide sair à noite assim vestida... e só dá conta no dia seguinte 
(ao ver uma fotografia). 

You bring the sexy to the Eucalyptus


Cover me Up!





...
Desperta-me de noite
O teu desejo
Na vaga dos teus dedos
Com que vergas
O sono em que me deito

É rede a tua língua
Em sua teia
É vício as palavras
Com que falas

A trégua
A entrega
O disfarce

E lembras os meus ombros
Docemente
Na dobra do lençol que desfazes

Desperta-me de noite
Com o teu corpo
Tiras-me do sono
Onde resvalo

E eu pouco a pouco
Vou repelindo a noite
E tu dentro de mim
Vai descobrindo vales.


 MARIA TERESA HORTA

5.5.14

O (o post com bolinha, especialmente dedicado às senhoras das Sombras de Grey)





"Agarrei-me a Lydia e perde-mo-nos no mais longo beijo de sempre. Segurei-a de encontro ao rebordo do lava-loiças e comecei a roçar o meu caralho nela. (...)
A mão de Lydia alcançou a minha e levou-a para dentro das suas cuecas. A ponta de um dos dedos sentiu o alto da sua rata. Estava molhada. Enquanto continuava a beijá-la, enfiava-lhe o dedo dentro da rata. Depois tirei a mão, afastei-me, agarrei na garrafa e servi-me doutra bebida."


"Cheguei lá abaixo e comecei a lamber. O seu desenho era fiel à realidade. Tudo estava no seu devido lugar. Ouvi a sua respiração acelerar, e depois gemidos. aquilo excitava-me. Entesei-me. O clítoris saiu mas não era exactamente cor-de-rosa, era rosa-púrpura. Brinquei com o clitóris. Os líquidos apareceram e misturaram-se com os pêlos da cona. Lydia gemia cada vez mais."

"Se eu tivesse nascido mulher, serie certamente prostituta. Mas como nasci homem, desejava constantemente mulheres, e quanto mais decadentes, melhor. E contudo as mulheres - as mulheres respeitáveis - assustavam-me  porque elas queriam apossar-se da alma e eu queria manter o que restava da minha. Eu desejava essencialmente prostitutas, mulheres decadentes, porque elas eram mortais, insensíveis  e não pediam nada. Quando se iam embora, não perdíamos nada. ao mesmo tempo desejava uma mulher doce e gentil, apesar do preço a pagar. De qualquer dos modos, eu estava perdido. Um homem forte conseguiria as duas coisas. Eu não era forte. Por isso continuei a lutar com mulheres, com a ideia de mulheres."

Charles Bukowsky in  Women




Hoje tive uma cólica mafarrica no meio de um olival a 20 minutos do carro e a 40 do WC mais próximo


A minha cara durante:


O interior do meu carro depois:


No dia do meu aniversário...




fico satisfeita ao notar que agarro com o mesmo gosto aquilo que me faz feliz!


"The ethical contend of photographs is fragile. With the possible exception of photographs of those horrors, like the Nazi camps, that have gained the status of ethical reference points, most photographs do not keep their emotional charge. A photograph of 1900 that was affecting then because of its subject would, today, be more likely to move us because it is a photograph taken in 1900. The particular qualities and intensions of photographs tend to be swallowed up in the generalized pathos of time past. Aesthetic distance seems built into  the very experience of looking at photographs, it not rigth away, then certainly with the passsage of time. Time eventually positions most photographs, even the most amateurish, at the level of art."

Susan Sontag in On Photography

3.5.14

Uma curta por semana!



Curta-Metragem, a primeira que a Disney produziu com temática natalícia (o que se tonará uma constante), nomeada para melhor curta-metragem de animação nos Óscares de 1932. A voz de Mickey Mouse pertence ao próprio Walt Disney.

Assim está melhor



(embora toque ali nos desaparecidos Franz Ferdinand)

1.5.14




Já está. 
Esta crise, políticas laborais e empresariais surtiram efeito. 
Sindicalizei-me.

The Wednesday Breakdown



27.4.14

Tristemente recuperado

Maravilhoso Sol de Inverno

"Já estava quase a chegar a São Pedro de Alcântara e resolveu meter pelo jardim. Disse de si para si que não havia luz como a de Lisboa, ao fim da tarde (...).
Visto do lado de cá, o Castelo de São Jorge, do outro lado, recortava-se em chapadas de ouro, banhado pela luz do poente, sobre massas compactas de verde, mais escuro aqui e ali, mais irregular a espreitar entre o casario neste e naquele ponto, entre as barbacâs e os telhados da baixa pombalina e alguma fachadas cor-de-rosa. Era osky-line daquela zona de Lisboa, com a sua carga histórica, os seus declives íngremes, o seu casario irregular, mourisco, medieval, renascentista ou pombalino, a coexistência amena dos seus palácios e das suas casa humildes, os seus tufos intermitentes de vegetação, os seus terraços e miradouros, o céu cenário ao mesmo tempo majestoso e popular, em diálogo íntimo com o rio, com as outras colinas e com a baixa, com a própria luminosidade e os panos de sombra forte gerados nos contrastes da volumetria, até com os seus bandos de pombas e gaivotas, com todos os elementos naturalmente "orgânicos" que funcionavam em liberdade(...)"

Vasco Graça Moura in O Enigma de Zulmira

Qual notário qual quê


A senhora do quiosque:

- Leve e não se preocupe. Eu depois peço o dinheiro ao seu marido.

Estou casada (e pelos vistos não tenho controlo sobre os dinheiros do casal).

Como ouvir um concerto de Caetano Veloso sem sair do sofá (algures em Itália)



Quem se quiser realmente levantar do sofá para ver um concerto do senhor pode sempre ir ao Primavera Sound, no Porto (coisa que estou a ponderar).

26.4.14

Ainda a Páscoa


Nada me tira da ideia que há algum significado obscuro (assim ao nível, sei lá, dos illuminatti) para que o cabecilha da quadrilha que nos governa dar pelo nomes de Passos. Algo que automaticamente faz lembrar o Senhor dos Passos, aquele Cristo que se veste de roxo (a cor da morte) e que tem por missão percorrer em procissão com o povo atrás as XIV estações, que acabam, inevitavelmente, com a morte do Jesus. Se não é metáfora é ironia.

Ora confiram lá aqui.

O profundo sentido de moda do meu homem



Na Modalfa, dos cinco sítios onde se consegue comprar roupa em Beja:

- Olha, este vestido ficava-te mesmo bem para irmos passear. - dizia ele querendo parecer atencioso 

Respondo acidamente - Isso é uma camisa de dormir...

Qualquer dia comete o erro gravissímo de confundir umas Ugg com pantufas!

Hoje vou andar por aqui




Set my Mood!



25.4.14

Uma música para Abril


25, quarenta anos depois



Liberdade? 
Os casais que querem adoptar sentem-se muito agradecidos. Os jovens que querem ter filhos mas não conseguem porque tem que escolher entre pagar os impostos e trabalhar para viver e ter filhos também. Os reformados ou quase reformados também sentem muita liberdade já que podem reaver todo o dinheiro que andaram a descontar durante mais de 40 anos. É uma liberdade pegada mas não deve ser liberdade de escolha. Ou engoles o que te dão ou então não comes. Ainda assim, ao contrário de muita gente baralhada que anda por ai, não penso que o 25 de Abril já esteja esgotado. Acho sim, que depois de 40 anos, ainda estamos muito no princípio de uma democracia plena (devíamos começar por ser mais tolerantes com os que nos rodeiam incluindo vizinhos, conhecidos e colegas de trabalho). 
Venham mais e melhores 40?