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24.3.18
27.4.14
Como ouvir um concerto de Caetano Veloso sem sair do sofá (algures em Itália)
Quem se quiser realmente levantar do sofá para ver um concerto do senhor pode sempre ir ao Primavera Sound, no Porto (coisa que estou a ponderar).
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o que me aquece o coração
23.10.13
Teatro Rápido - Monólogo sem Título
[Desde que chegou à capital para começar uma nova vida, Mateus, um jovem proveniente de uma aldeia escreve a seu pai. Através de palavras e silêncios surgem feridas profundas quase invisíveis. A vida nunca é o que esperamos dela…
A partir de 3 a 31 de Outubro, de 5ª a 2ª feira Duração: 15min Preço: 3€... Ficha técnica: Texto de: Daniel Keene | Tradução: Pietro Romani Encenação: Mickael Gaspar | Interpretação: Marc Xavier Cenografia: Angela dos Santos Rocha "Eu gosto de estar sozinho só não gosto quando estou em casa é de facto engraçado eu gosto de estar rodeado por pessoas mesmo que eu não as conheça eu gosto de estar na minha desde que não esteja sozinho é engraçado" Mateus, Monólogo sem título]
Há uns anos (e quando se vai a ver é há mais de 10) eu - tentei - fiz um curso de teatro com a minha amiga Cat. Foi das coisas mais difíceis que fiz na vida. Percebi que não tinha feitio (sim é necessária uma personalidade particular para servir de vaso a outras pessoas e exibir isso à frente de outros) para a coisa e desisti antes da apresentação final. Ainda que esta passagem pelo teatro tenha sido breve e infrutífera eu nunca mais fui capaz de olhar para uma peça com a ingenuidade de quem nunca experimentou representar. É por esta razão que sei bem o que representa exibir um monólogo e o que este - mesmo que de 15 minutos - exige de um actor. Em vários momentos da representação a contracena é fundamental para nos orientar e situar. No monólogo o actor conta apenas consigo.
O Monólogo sem Título tem interpretacção de Marc Xavier e encenação de Mickael Gaspar e aos dois se deve o sentimento de satisfação que senti quando abandonei a sala no final dos espectáculo.
Não achei o texto especialmente atraente, sobretudo por me dar a sensação de se querer o Rossio na rua da Betesga. Foram abordados muitos assuntos e, como por critério as peças tem 15 minutos, estes não são muito aprofundados. Há uma sensação de ritmo enorme no desenrolar do monólogo, várias coisas se sucedem não sendo este de todo monótono, conseguindo o actor captar muito bem a atenção do público do início ao fim (a que não é alheio o engenhoso uso que faz do cenário, já por si, muito conseguido).
Sobre o que á peça? Sobre um indivíduo engolido pela cidade, pela solidão e pela falta de sentido ou propósito para a sua vida. E aqui voltamos à primeira peça de que vos falei, O Arquivo!
Vale a pena ver este Monólogo sem Título e vale muito a pena ir ao Teatro Rápido! Eu vou tornar a ida ao Chiado (e a este teatro) um ritual mensal.
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21.8.12
Cantei de olhos fechados toda a letra de You Got to Hide Your Love Away, ao mesmo tempo que o Eddie.
Perdi-me com a C. da Felicidade e da L. à procura da Praia da Amália. Fomos à Praia da Zambujeira do Mar. Vale pela vida.
Descobri que as regras da ASAE andam a destruir toda a felicidade que tinha em comer num festival. Felizmente salvam-se os churros de chocolate branco.
Conversei horas com a minha querida Gabi, amiga de todas as horas, sempre presente mesmo quando só nos vemos duas ou três vezes num ano.
Estive no mesmo espaço, há mesma hora, com a última pessoa que beijei e com a próxima. Voltas da vida.
Rebolei na relva debaixo dos repuxos de rega. E não me constipei.
Os meus pais deram-me um raspanete por chegar a casa às 7 e 30 da manhã e não ter avisado (nota: eu vivo sozinha há 5 anos, o que transformou o raspanete num gesto de carinho parental).
Andei 120 km a pé no trabalho. Percorri corredores de olivais tão extensos que ao final do dia em vez de chorar salgado chorava azeite.
No feriado trabalhei desde as 6 da manhã (hello produtividade) e ainda arranjei tempo de ir com duas colegas e amigas visitar.. (o quê?) duas Villas Romanas (pois o que é que um arqueólogo faz nas horas livres?). Isto depois de ter comido Mac para um mês.
Começam-me a doer um pouco as pernas. As colegas andam de cadeirinha comigo enquanto vemos as ruínas.
Volto para Lisboa. Preparo-me para ir a Tomar (cidade onde mais gostei de viver). Aquilo tem mesmo uma mística. Deve ser dos Templários.
Antes de ir ainda sou levada a conhecer um Miradouro sobre Lisboa, em que se pode ver a cidade linda como só ela. Ali para os lados da Graça. Numa hora três imperiais (o que fazem as vistas bonitas e as boas conversas).
Não há noites como as de Lisboa, e não há noites em Lisboa como as de Agosto. Quentes, cheias de gente bonita, com espaços para estacionar e ruas desimpedidas para circular. Vai na volta, em vez de menina bem comportada, que qual Cinderela devia ir para casa antes das 00h, ela vai é para o Cais do Sodré, onde fica a conhecer poiso novo: O Povo. Ambiente muito aconchegante, tostas maravilhosas e vinho a copo (um verde Quinta da Aveleda delicioso). Ainda houve tempo para provar uma Margerita, mas achei muito amarguita.
Resultado: acordar em plena Lisboa, ir a janela e levar com aquela luz matinal maravilhosa. Momento perfeito de felicidade. Olhar para baixo e em vez da rua ver as copas das árvores todas juntinhas e cheias de passarinhos. Segundo momento perfeito de felicidade. E só estava acordada há 5 minutos.
Ida para o Bons Sons, Tomar. O festival mais pitoresco de país. Uma aldeia que se oferece aos visitantes/festivaleiros com toda a simpatia e despretensão que pode existir.
Ponto menos bom: tenho que acampar. E eu nunca fui muito fã de acordar com o calor do Sol na monha às 7 da manhã (depois de me ter deitado às 5/6 h) e de lavar os dentes à frente de metade dos militantes do PCP sendo que a restante metade é composta pelos do Bloco.
Comida no festival bem acima do normal. Os restaurantes de Tomar mudam-se para a aldeia e oferecem coisinhas bem boas a preços muito amigos. O que me ficou na memória foi a sangria de ginga (de lamber as beiças) e o abafadinho. Mas lá pelo meio provei um pão com chouriço que não era nada de se deitar fora.
Pormenor etnográfico 1: as canecas que compramos logo no primeiro dia e que servem para encher com as mais diversas bebidas (portanto do mais ecológico que há).
Pormenor etnográfico 2: os burrinhos mirandeses por tudo quanto é sítio. Não vale a pena, estes são os únicos burricos que adoro.
TigerMan é um querido. Vi pela primeira vez e fiquei fã. Embora a maior parte das pessoas não esteja presente pela música este foi o momento musical do festival. Tenho que ver/ouvir de novo num contexto diferente.
Paus. Bom. Gostei. Não vi foi nada porque este metro e meio de gente não consegue ver através das costas de gente com 2 metros (pelo menos assim parecia).
Tenda.Dormir. Acordar às 7 e 30h. Nova tentativa para dormir. Muito calor. Transpiração na minha T-Shirt dos Beatles de tal modo que a cara do Paul já estava meio colada às minhas maminhas (se fosse o George...). Acordar definitivamente às 9 e 30h.
Comer o melhor rissotto de cogumelos de que tenho memória na pizzaria La Bella, na Corredoura, Tomar.
Depois praiar para o rio. Este rio é assim um bocado inventado, até porque apenas existe por ser a zona de cheia da Barragem de castelo do Bode. Ainda assim é o Zêzere. A paisagem é linda e a água quentinha. Consegui ir a correr meter os pés não na água mas sim no lodo. O que resultou na perda dos meus dois chinelos (um mais tarde recuperado pela minha amiga A.). Neste momento existe um chinelo a fossilizar nas margens do Zêzere.
De resto foi toda a tarde a banhos.
Escusado será dizer que à hora de jantar estávamos esfomeados. A paparoca da Casa da Vera esteve à altura: salada de polvo, orelha e ovas (que eu não comi blhac), Pica-Pau, ovos mexidos com farinheira, moelas e queijinho no azeite.
Para Sem Soldos outra vez. Ouvir a Maria João a imitar os passarinhos, mas o Mário e o senhor do contrabaixo debitavam uma música maravilhosa.
Podre, a Lili vai a pé para a tenda. A pernoca ainda dói das andanças da semana passada.
Acordar com o sol na cara. Sair da tenda. Andar às voltas a ver se os amigos acordam. Tomar banho e lavar os dentes à frente das outras pessoas. Desmontar tenda. Ir almoçar. Um choquinho à lagareiro que me faz desejar ter trazido um taparuwere para casa.
Visitar o Convento de Cristo. Visita número 6 pelas minhas contas. E ainda assim achei que foi muito rápida. Há sempre muito em que reparar. Pormenores diabólico (é lá que está o belzebu não é?).
Lisboa de novo. Sushi até rebentar. Dormir na minha cama boa.
Dia de trabalho. Joelho praticamente a relinchar quando mexo a perna. Hospital de Loures (gente gira e simpática mas ainda assim quatro horas e seis salas de espera) e fico a saber que tenho uma entosapia no joelho, mazela de esforço. Tratamento: medicamentos a metro, joelho elástico, gelo e seis dias de repouso absoluto.
Agora estou confinada a casa. E amanhã o carro vai para a revisão. Venha daí o TLC.
1.8.12
Brevemente numa costa alentejana perto de mim
Não vai ser totalmente assim (a imaginação serve de photoshop) mas será aproximado! Yey!
31.7.12
Um amigo, 7 anos mais velho, dono de um bar disse-me hoje que tinha deixado de beber café, bebidas brancas e shot´s.
(Ela anda mesmo aí e um dia vai-te apanhar Lili. Olha para as tuas ressacas cada vez piores com cada vez menos líquido. Um dia entras num bar e voltas a pedir um Shirley Temple)
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