14.10.19

Set my mood


"And every time, the leaves that have fallen
Bring back to you my memory
Day after day the lovers who’ve passed on
Are blown away like autumn leaves"


O fim não é o fim não é o fim não é o fim.

Redondos vocábulos 1




O Nobel de Peter Hendke vem levantar a velha questão-Celine... pode um escritor ser tão bom que vale a pena que nos esqueçamos de que é má pessoa?

E se, en extremis, ele é um apoiante do genocídio e ao mesmo tempo nos deixou das melhores reflexões sobre a passagem do tempo e o ligar a que pertencemos em Der Himmel uber Berlin (ou as Asas do Desejo) de Win Wenders? 



“If a nation loses its storytellers, it loses its childhood.”




“Loneliness is a source of loathsome ice-cold suffering, the suffering of unreality. At such times we need people to teach us that we're not really so far gone.”
― The Left-Handed Woman



“In a sense, the mentally deranged and feebleminded were my guardian angels, and when I hadn’t seen any of them in a long time, the sight of an idiot gave me a sudden burst of health and strength.”


Para mim a Arte não se separa da pessoa (que pode ser do pior tipo) e do artista só se pode esperar defeitos, pois no fundo ela é Humano.
A ideia de que o artista maior deve ser supra-humano, um homem sem defeitos, serve apenas a quem gosta do sabor baunilha.



1.2.19




"You grow so much when you think about who you´ve been in thus tiny amount of space... it´s sweet, you´re living with the ghosts of yourself and all your heroes"

St Vincent falado da sua música New York (que já agora é uma portentosa himenagem a David Bowie)

Estes artistas* que crescem connosco e passado tantos anos continuam a saber dizer (muito bem) aquilo que sentimos.

*as in strong independent women. 



Influencers ou de como matar o único neurónio antes dos 16 anos


Então Lili porque é que ainda não tens filhos?

Por coisas como isto e isto...






Labels

Numa altura em que a direita e a esquerda são semelhantes e amorfas, e quanto a extremos se tocam, qual sardinha com rabo na boca ter uma opinião faz-nos logo ser rotulados.

Não há  debate, conversa ou discussão. De repente estamos a defender trincheiras que nem sabíamos existirem.

31.1.19

Set my mood!



A folha que resta depois do tufão.

14.1.19

Uma curta por semana


Em plena award season a curta desta semana repesca um vencedor de Óscar de 1932 (melhor curta de animação). The Three Little Pigs inspira-se no conto infantil mas acabou por se tornar, tal o seu sucesso, nas primeiras imagens que recordamos ao pensar na história dos três Porquinhos (há aqui obviamente a mão de Walt Disney que iria fazer o mesmo a outros contos e fábulas).

No que diz respeito à história do cinema foi com esta curta que primeiro se criou um departamento para argumento separado dos desenhadores.
Foi um sucesso com o público (a curta de animação mais rentável de sempre) e com a crítica. Recentemente foi eleito o 11º dos 50 mais importantes desenhos animados de sempre.

*Em termos de cultura popular estamos arrumados mas ainda falta fazer menção a "Who´s afraid of the big bad wolf?", musica do filme, que para além de um êxito se metamorfoseou numa canção de protesto durante a Grande Depressão (foi mais tarde repescada durante a II Grande Guerra). E que dizer de trocadidos como "Who´s afraid of Virnia Wolf?". 

13.1.19

Como ouvir um concerto das The Breeders sem sair do sofá (e de 94!!!)



A morte em 3 actos por Julian Barnes


1. "So here´s another logical inevitability. Just as every writer will have a last reades, so every corpse will have a last visitor."

2. "In the hierarchy of the dead it is visitor numbers that count. Is there anything sadder than an unvisited grave?"

3. "Faulkner said that a writer´s  obituary should read: 'He wrotr books, and then he died'".

Julian Barnes in Death


Textinho mui precioso que me fez pensar numa série de mortes cinematográficas. 

A mais invejada, Dom Corleone merece o melhor...


A mais esperada. Três horas (e dois filmes depois) o perfeito anticlimax.


O que fica da nossa vida é a construção de quem deixamos.







12.1.19

11.1.19


"Colocamos demasiado o acento na compreensão racional, e a razão é clamorosamente insuficiente para interpretar a vida. A razão precisa de ser complementada amiúde com a ordem do coração."

José Tolentino Mendonça, in Expresso 

21.4.18

Uma curta por semana




O Orson Welles de 1970 a falar de 2018.
Melhor curta-metragem de animação.

Set my mood!



Jeanne et Marguerite

❤️❤️❤️

Daqui a 2 dias!!



É assim como ir a uma missa!
Mas com muito mais amor!

Sempre bom saber que os nossos amigos não chegam ao pé de Carlos Santos Silva.
Sempre bom saber que quando há dinheiro o que se faz é ir viver para o quarteirão mais à direita de Paris (leia-se mais boring), aquele sem actividade cultural e social que se destaque.
Sempre bom saber que quando temos 4 milhões de euros para gastar num apartamento o decoramos com a coisa mais novo-rico que existe. Tipo cetins e luzes no chão dos corredores.
Sempre saber que o BES, junto com os meus (cada vez mais numerosos) amigos, entendeu que roubar uma vez os portugueses (comprando com dinheiro que não tinha esses mesmos amigos) seria pouco se os podia roubar duas ou três (na conta da EDP, nas obras desnecessárias, no resgate ao BES, no dinheiro colocado no Novo Banco, etc, etc, etc).
Sempre bom saber que o dinheiro roubado foi parar a Paris e nem sequer foi aproveitado a comer um frango assado na Rua de Montourgeil ou a comprar uma peça oriental decente nos mil antiquários da Rive Gouche. 

O Bordallo fazia-vos um manguito eu aponto mesmo o dedo.   

P.s. Gosto especial em saber que o senhor engenheiro (civil vejam lá) foi enganado pelo seu construtor de cozinhas. Se  alguma justiça existir no mundo este era um emigrante português.

Falar em liberdade nos dias de hoje